Flexibilização laboral em teletrabalho – uma discussão em curso na Europa 

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Veladimir Romano*

A porta se abriu quando a pandemia arrastou não só populações inteiras ao refúgio sanitário, encontrando caminhos onde cada produção laboral esteja no mínimo prejudicada, seguindo a produtividade reconvertida resistência.

Deste modo, analisando bem fatos mais recentes, a sociedade, patronato, Estado, entre outras instâncias, demonstram problemas de ordem burocrática e até cultural, rebuscando governos, sindicatos e empresas.

Entender novos códigos quando na raiz das dificuldades, certas práticas deveriam ser repensadas nas suas leis, como estas, prevalecendo, melhor seria que não prejudiquem pontos mais frágeis; seja: nem a produção, nas pequenas e médias empresas, nem o trabalhador.

Nas sociedades, obedecendo simplesmente a cláusulas convencionais, mas pior, quando sindicatos se fecham em regulamentos igualmente transpostos, ainda debatendo situações, o palco europeu, está ultrapassado em vez da opção pelo estudo das matérias mais adequadas em fusão dos trabalhadores + produção + patronato = a progresso favorável.

Despertar, analisar, repensar processos estimuladores, sendo a conexão transformadora, então, novos termos do trabalhador mais trabalho utilizando ferramentas modernas que a tecnologia coloca no benefício geral.

Para isso inclui desenvolvimento vocacional nas próximas gerações, assim como também são incluídas outras normas desta responsabilidade contemporânea da nossa relação apontando ao futuro, de modo que venha favorecer outras experiências que rapidamente se deveriam acautelar como promessas de avultados orçamentos: os bancos, por exemplo, gostam, mas enganam.

Nas empresas, essas poderiam oferecer soluções. Entretanto, no primeiro momento, o Estado e as suas instituições não conseguem mostrar igual capacidade no próprio instante pelo âmbito das suas regulamentações, de modo a encontrarem a melhores e mais motivadora esclarecidas condições de trabalho.

Pelo visto o teletrabalho veio para ficar. Mas é preciso que seja protegido, para que haja equilíbrio entre a vida profissional e as demandas dos empregadores, até nos resultados contributivos.

A eficácia é garantir o efetivo ato de se lutar contra circunstâncias inapropriadas, fora de qualquer entendimento sobre direito laboral constatável em tempos tecnológicos. Logo, é preciso combater velhos pânicos ocupando espaços na psicose dos administradores.

Já não dá para manter instituições controladoras enquanto o sistema não souber repartir termos responsáveis, clarificando metas produtivas, além de atender o lado mais moderno desta situação.

Olhando às taxas, fusos produtivos, horários compatíveis mas aderentes a outra ordem mental, que favoreça a diferenciada economia, ou viver entre obsessões e manifestos controladores quando se precisa da flexibilização laboral.

Porém, exportando [paradoxalmente]nas regras, aconselhamentos ao contexto contributivo do trabalhador; nestas condições convertendo novas formas em código de trabalho do século XXI, será preciso não esquecer quais causas trouxeram aqui outros desafios.

São outras realidades para não ficar refém da situação trazida pela doença viral, mas, condutora a um possível evoluir mais racional, moderado e solidário. É assim que a Europa, com seus governos e políticos, não está vendo como deveria, enfrentar novos desafios, entre outras exigências. Limitam-se a prometer muitos bilhões que podem resolver muito pouco.

Qualquer vitória proporcionada na economia, acorda o trabalho, projetos, integração, confiança, motivações e fusão energética entre assessores. Por cada recurso humano, logo serão avaliados planos e arbitragens sobre novas soluções sociais.

Depois de tudo, a dramática tragédia vinda com o vírus, deverá expressar no ser humano, crescimento, respeito e favorável amadurecimento do quanto ficaremos devendo ao sofrimento que fica das centenas de milhares de famílias, vítimas mais diretas da grande crise sanitária marcando este nosso milênio.

A dívida é de todos, logo, carregamos na memória um déficit na balança humana. Se esta curva não for realista, flexível, modernizadora e justa, então, nunca seremos capazes de reaprender nada, sendo a vida e o ser humano menos relevantes que segmentos que proporcionam o aventureirismo financeiro.

*Veladimir Romano é jornalista e escritor luso-cabo-verdiano

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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1 comentário

  1. Mauro Andrade Moura on

    Já começam a surgir os questionamentos à forma do teletrabalho em si e sua rotina:
    Câmaras, chantagem, controlo e isolamento: quando o teletrabalho é campo de batalha
    https://www.publico.pt/2021/05/01/economia/noticia/camaras-chantagem-controlo-isolamento-teletrabalho-campo-batalha-1960732?utm_content=Editorial&utm_term=Dados+dos+censos+nunca+foram+enviados+para+os+EUA.+Acabou+o+estado+de+emergencia+%E2%80%93+saiba+o+que+muda+este+sabado&utm_campaign=59&utm_source=e-goi&utm_medium=email

    O teletrabalho obrigatório abriu a porta a abusos por parte dos patrões, ao controlo excessivo ao trabalho fora de horas e a despesas que não são pagas. Quem o relata sente-se cansado, mas tem receio: “Estamos todos aflitos pela situação que estamos a viver, não podemos estar em conflitos com o trabalho.”

    Claudia Carvalho Silva (texto) e Miguel Feraso Cabral (ilustração)

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