Como vamos controlar a pandemia com vacinas que não protegem 100%?

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Cesar Candido dos Santos

VivaBem – Passada a contagem regressiva da virada do ano, agora o foco total de muitos brasileiros é na contagem regressiva para o dia em que receberemos a tão esperada vacina contra a covid-19.

Mas uma dúvida que permanece para muita gente é: se a eficácia da vacina de Oxford é de 70% e a da CoronaVac não atingiu 90%, como vamos nos livrar do coronavírus tomando essas vacinas que ficaram longe de garantir algo perto dos 100% de proteção? A resposta é com uma vacinação em massa, com esforço de todos os lados para aplicar a imunização em toda a população.

O imunologista Gustavo Cabral explicou em sua coluna no VivaBem que uma vacina com eficácia de 70% já é muito boa e está dentro do recomendo pela OMS (Organização Mundial da Saúde) – para efeito de comparação, a vacina da gripe garante de 40% a 60% de proteção.

Segundo Cabral, se conseguirmos vacinar toda a população brasileira (cerca de 210 milhões de pessoas) com uma vacina que oferece 70% de eficácia, teremos “só” cerca de 63 milhões de pessoas desprotegidas e que podem contrair o coronavírus. Parece muito? O cientista explica que não é se analisarmos outros dados da doença.

Cerca de 84% das pessoas infectadas com o coronavírus não apresenta sintomas e, dentre os 16% que desenvolvem a covid-19, a grande maioria não tem problemas graves.

Então, usando o percentual máximo de quem “pega” o coronavírus e fica doente, se toda a população for vacinada e 16% dos 63 milhões que não desenvolverem imunidade forem diagnosticados com covid-19, teremos cerca de 10 milhões de pessoas que podem ficar doentes – umas mais graves e a grande maioria com sintomas mais leves.

“Nesse momento, após 10 meses de covid-19 no Brasil e com a pandemia no ápice do caos, estamos com um total de menos de 8 milhões de infectados no país. Claro que é muita gente e não queremos que ninguém fique doente, mas é menos de 5% da população do país”, diz o imunologista, que complementa:

“E com uma vacinação em massa, mesmo que com uma imunização que proteja 70%, não vamos chegar a esses 10 milhões que podem pegar a doença pois a grande maioria estará imune e o vírus não conseguirá se espalhar”, explica Cabral.

Segundo ele, é assim, com uma vacinação em massa, que seremos capazes de controlar a pandemia. Portanto, entre nessa contagem regressiva e vacine-se assim que o dia para essa grande virada contra a covid-19 chegar

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