Luta pelos Direitos da Mulher é permanente. Não espere uma data para se empoderar

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Gizele Pinho*

Todos os anos, ao chegar o 8 de março (Dia Internacional de Luta pelos Direitos da Mulher), as empresas aproveitam a data para criar campanhas publicitárias com linguagem de empoderamento, força e conquistas femininas. E lançam promoções “exclusivas”, distribuem pequenos mimos como bombonzinhos e flores, mas a pergunta para as mulheres é: Temos mesmo o que comemorar?

Se levarmos em consideração dados sobre a violência contra a mulher no nosso estado, as notícias não são boas. Números revelam que em 2019, somente no sul de Minas, em seis meses, cerca de 10 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica. Em todo estado foram mais de 74 mil casos de violência.

O tema Direitos da Mulher como Igualdade de Gênero está sempre em pauta porque o caminho ainda é longo.  São reivindicações sociais e populares que acontecem no mundo todo.

Desde o século XVIII as mulheres lutam por direitos civis, políticos e sociais. Se levarmos em consideração que o direito ao voto no Brasil tem apenas 88 anos, é muito recente. Logo, existem muitos avanços a serem conquistados. 

A igualdade de gênero não é o que a linguagem virtual chamaria de mimimi. Tanto que para alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres é um dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) da Agenda 2030. Aqui você pode ler as metas da ONU para promover a igualdade de gênero.

A igualdade de gênero tem o poder de construir uma sociedade mais justa. Isso significa que os homens também devem se envolver nesta causa. Afinal, todo homem nasceu de uma mulher.

E somente com a construção de uma sociedade justa e igualitária é que o 8 de março poderá ser comemorado em todas as esferas. Infelizmente, neste ano ainda não dá para estender as comemorações além das campanhas publicitárias que querem apenas promover venda.

*Gizele Pinho é publicitária, especialista em Marketing Político e Organização de Campanha Eleitoral, pós-graduando em Gestão Estratégica de Pessoas.

Ilustração: Ivan Cerpa. Um corpo nu, 1965. Exposição CCBB-Rio

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1 comentário

  1. Cristina A Velha Vermelha on

    Ontem, as mulheres do Rio foram as Ruas. Foi um alento estar entre mulheres jovens na luta por todos nós, por um mundo melhor. Precisamos tomar o poder do patriarcado autor da necropolitica.
    E também é bão que você possa publicar num jornal que além de ser Utópico também não destrói árvores. Vamos a luta pra botar os machinhos briosos no lugar deles, a cozinha, o lar doce lar.

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