Por falta de imunizantes, Prefeitura de Itabira também suspende a aplicação da segunda dose da CoronaVac

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Em tempos de pandemia ainda avançando no país e no mundo, com novas variantes mais infectantes e mortais, a campanha de imunização no Brasil patina por incompetência, inércia e irresponsabilidade do governo federal.

Isso enquanto governos estaduais e prefeituras flexibilizam medidas restritivas, quando deveriam decretar lockdown nacional.

Bares, restaurantes, igrejas e academias voltam a funcionar, enquanto faltam vacinas para imunizar idosos e pessoas dos grupos prioritários.

É assim que em Itabira não há mais estoque da vacina CoronaVac para aplicar a segunda dose, o que coloca em risco a eficiência da já precária campanha de imunização em todo o país.

Calendário suspenso

Nesta sexta (30), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) comunica que terá de suspender a aplicação da segunda dose da CoronaVac. Informa ainda que aguarda novo envio de vacinas, por parte dos governos Federal e Estadual, para a próxima semana.

Segundo nota divulgada pela Prefeitura, as últimas remessas de vacinas encaminhadas aos municípios foram, em sua quase totalidade, de imunizantes da AstraZeneca, utilizadas na continuidade da campanha dirigida aos grupos prioritários, especialmente aos idosos na faixa etária entre 60 e 64 anos.

“Ainda conseguimos avançar com a campanha, chegando até os 69 e 70 anos nesta sexta-feira (na aplicação da segunda dose). Só que agora teremos que interromper até a chegada de novas doses (da CoronaVac), o que esperamos para a semana que vem”, lamenta a superintendente de Vigilância Epidemiológica da SMS, Leandra Figueiredo.

A secretaria explica que todas as doses enviadas aos municípios têm direcionamento previamente estabelecido, de acordo com o Plano Nacional de Imunização e com as notas técnicas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG).

Nessa quinta (29), Itabira e outras cidades da região encaminharam ofícios à Gerência Regional de Saúde (GRS) informando sobre a escassez de imunizantes e a necessidade de novos envios da CoronaVac.

Já nesta sexta, as últimas vacinas foram aplicadas mediante entrega de senhas nos drive-thrus da Prefeitura e da Funcesi. “Desde a divulgação do calendário mais recente, mais de 3,5 mil doses foram destinadas aos idosos com idades entre 79 e 71 anos em Itabira.

Após o início da campanha de vacinação, até 28 de abril, a SMS já aplicou 26.042 doses contra a Covid-19. É pouco para a demanda crescente, com o vírus sofrendo mutações, tornando a pandemia ainda mais perigosa.

Tranca-rua

Portanto, é hora de os governantes municipais, estaduais e, vá lá, também o federal, repensarem a flexibilização em curso das políticas públicas de prevenção para conter o avanço da pandemia, principalmente com o surgimento de novas cepas mais perigosas.

O vírus está disseminando mais rapidamente e causando mais mortes, mesmo em municípios que abriram novos leitos de UTIs e enfermarias, como é o caso de Itabira.

Sem vacinas para todos, as armas que restam são o isolamento social, as medidas protetivas, individuais e coletiva, com o tranca-rua.

A abertura de novos leitos de UTIs e de enfermarias podem até salvar pacientes graves. Porém, o que diminui a propagação do vírus e o aumento exponencial de novos casos com mortes são as medidas já conhecidas: distanciamento social, se possível com isolamento domiciliar, uso de máscaras, além da higienização frequente das mãos e do rosto.

 

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