Sem bola rolando no Mineiro, e na maioria dos campeonatos estaduais, clubes buscam reforços e acertos financeiros

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Luiz Linhares*

Assim como ocorreu há um ano, a bola parou de vez nas principais praças futebolísticas, como em Minas Gerais e São Paulo. O campeonato Carioca segue com acordo de cidades acolhedoras e recebe até jogos do campeonato Paulista e Copa do Brasil. Em outros estados, como o Rio Grande do Sul, os campeonatos continuam como se não houvesse o recrudescimento da pandemia.

Mas nos bastidores a guerra segue forte por novas contratações. E os times que têm bala na agulha, economicamente falando, vão se acertando visando um ano e tanto.

É o caso do Atlético que trina sob o comando do Cuca. Entre análises e necessidades, fala-se em contratar um zagueiro de ponta e um volante de qualidade.

Com mais essas contratações, o Galo se torna forte em todas as disputas, dando início a um ciclo virtuoso e vencedor, culminando com a inauguração de seu estádio próprio, a Arena MRV, provavelmente no próximo ano.

Mas nem tudo é flor no jardim atleticano. Na semana passada vazou vazaram dados do balanço geral do clube que está para ser divulgado, apontando dívidas na casa de R$ 1 bilhão.

Não é novidade para ninguém que o clube tem tido dificuldades para manter em dia os salários. Mas mesmo assim segue contratando e elevando o custo mensal de sua folha de pagamento para se tornar um dos maiores do país.

Com endividamento altíssimo, é preciso que se tenha transparência para se saber qual é a mágica. Ou seja, o torcedor tem o direito de saber qual é a real situação financeira do clube. Isso para não ser pego de surpresa, como aconteceu com o rival Cruzeiro, que ainda paga a fatura depois de conquistar títulos importantes, como dois Brasileiros e uma Copa do Brasil.

Essa comparação, segundo Rubens Medina, mecenas do Galo, está longe de acontecer por ter o Atlético patrimônio e plantel de valor bem equacionados.

Que a bola volte a rolar e que a situação de acalme em campo e fora dele. Pelo visto, o trabalho que faz a diretoria atleticana elevará o clube a outro patamar.

Mas para isso, ajustes, adequações e saneamento em curso são promessas de se tornar um baita time papão de títulos e um clube viável. E também para se tornar uma máquina de se fazer dinheiro em prol do seu objetivo final, com retorno aos investidores pelo capital investido.

Em busca de títulos

Atlético tem time encorpado com grandes reforços e se prepara para a conquista de títulos (Foto: Divulgação)

Neste mesmo lance de fortalecimento do plantel está o Palmeiras se reforçando. É certo que o time paulista deve levar o Ademir do América. O São Paulo também busca novo formato, com o novo treinador argentino Crespo. Contratou Benitez junto ao Vasco, repatriou o zagueiro Miranda e também o atacante Eder, que brilhou na Itália por vários anos,

O Grêmio do Renato Gaúcho, que é um dos times mais enxutos economicamente, da mesma forma se reforça, tendo anunciado a contratação de Rafinha e o colombiano Borré, do River Plate.

Esses times, ao lado do Flamengo, estarão compondo o grupo dos que brigarão por títulos nacionais ou sul-americanos. Isso em um ano ainda bem complicado, com eliminatórias e olimpíada.

Mineiramente, Cruzeiro busca recompor equipe, que não está bem no Estadual

Os sonhos não envelhecem: Cruzeiro busca novas conquistas, mesmo na série B, mirando na Copa do Brasil (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Já o Cruzeiro vem trabalhando nesta pandemia de forma bem mineira. Caladinho, o técnico Felipe Conceição busca aqui e ali novos reforços. Chegou Rômulo, volante veterano e rodado, que já trabalha com o grupo,

O time celeste busca o equilíbrio e a competitividade que precisará ao longo da temporada. Nada muito diferente do que vem vivendo há mais de ano. É uma dificuldade atrás da outra, sem recursos e tentando enxergar dias melhores com aquilo que extraído e transferido para dentro de campo.

Com tudo isso, resta aguardar a chegada de abril. Se tudo correr certo com as medidas restritivas, caindo os índices de contaminação com aumento do isolamento social, quem sabe a bola volta a circular no estadual. E assim, com maior controle, os clubes possam voltar com o que mais importa, no mundo do futebol, que é colocar a bola na rede.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-Am.

 

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