Taxa de transmissão do Sars-CoV-2 segue com viés de alta em Itabira e é ameaça de retrocesso com novas medidas restritivas

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Itabira segue na onda amarela por decisão do Comitê Extraordinário Covid-19, reunido na quinta-feira (20), com validade para a próxima semana. Mantém-se assim a reabertura, com restrições, do comércio e atividades consideradas não essenciais pelo programa Minas Consciente.

A decisão para essa permanência foi tomada, principalmente, com a queda da taxa de ocupação de leitos de UTIs (64,6%) exclusivos para a doença, como também nas enfermarias (27,7%), resultado dos investimentos na infraestrutura de atendimento intensivo nos hospitais Carlos Chagas (HMCC) e Nossa Senhora das Dores (HNSD).

Mas o que preocupa é que essa permanência na onda amarela não ocorre pela redução da taxa de transmissão (Rt) do vírus, conforme ressaltou o prefeito Marco Antônio Lage (PSB), em seu encontro semanal pelas redes sociais com os seus seguidores, nessa mesma quinta-feira.

Com a flexibilização das medidas depois que Itabira migrou da onda vermelha para a amarela, a taxa de transmissão parou de cair. Atualmente se mantém com viés de alta, com o povo nas ruas, aglomerando em bares como se tudo fosse página virada dessa nefasta pandemia.

O resultado é que depois de Itabira registrar Rt de 0.71 no início da onda amarela, saltou na semana seguinte para 0.76 e agora está em 0.85. Isso significa que para cada grupo de 100 pessoas infectadas, ainda que assintomáticas, outras 85 podem ser contaminadas pelo vírus. Se ultrapassar 1.0 o retrocesso pode ser inevitável.

Saiba mais no portal Itabira no Monitoramento da Covid-19.

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde/PMI

Vigilância

“É preciso manter a vigilância. O nosso desafio é avançar para a onda verde, mas para isso acontecer a velocidade da transmissão precisa voltar a cair. Não é hora de fazer festinhas, mesmo sendo permitido (na onda amarela) realizar encontros com até 50 pessoas”, advertiu o prefeito.

O aumento da RT pode levar Itabira ao retrocesso nas próximas semanas. Outro risco é a baixa cobertura vacinal no município, o que ameaça, sobretudo, a população mais jovem que ainda não está sendo imunizada.

A campanha de imunização só agora terminou a aplicação da primeira dose para quem tem mais de 60 anos. E começa a vacinar as pessoas com comorbidades.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até essa quinta-feira, apenas 12.569 itabiranos (10,3% da população) receberam a segunda dose, enquanto 22.027 deram início à imunização ao receberem a primeira dose.

No total, 34.596 doses foram aplicadas desde o início da campanha de imunização em Itabira. Desse total, 16.677 doses foram destinadas aos idosos, sendo que a maior parte (9.553) recebeu apenas primeira.

A boa notícia é a chegada do primeiro lote da vacina da Pfizer na cidade. “Preenchemos todos os pré-requisitos para Itabira ser incluída para receber este primeiro lote da Pfizer”, disse o prefeito em sua live.

“Vamos dar início à imunização das gestantes e avançar com a vacinação das pessoas com comorbidades, de acordo com o Plano Nacional de Imunização”, adiantou Marco Antônio Lage.

Fonte: Reprodução/SMS;PMI

Exposição sem cuidados

Portanto, não se pode baixar a guarda, achando que o pior já passou. Há ainda a ameaça da terceira onda, com o vírus sendo reciclado com as novas variantes – e com a campanha de imunização seguindo lenta, gradual e parando em todo o país.

“Os mais jovens agora são os mais expostos ao vírus no trabalho, nos bares e restaurantes, por saírem mais de casa e por não terem sido imunizados. É preciso ter mais cuidado, seguindo os protocolos”, insiste o prefeito no apelo para que as pessoas colaborem para manter a saúde de todos.

Com base no monitoramento da pandemia nas 32 regiões que a cidade foi dividida para facilitar o enfrentamento ao novo coronavírus, a secretaria de Saúde tem intensificado as campanhas de esclarecimento e conscientização.

Isso enquanto a vigilância é também intensificada nas regiões mais críticas, para que se faça cumprir os protocolos com as normas preventivas entre os moradores e no comércio.

Marco Antônio Lage vê com preocupação as aglomerações de jovens nos bairros e no centro da cidade (Foto: Reprodução)

“O Centro de Itabira continua no vermelho. Os bairros São Pedro, Major Lage de Baixo, Alto da Boa Vista, Amazonas, que estavam no verde, retrocederam para o vermelho”, lamentou o prefeito, ao constatar o relaxamento das medidas preventivas nesses bairros.

Além da vigilância nas regiões mais afetadas, nelas é também intensificada a testagem rápida, no esforço de isolar em domicílio as pessoas infectadas – e que estão assintomáticas – uma estratégia necessária e eficaz para conter a velocidade da transmissão do vírus.

É nesse contexto que Marco Antônio Lage vê com preocupação o advento de novas variantes do novo coronavírus, juntamente com a aglomeração das pessoas nas ruas, em festinhas particulares, como se tudo já estivesse voltado ao “normal”.

“Temos que ter todos os cuidados. Só vamos ficar tranquilos quando mais da metade da população itabirana estiver imunizada com a segunda dose”, acredita Marco Antônio Lage. Infelizmente isso ainda está longe de acontecer em Itabira e no país.

 

 

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