Com estádios vazios, campeonato Mineiro segue com Atlético, América e Cruzeiro se preparando para as próximas disputas

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Luiz Linhares*

O mundo do futebol vai seguindo seus caminhos. A grande procura é para se equacionar os calendários sem a perda ocorrida na temporada passada em virtude da pandemia.

Falo no que se refere às férias antecipadas, a correria nas competições e o próprio acúmulo de jogos que foi enfrentado para o encerramento de competições oficiais.

Em nosso meio segue a disputa do campeonato estadual, com preservação por parte de quase todos os grandes clubes de seus titulares, encerrando agora um período de descanso após a correria passada.

O Atlético tem utilizado um time mesclado, com alguns bons valores que ainda não tinham sido titulares do último Brasileirão, outros bons valores buscados na base, em especial no sub 20. E agora ainda mais fortalecido com Dodô e Hulk, que aproveita o Mineiro para se readaptar ao futebol brasileiro.

Sempre fui e serei defensor dos campeonatos estaduais, ainda mais sendo interiorano e torcedor do Valério, que no passado tanto me orgulhou e honrou.

Contudo, é com tristeza que devo reconhecer a ineficiência do Mineiro, sua deficiência de formação que é apresentada por seus representantes. Infelizmente, são equipes que nada acrescentam ou produzem para quebrar a hegemonia dos grandes da capital.

Nesta temporada e em quatro rodadas iniciais, o Atlético parece que disputa por disputar. Vence quando quer e nenhum adversário até então sequer o incomodou. E mesmo jogando com time alternativo, enquanto o grupo seguirá se preparando para Libertadores. Com todos os titulares em campo, o embate no Mineiro será até covarde.

Sorte é que, como se diz no interior, “futebol é jogado, lambari é pescado”. É certo que, assim com tudo na vida, de uma hora para outra as coisas se modificam por ações. E um simples vacilo faz tudo cair por terra.

O bem o o mal caminham lado a lado e estão sempre buscando reflexões e ações que fazem o resultado final. Fica a dica: quem sabe é possível mudar algo em curso.

Busca incessante por dias melhores no futebol mineiro

Por fim, acho que todos os clubes estão, cada qual em seus caminhos, em busca de seus propósitos. O Atlético se aprimora, foca em algo muito mais a frente, com boas pelas. E aguarda a chegada do maestro, o que deve acontecer nesta semana.

Terá um duro trabalho pela frente, como por exemplo, definir qual goleiro será titular. E também como encaixar os gringos, são tantos para poucas vagas. Certo é que o torcedor verá um Galo forte e vingador a se mostrar no campeonato Mineiro, seguindo para conquistar o Brasil e a América.

Já com relação ao Cruzeiro, estou cansado de falar de reconstrução, embora é o que continua como necessidade e precisa urgentemente acontecer. Nada cai do céu e qualidade de alto nível se trabalha e requer tempo de maturação.

Apostar, credenciando e confiando são as ações de momento. E assim segue atravessando altos e baixos, procurando saber quem é quem, com os jogadores se apresentando em campo, não tão bem como o torcedor gostaria de ver, já se passado um terço da disputa estadual.

Para o time celeste está tudo muito nublado e carregado ainda, nada de céu de brigadeiro. Para se chegar à bonança muito ainda a acontecer. Tudo que o Cruzeiro passou foi como um desmatamento completo.

O replantio tem começado da mudinha e tem todo este percurso até a primeira e necessária poda. Mas é preciso dar tempo ao tempo, com o time unido e com esperança de um amanhã melhor. Tudo pode se fazer valer ao fim do percurso. Acho que o hoje está bem melhor que o ontem. Sigo acompanhando.

Pandemia e futebol, a diversão que ajuda as pessoas ficarem em casa

Futebol, a diversão que ajuda as pessoas ficarem em casa assistindo as partidas na televisão (Fotos: Reprodução)

Nesses tempos sombrios de pandemia, os dias não têm sido fáceis. A vida de muita gente tem sido impactada Mortes e desalentos acontecem a todo momento.

E eis que o mundo do futebol caminha alheio a tudo isso, ainda que sob o protesto do técnico Lisca, do América. Isso até que os estados de São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal pararam suas atividades esportivas.

Como repórter, tenho ido aos estádios e tenho presenciado muito rigor nos procedimentos. Tenho uma opinião baseada no que disse Renato Gaúcho. “O futebol tem o papel de ajudar a segurar a pessoa em casa, em gerar conteúdo para sua diversão.”

Assim penso. Respeito quem discorda e acha que é o contrário. E viva a liberdade de cada um manifestar o que pensa em uma sociedade democrática.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

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