Seleção feminina joga bem, mas sucumbe frente às francesas lutando até o fim da partida

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Luiz Linhares*

Ontem foi um daqueles domingos que vivenciamos a cada quatro anos, bem a propósito para torcer pelo Brasil. No futebol masculino já vivemos tantas emoções com alegrias e tristezas. Já fomos o melhor do mundo, mas ultimamente as lembranças não nos tem mais agradado.

Ontem era decisão para a seleção canarinha feminina que buscava seguir viva em mais uma Copa do Mundo. Pela frente, as atletas brasileiras enfrentaram as donas da casa que por si só já nos deixavam em situação difícil.

Enfim, lutamos e perdemos. Mas caímos de pé, o que é importante para uma país que vem buscando a recuperação em tantas coisas que perdeu. No futebol feminino buscamos uma afirmação. Desde muito, ou sempre, falta apoio à seleção feminina.

A luta solitária das atletas tem sido referencial para outras meninas que querem praticar o esporte. E foi um belo espetáculo futebolístico que assistimos nesse domingo (23), na disputa com a seleção francesa.

A seleção lutou até o final, mas faltou uma melhor condição física, principalmente entre as mais experientes, por motivos diversos, que não tiveram o ápice de condições.

Mas elas foram guerreiras nos 90 minutos do tempo regulamentar. Suportaram a pressão. E em alguns momentos conseguiram equilibrar a partida. Contudo, na prorrogação faltaram pernas. E as francesas se valeram da melhor condição para seguir em busca do título máximo da competição mundial.

Parabéns às atletas da seleção brasileira. Infelizmente o Brasil fica novamente no meio do caminho, mas como consolo passou a ter a Marta como a maior artilheira em copas do Mundo.

O bom é que o futebol feminino no Brasil tende a ter um pouco mais de valorização, quando terá um Campeonato Brasileiro e um calendário fixo que no futuro será de suma importância. Valeu o esforço e a luta pela bravura mostrada.

Seleção brasileira masculina conhece nesta segunda-feira o próximo adversário 

Hoje, na Copa América, vamos conhecer o nosso próximo adversário que sai dos jogos da noite e que encerram a fase de grupo, Teremos o Equador, Japão ou Paraguai como próximo adversário nas quartas de final.

Everton Cebolinha foi destaque na goleada contra o Peru (Foto: Nelson Almeida)

A seleção passou para a próxima fase de forma tranquila, verdade que com os atletas sendo vaiados em parte da partida na vitória inicial contra a Bolívia, vaiados e também durante toda partida contra a Venezuela. E sobrou contra os Peruanos, em Salvador, goleando de cinco e perdendo até pênalti.

Verdade que não há muito consenso em relação ao trabalho do técnico Tite, que tem sido muito cauteloso, o que resulta em uma jogo feio e travado, muito distante do futebol do passado que aprendemos a admirar, unindo arte, talento e qualidade. Antes, contra os sul-americanos a seleção sempre punha banca e era alegria certa. Era um futebol-arte bem distante do que se apresenta no atual momento.

A vitória contra a seleção peruana reacendeu aquela esperança no bom futebol, ofensivo e imponente. De todas as formas é sempre bom, como já escrevi aqui, relembrar os bons momentos da seleção canarinha dos anos 60 e 70.

Ao enfrentar seleções sul-americanas, sem grande força dentro de nosso território, quase sempre era possível esperar por placares elásticos. Desse último resultado, gostaria mesmo de acreditar que se fez por méritos e não pela fragilidade adversária.

Dizem que agora é outra historia. A fase é eliminatória e não cabe mais dar chance ao azar. Se não tem Neymar que se contente com o Everton Cebolinha, que vem dando conta do recado com um jogo ofensivo.

Se não temos uma seleção ideal, ou um conjunto de força próxima do ideal, pelo menos tem o torcedor a nosso favor, com poder de transformar esse canarinho forte. A conquista da Copa América pode até não ser o sonho, contudo nos fará um bem danado.

Cruzeiro e Atlético vivem pré-temporada em busca de equilíbrio e força 

Thiago Neves em treinamento na Toca da Raposa (Divulgação)

Uma semana morna no que se refere a Cruzeiro e Atlético, que vivem parada estratégica, com início nesta semana da tão necessária pré-temporada. No Cruzeiro as coisas continuam ativas na briga política com impasses entre justiça, presidência e conselho.

Contornando tudo isto, pode e deve traduzir na tranquilidade que todos precisam. Isso para que em campo, treinador e comandados possam conquistar novamente o equilíbrio e recolocarem o time celeste novamente no caminho de vitórias.

Chará e Cazares: pré-temporada com perspectivas de reforços (Foto: Divulgação)

Já o Atlético tem na tranquilidade a busca do melhor caminho, mas nada de reforços como o torcedor esperava. Volta o Otero. E dois novos gringos, Hernandez e Martinez, começam a trabalhar com Rodrigo Santana, enquanto nos bastidores se trabalha com a possibilidade de novas contratações.

Mas é certo que o Atlético irá se reforçar, se acertar e corrigir erros mostrados e assimilados para que tenha um segundo semestre muito bom.

Na série D, os times mineiros tiveram um fim de semana ruim. Caldense e Patrocinense não saíram do zero a zero e foram eliminados. Sinal de fraqueza mineira, com certeza.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

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