Novas variantes, como a da Índia, já circulam no Brasil e preocupam as autoridades de saúde com advento de uma terceira onda

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Com as novas cepas já circulando no Brasil, inclusive a variante indiana do novo coronavírus (Sars-CoV-2), já identificada no Maranhão – e que pode disseminar rapidamente por outros estados – , é preciso redobrar os cuidados individuais e coletivos, o que deveria incluir o fechamento de portos e aeroportos no país

Como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que continua negligenciando com a pandemia, não tomará essas medidas, é preciso que governos estaduais e prefeituras adotem medidas mais severas para conter o avanço dessas novas variantes antes que a terceira onda chegue com força ainda mais letal.

São vírus modificados e os cientistas ainda não dispõem de informações suficientes para desvendar as particularidades dessas novas linhagens. A suspeita é que são mais infectantes e mortais. E não há certeza científica, ainda, de que as vacinas atualmente existentes são capazes de impedir a sua propagação pelo organismo humano.

A mutação de vírus não é novidade e é comum de acontecer, como ocorre anualmente com o da Influenza. Mas o que assusta a comunidade científica é a velocidade de transmissão, com advento de casos mais graves da Covid-19. Foi o que aconteceu com a variante de Manaus, que se espalhou com força no início do ano – e agora com a ameaça da variante indiana.

Com o surgimento dessas variantes, países que já estavam com a pandemia sob controle reacenderam o sinal de alerta. É o caso, por exemplo, do Reino Unido que havia anunciado plano de retomada econômica, mas que já pensa em retroceder com as medidas liberalizantes com o avanço da variante indiana.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) essas novas linhagens são motivos adicionais de preocupação nesses tempos de pandemia sem fim. No caso da variante indiana, ela já foi detectada em 44 países.

Embora ainda não sejam conclusivos, estudos da OMS indicam que essa nova cepa tem maior capacidade de contágio em relação ao novo coronavírus identificado originalmente na China.

Além da variante indiana, outras seis linhagens do Sars-CoV-2, segundo a OMS, foram classificadas como preocupantes. Dessas, duas foram identificadas no Brasil (P.1 e P.2), além das cepas do Reino Unido, da África do Sul, da Califórnia e a de Nova Iorque.

O temor é ainda maior pois outras variantes podem surgir, com o acometimento de mais pessoas com quadro de saúde agravado. Jovens ficam muitas vezes assintomáticos e quando a doença se manifesta o quadro já pode ter sido agravado.

Essas variáveis são preocupantes sobretudo em países, como o Brasil, onde é baixa a cobertura vacinal – e onde não há uma orientação nacional de enfrentamento à pandemia.

A sensação que o governo federal passa à população é de desprezo com essa “gripezinha”, um desrespeito às mais de 440 mil mortes no país e 38.222 óbitos já registrados em Minas Gerais, o terceiro mais infectado nesse triste ranking nacional.

No destaque, nas últimas semanas a Índia tem vivido o seu pior momento desde que a pandemia começou (Foto: Getty/El País)

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