Com golaço de Rafael Sobis, Cruzeiro goleia e reacende a esperança de retorno à elite do futebol brasileiro

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Luiz Linhares*

Tenho certeza de que toda a nação cruzeirense, que estava carente de uma vitória elástica e sem sofrimento, se sente aliviada e esperançosa com a elástica vitória conquistada diante do Brasil de Pelotas, no Mineirão.

E está esfuziante ainda mais com o gol marcado pelo Rafael Sobis do meio de campo, fazendo o que Pelé tanto tentou sem sucesso. Pode ser um sinal de que dias melhores virão, deixando para trás os tempos nebulosos.

Com a vitória o time exorciza a ameaça de novo rebaixamento, abrindo uma boa distância do pelotão de trás. Com a confiança que a vitória pode ter suscitado, o time celeste pode produzir a tão necessária sequência de vitórias para dar o time o real caminho a seguir.

No comando de Felipão, o Cruzeiro é outro time. Ganhou confiança, a bola já não queima tanto nos pés da garotada. Daqui para frente é buscar vitórias contra o CRB nas Alagoas, Vitória em Salvador e CSA no Mineirão.

Se assim acontecer, serão nove pontos que virão de grandiosa importância. Vencer todas seria fantástico e nada anormal. Volto a afirmar: o grupo tem outra cabeça, tem confiança e atletas que remam por conquistas e com comando positivo.

Os próximos jogos vão direcionar o restante da temporada, devendo indicar o caminho a seguir, bem distinto do que se viu até recentemente, definindo um novo destino para o time celeste.

Sem criatividade, Atlético acomoda em campo e cede empate com sabor de derrota para o Internacional

Atlético cede empate no fim da partida e vê chance de conquista do Brasileiro ficar mais difícil (Foto: Bruno Cantini/Atlético). No destaque, Sobis comemora o golaço do meio de campo (Foto: Divulgação/Cruzeiro)

Com certeza foi uma baita decepção para o torcedor a apresentação do Atlético contra o Internacional nesse domingo (6), no Mineirão. Criou-se uma expectativa muito grande com a volta do treinador Sampaoli e de boa parte dos atletas titulares, recuperados da Codiv19.

O mínimo que se esperava era de um time dominador e dono das ações diante de um adversário melindrado pelo longo período sem vencer e desgastado pelo embate no meio da semana pela Libertadores das Américas.

Nem tanto o céu, nem tanto a terra. O Internacional entrou em campo poupando titulares para o enfrentamento da semana em Buenos Aires, jogo decisivo para o colorado na competição internacional. Mas o que se viu foi um Atlético sem inspiração, lento na transição entre defesa e ataque. Convenhamos que o time foi escalado por critérios pouco aceitáveis, com a escalação de um ou outro atleta bastante questionável.

O Atlético entrou em campo já sabendo que o São Paulo havia vencido na rodada, ampliando para cinco pontos a diferença de pontos em relação à segunda colocação, que ainda permanece com o Atlético. A pressão pela vitória também entrou em campo, principalmente pelo fato de o time alvinegro jogar em casa.

Em campo, o Galo levou um gol no início, depois de um vacilo geral de sua defesa. O time se recompôs e buscou a reação empatando ainda no primeiro tempo. A virada chegou no primeiro terço da etapa complementar.

A partir daí parece que o jogo tinha se encerrado para o Atlético, que abriu mão de jogar. Tentou controlar o adversário e o seu treinador optou por tirar o poder de criação, aumentando a marcação. Mas cedeu campo ao adversário e veio o empate já nos minutos finais de partida.

Felicidade do São Paulo que mantém quatro pontos de vantagem e ainda com um jogo a menos a ser disputado nesta semana. É cedo, claro, muito cedo para se carimbar o sucesso tricolor. Mesmo com vários fatores ocorrendo a favor do Atlético, o aproveitamento não tem sido dos melhores.

Isso mesmo com tanto dinheiro investido, mas a produção do grupo não tem sido o que se espera, com pouca reciprocidade do grupo. O que se tem visto, muitas vezes em campo, é um time quebrado, imposto sem qualidade de produção.

É sabido que todo grande time precisa de um cérebro, para muitos o termo é “craque”. É o atleta que chama o jogo, que cria, que distribui e faz acontecer. Este atleta, na verdade, ainda não foi contratado, ou ainda não chegou. O que se vê campo são atletas medianos que não têm dado liga, talvez falte treinamento.

É assim que ficam muitas indagações sem respostas: será o Franco que perdeu espaço, ou será porque o Nathan já não tem mais confiança em seu talento. Nesse contesto, não seria o Savarino a melhor opção, já que o Vargas está visivelmente fora de forma.

Todo clube tem no torcedor um treinador. Mas são os bons resultados que marcam a competência e o lugar que cada time merece. Acorda, Galo.

Mesmo com vitória magra, América já vê a cada rodada o retorno à série A do Brasileirão

Ademir fez o único gol na magra vitória americana (Foto: Fernando Almeida/América)

Foi mesmo Incrível o que o América fez em Maceió na partida contra o CSA. O Coelho poderia ter vencido por uma elástica vantagem de gols, mas perdeu de forma sequencial inúmeras oportunidades reais, claríssimas de marcar.

Perdeu algumas chances com Ademir, com Rodolfo, com Alé. E acabou vencendo pelo placar mínimo, com gol marcado no início da partida, com falha bisonha do goleiro que acabou chutando em cima de Ademir e a bola foi parar nas redes.

Terminou o jogo tomando pressão do fraquíssimo time do CSA, numa partida em que teve tudo para golear o seu adversário e encantar no Nordeste.

Mas o certo é que venceu mais uma partida fora de casa. O América encosta no líder Chapecoense e tem confronto direto nesta terça com o Sampaio Correa, em Belo Horizonte. E vai, a cada rodada, avistando mais de perto a série A do próximo ano.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da Rádio Itabira-AM.

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