Perigo em todos os bairros: além da pandemia da Covid-19, a dengue já assusta Itabira

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No país, se não bastasse a crise sanitária com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), um velho inimigo da saúde é também ameaça em Itabira, assim como na maioria das cidades brasileiras: o mosquito Aedes aegypti tem feito suas vítimas na cidade, o que leva as autoridades a fazer mais um alerta de ameaça de surto de dengue, zika e chikungunya.

Thereza Horta conclama a população para a guerra sem trégua ao Aedes aegypti (Fotos; Carlos Cruz e Google)

Se o combate ao mosquito não for efetivo, e realizado em toda cidade, a eclosão dessas doenças pode agravar ainda mais a situação de saúde na cidade.

E se assim ocorrer, com mais pessoas infectadas, o resultado será o colapso do sistema de saúde, que se prepara para o avanço da pandemia do novo coronavírus nos próximos dias, com a chegada do frio.

Portanto, é preciso que cada morador faça a sua parte para erradicar os focos do mosquito. Para isso é preciso manter os quintais e jardins sem objetos que acumulem água.

É imprescindível, também, vedar as caixas d´água e eliminar todo recipiente que possa facilitar a eclosão do mosquito que se reproduz e se espalha rapidamente para infectar os incautos moradores.

O alerta é da superintendente municipal de Vigilância em Saúde, Thereza Andrade Horta. Segundo ela, pelo último levantamento da Prefeitura, o número de casos até o dia 12 de maio acumula 759 notificações, com 360 casos positivos de dengue e um de chikungunya.

Representa aumento de 349% de casos de dengue em comparação com o mesmo período do ano passado, indicativo esse que já chegou a 460% de aumento, conforme relatório anterior.

Mosquito está por toda cidade, principalmente nas residências

Objetos deixados nos quintais viram focos do mosquito que transmite doenças sem distinção de classe social, raça, idade ou gênero: focos estão por toda a cidade

“Precisamos dar destinação correta aos inservíveis e não deixa-los acumulando água nos domicílios”, diz a superintendente, que ressalta ainda que 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências.

De acordo com o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), realizado em Itabira entre os dias 13 e 17 de janeiro, o índice médio de infestação na cidade é de 5,3%. A pesquisa foi realizada em mais de 2 mil domicílios.

Somente índices inferiores a 1% são considerados satisfatórios, enquanto índices entre 1% a 3,9% indicam uma situação de alerta. Com índice médio de 5,3%, como é o caso de Itabira, o sinal vermelho é acionado.

O perigo mora em casa e todos devem participar da erradicação dos focos

O perigo está em toda cidade, com sério risco de surto das doenças derivadas da picada do mosquito.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), índices superiores a 4%, como tem ocorrido todos os anos em Itabira, é um claro indicativo de risco de surto dessas doenças.

Para cuidar da saúde da população, todos devem estar empenhados. É preciso que os moradores engajem nesta guerra de combate aos focos do mosquito, que não escolhe cor, idade, sexo ou classe social para picar e propagar essas temíveis doenças que enfraquecem o cidadão, podendo inclusive levar ao óbito.

Somente com os cuidados de limpeza e eliminação de focos do mosquito essas epidemias não irão abarrotar ainda mais os serviços de saúde, agravando o atendimento à população em tempo de proliferação da pandemia da Covid-19.

“Vede a caixa d’água, dispense o lixo doméstico em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Verifique se não tem água acumulada na laje e encha com areia até a borda os vasos de planta. Não deixe nada que possa acumular água nos jardins e quintais”, pede a superintendente municipal de Vigilância em Saúde. “Evitar o surto dessas doenças depende de ações preventivas de toda população”, conclama Thereza Andrade Horta.

 

 

 

 

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