Itabira, para os candidatos a prefeito, não sofre com poluição do ar e degradação paisagística

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Projeto lança cartilha para incentivar pautas de governo sobre agenda climática. Conheça e acompanhe.

Na reta final para as eleições municipais, eleitores ganham uma estratégia a mais para fazer a escolha consciente do voto. Os cidadãos atentos às mudanças do clima e que se preocupam com a qualidade do ar e a sustentabilidade são orientados a identificar propostas de governo que prezem pelas florestas.

A cartilha do projeto Clima de Eleição, disponível online e gratuitamente, é um incentivo à participação popular no comprometimento à criação de leis climáticas e investimentos verdes.

De Itabira, nenhum candidato a prefeito se inscreveu. Como também, na própria campanha eleitoral se manifestaram sobre as péssimas condições ambientais decorrentes da poluição do ar e da degradação paisagística causadas pela mineração (foto em destaque).

Para eles, ao que parece, o município tem clima excelente e a sua população não sofre diariamente com as partículas de minério em suspensão que encobrem a cidade, agravando as doenças respiratórias (rinite, sinusite, faringite, laringite).

E, consequentemente, não apresentaram projetos e propostas, no decorrer da campanha, sobre como irão agir para reverter esse quadro, cobrando mais ações mitigadoras da mineradora Vale.

Ainda, sob a desculpa de proteger trabalhadores de contaminação pela Covid-19, a Prefeitura de Itabira desativou a Central de Triagem e pôs fim a coleta seletiva de resíduos, que já foi modelo e referência nacional. Com isso, agrava ainda mais a disposição de resíduos no aterro sanitário, que corre risco de virar novamente um imenso lixão. Leia mais aqui e aqui.

Saiba mais sobre o projeto Clima de Eleição

Itabira foi pioneira na coleta seletiva de resíduos, projeto abandonado neste ano sob o pretexto mal explicado de proteger os trabalhadores da contaminação por covid-19 (Fotos: Carlos Cruz e Internet)

Em atividade desde julho, o Clima de Eleição é uma iniciativa criada a partir da “necessidade urgente de termos tomadores de decisão mais preparados para lidar com os desafios da crise climática”, declara um dos idealizadores do projeto, João Henrique Alves Cerqueira.

O estudante curitibano de engenharia ambiental é um dos quatro membros de um grupo que há tempos vinha pensando em criar uma ação que motivasse atitudes que visam à educação ambiental e a promoção de obras públicas de combate ao desequilíbrio da natureza.

Além de Cerqueira, uma bacharel de direito de São Paulo, uma internacionalista do Rio Grande do Norte e um engenheiro ambiental de Pernambuco se mobilizam para fazer do pleito eleitoral uma boa oportunidade para a discussão de políticas ambientais e o comprometimento dos candidatos de inseri-las em seus planos de governo.

Energia limpa, resiliência urbana, economia circular, mobilidade ativa, agricultura urbana, compostagem e participação social são alguns dos temas destacados pelo projeto, que já tem o engajamento de mais de 400 candidatos de 23 estados brasileiros.

“Esse é o resultado de um trabalho de capacitação que instruiu os concorrentes ao pleito dos conceitos básicos da crise climática a exemplos práticos de legislação municipal que podem ser adotadas nos seus municípios ou até mesmo inspirar outras iniciativas”, reitera Cerqueira.

O objetivo do curso foi o de “proporcionar aos candidatos caminhos para fazer ações a partir do momento em que se tornem eleitos.” E no pós-eleição, o trabalho continua. “Queremos apoiar na construção dos seus planos de ação, mantendo a rede engajada e continuar gerando impactos pelo país”, afirma.

Os eleitores podem consultar no site do Clima de Eleição os candidatos que fizeram os cursos e, assim, se comprometeram em assumir uma agenda climática. No Instagram (@climadeeleicao) é possível acessar materiais informativos e educativos e acompanhar aulas abertas.

A cartilha de orientação ao eleitor está disponível nas redes e no site do projeto.

Mais informações: https://linktr.ee/climadeeleicao

 

 

 

 

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1 comentário

  1. A central de triagem já estava desativada desde o ano de 2019, portanto esta desculpa da proteção contra a contaminação da covid é conversa pra boi dormir.
    Isto é estratégia para desmonte da Itaurb, que já foi referência nacional.

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