Prefeito promete restaurar casarão do antigo hospital, com novo projeto arquitetônico e paisagístico para o centro histórico

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O casarão do antigo hospital Nossa Senhores, localizado na rua Major Paulo, não entrou no rol dos patrimônios históricos e arquitetônicos, tombados pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Itabira (Comphai), restaurados pela administração passada com recursos do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Fumpac), repassados pelo ICMS Cultural.

“A administração passada restaurou vários casarões, mas infelizmente ficou para trás o restauro do antigo hospital”, lamentou o prefeito Marco Antônio Lage (PSB), em sua live de quinta (29), em que celebrou os 50 anos de criação do Museu de Itabira, idealizado pelo historiador e memorialista, professor José Sampaio (1898/75). “Vamos restaurá-lo”, prometeu.

Com Marcos Alcântara, superintendente da Fundação Carlos Drummond de Andrade, Marco Antônio prometeu um novo projeto arquitetônico e paisagístico para Itabira (Fotos: Reprodução e Carlos Cruz)

De fato, a Prefeitura de Itabira, por iniciativa própria e em cumprimento a vários Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPNG), restaurou vários casarões em Itabira com aporte de recursos do Fumpac, do ICMS Cultural.

O último casarão restaurado no ano passado em Itabira foi o que pertenceu ao escritor e historiador João Camilo de Oliveira Tôrres (1915/73), na rua Tiradentes, a um custo de R$ 250,3 mil.

“Infelizmente, os recursos disponíveis do Fumpac não foram suficientes para dar continuidade às obras de restauro do antigo hospital”, lamentou o ex-secretário de Obras Ronaldo Lott, em entrevista a este site, ao fazer balanço das obras de restauração empreendidas no centro histórico de Itabira. Leia mais aqui.

Segundo assegurou Ronaldo Lott, o casarão do antigo hospital está escorado internamente e o telhado se apresenta em boas condições. Com isso, disse, não corre risco de tomar literalmente ao chão. “O custo para concluir a sua restauração é estimado em R$ 2 milhões.”

Para o prefeito Marco Antônio Lage, o restauro de alguns casarões foram investimentos bem feitos pela administração passada. “Vamos dar continuidade e até mesmo pensar em algum destino cultural para esses patrimônios.”

Ermida

Restauração da capela de São José, no povoado Serra dos Alves, ainda é só promessa. Mas deve ocorrer, de preferência, também com a substituição da rede elétrica do povoado por fiação subterrânea

Ficou ainda só na promessa da administração passada a restauração da capela de São José, no povoado Serra dos Alves, distrito de Senhora do Carmo, que recebeu obras urbanísticas no ano passado.

A capela é cartão-postal do povoado. A sua restauração foi avaliada em R$ 120 mil. Segundo o ex-presidente do Comphai Duval Coelho, a restauração da ermida foi também aprovada pelo órgão municipal de defesa do patrimônio histórico e arquitetônico. Mas ainda permanece no rol das promessas ainda não cumpridas. Leia também aqui. 

Fiação subterrânea no centro histórico está incluída no projeto Cidades Históricas, da Cemig

Desde o governo de Li Guerra, ouve-se em Itabira a promessa de substituir a atual rede elétrica por fiação subterrânea no centro histórico. Marco Antônio promete realizar com patrocínio da Cemig

Na mesma live de quinta-feira, Marco Antônio Lage disse que vai apresentar e executar um novo projeto urbanístico, arquitetônico e paisagístico para a cidade. “Vamos lançar juntamente com a campanha Itabira, minha melhor amiga”, anunciou.

A campanha será inspirada na crônica Itabirismo, do escritor Cornélio Penna (1896/1958) – e foi sugerida pela sua conterrânea Cristina Silveira, jornalista e memorialista, colaboradora deste site Vila de Utopia. “Vamos resgatar esse orgulho de ser itabirano.” Leia mais aquiaqui, e aqui.

Como parte dessa proposta de revitalização do centro histórico, o prefeito inclui o projeto de cabeamento da rede elétrica entre a rua Tiradentes e a igrejinha Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, a Rosarinho, no bairro Penha.

A proposta de cabeamento da rede elétrica foi por ele incluída no projeto Cidades Históricas, da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em 2019, quando o prefeito de Itabira era o diretor de Comunicação e Sustentabilidade da estatal mineira.

Visa substituir postes e fiações por redes subterrâneas – um investimento previsto de R$ 30 milhões da Cemig para os próximos dois anos nos municípios históricos mineiros.

“Itabira não estava incluída no projeto, mas fizemos gestões junto ao IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Arquitetônico) e conseguimos a sua inclusão”, revelou o então diretor da Cemig.

O anúncio foi feito por Marco Antônio ao participar, em dezembro de 2019, do lançamento Programa de Eficiência Energética, da Cemig, que investiu cerca de R$ 600 mil na substituição de aparelhos de esterilização (autoclaves) e lâmpadas do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD). Leia também aqui.

Essa é mais uma promessa que se arrasta desde a reforma do centro histórico no governo de Li Guerra (1993/96). Espera-se que agora, com o projeto da Cemig, e com Marco Antônio na Prefeitura, possa enfim ser realizada.

“Será uma forma de valorizar o patrimônio histórico e arquitetônico de nossa cidade, incrementando o turismo”, é a aposta que Marco Antônio faz, agora na condição de prefeito de Itabira.

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