Genin está mais uma vez no Salão Internacional de Humor de Piracicaba

WhatsApp Pinterest LinkedIn +

O cartunista, chargista e escultor Luiz Eugênio Quintão Guerra, o Genin, participa mais uma vez do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, um dos mais importantes do mundo no universo das artes gráficas. O Salão existe desde 1974 e está em sua 44ª edição e reúne o melhor do humor gráfico.

Genin, artista itabirano

Anteriormente, Genin participou do Salão em 2003, 2012 e, no ano passado, com as caricaturas de Elza Soares e Ney Matogrosso (ilustrações). Já na edição deste ano, ele participa com duas caricaturas em cerâmica: Ray Charles e Steve Wonder, que só serão publicadas após sair o catálogo com todos os trabalhos selecionados e o resultado da premiação, no dia 27 deste mês.

Para o Salão deste ano, o Salão recebeu 2.985 trabalhos de 560 artistas, de 57 países. Foram selecionados 410 trabalhos de 215 artistas de 32 países. “Só de ter sido classificado já foi ótimo e significativo. Agora, no fundo, sempre fica aquela expectativa de ganhar algum prêmio”, diz o artista itabirano, que pede para que todos torçam por ele.

Saiba mais

O Salão Internacional de Humor de Piracicaba surgiu em 1974 com apoio da trupe do Pasquim, no fim do chamado Milagre Brasileiro, em pleno regime militar. Nasceu de uma feliz ideia de um grupo de amigos, jornalistas, artistas, intelectuais que se reunia no agora histórico Café do Bule, na então pacata cidade de Piracicaba (SP), hoje com 390 mil habitantes, situada a 164 quilômetros a noroeste da capital do estado.

Contou desde o início com o apoio animado e irreverente de cartunistas, escritores e jornalistas mais badalados do país como Jaguar, Millôr Fernandes, Ziraldo, Paulo Francis, Zélio Alves Pinto, Fortuna, Ciça, Luiz Fernando Veríssimo, Henfil, Laerte, Angeli, Glauco, Miguel Paiva, Edgar Vasques.

Segundo o cartunista e artista plástico Zélio Alves Pinto, o Salão de Piracicaba se tornou internacional pela truculência do regime militar, pelo ódio que os milicos nutriam pelos ousados cartunistas e chargistas que desafiavam o AI-5 e a censura.

Foi ano a ano ganhando repercussão internacional, denunciando ao mundo a truculência, a tortura e a selvageria da ditadura militar. Hoje, brinca e faz humor denunciando o retrocesso que o país vive. E continua zombando dos políticos que roubam a democracia e a esperança do povo brasileiro. E repercute no mundo todo.

Compartilhe.

Sobre o Autor

Deixe um comentário