Atlético é campeão sob protesto do técnico Lisca, do América, que viu favorecimento na disputa e erro de arbitragem na final mineira

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Luiz Linhares*

Atlético e América fizeram uma decisão mineira que teve marcas de equilíbrio. Sinceramente o que o América jogou me surpreendeu positivamente, com destaque para o lado tático, de arrumação em campo.

Posso afirmar, categoricamente, que o Atlético jogou muito menos do que se espera e fez do regulamento um ponto chave a seu favor. E teve razão o técnico Lisca ao reclamar do privilégio que teve o Atlético na competição mineira, ao jogar a maioria das partidas sem ter de sair de Belo Horizonte.

Com razão o técnico Lisca sustenta que isso causou desequilíbrio técnico na competição. O Atlético não jogou no interior tipo em Patos de Minas e a semifinal foi a Tombos. Jogou as duas partidas da semifinal na capital mineira, o que o favoreceu em relação aos seus concorrentes diretos.

Votando à disputa final, com cento e oitenta minutos sem gols, o título acabou sendo conquistado pelo Galo por ter feito a melhor campanha. O América teve um pênalti desperdiçado por Rodolfo, o que poderia ter mudado a história da final.

Um pênalti a meu ver inexistente. Daí que não entendo como o árbitro, com o auxílio de cinco auxiliares na sala do VAR, não terem chamado o juiz para rever a decisão.

No transcorrer da partida, o Atlético criou boas chances de gols no primeiro tempo, obrigado o goleiro americano Caviquioli fazer boas defesas, nada milagrosas, com arremate do Nacho e Hulk a meia distancia ou de dentro da área. Teve também maior volume de posse de bola.

Mas no segundo tempo veio o pênalti perdido pelo América e a partida ficou equilibrada, com o Atlético procurando administrar a vantagem. Isso enquanto o América se jogava ao ataque pela necessidade da vitória.

Mas de resto foi uma partida normal, bem orquestrada pelos dois times. A arbitragem, excetuando o erro do pênalti mal assinalado, foi boa.

O Atlético se sagrou campeão pelos dois resultados iguais sem gols. O América reclama da não marcação de outro pênalti na área adversária, quando ocorreu o choque entre o zagueiro atleticano com o zagueiro americano. O árbitro não marcou e não houve orientação dos árbitros de vídeo para que fosse revisto o lance.

Pela minha interpretação, de fato ocorreu o empurrão e o pênalti teria que ter sido assinalado. Mas o árbitro e a equipe do VAR não anotaram a penalidade máxima, o que poderia ter mudado o resultado da decisão do campeonato mineiro.

A meu ver o lance do empurrão aconteceu, diferentemente do pênalti que foi assinalado e desperdiçado pelo América. Se houve dúvida, a pergunta que fica é: por que não fizeram a checagem, como deveria ser de praxe.

Ou será que eu estou com problemas de visão e vendo coisas que não existem. Certo é que o Atlético é campeão Mineiro e fecha a primeira missão do ano.

Vejo os dois times mineiros prontos para a maratona difícil que terão de agora pra frente. Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores para o Atlético. Mas falta muito para os dois se tornarem competitivos nos campeonatos que terão a seguir.

Atlético tem a obrigação de brigar por tudo pensando em vencer. Já a performance do América nesta final mineira anima o clube para um Brasileirão sem tropeços e perigos. Tomara que assim seja.

Partida final ente Atlético e América foi marcada por polêmicas com pênalti mal marcado e outro não assinalado (Foto: Alexandre Guzansen/EM DA Press. No destaque, o time campeão com a taça (Foto: Pedro Souza/Altético)

Fim de semana foi de grandes decisões pelos gramados brasileiros

Comecei a escrever esta crônica ao final de domingo, mas parei para descansar, com a visão da maratona de jogos que me predispus a acompanhar ao longo deste final de semana, de grandes decisões.

No sábado (22) tivemos as decisões mineira e carioca. No domingo acompanhei as finais dos campeonatos paulista, a gaúcho e a pernambucano.

Na final paulista, São Paulo e Palmeiras se duelaram e tiveram a Libertadores das Américas entre um jogo e outro. No que vi ontem achava o verdão mais inteiro e as baixas de Daniel Alves e do argentino Benitez faziam do São Paulo um time mais enfraquecido.

Mas no campo, detalhes mudaram a história. O primeiro tempo caminhava para um empate sem gols até que Luan, volante tricolor, arriscou sem pretensões do meio da rua, bola desvia em Felipe Melo, engana o goleiro Weverton e o São Paulo faz o primeiro gol.

Este gol mudou toda a trajetória da decisão, obrigando o Palmeiras a se mandar na busca da reação no tempo final. Foi assim que deu espaços para o contra-ataque são paulino. E o time verde acabou se enervando

Criou, mas não obteve chances reais para marcar. E acabou surpreendido em um contra-ataque. Ter o atacante Luciano na cara do gol, frente a frente com o goleiro. é fatal. Fez o segundo gol e quebrou o tabu de oito anos sem levantar uma taça. Justo o título do São Paulo.

O Flamengo fez um belo jogo diante do Fluminense. Venceu com méritos, usou da experiência e capacidade técnica de seu elenco. Foi um primeiro tempo dinâmico do rubro negro. Abriu dois gols de vantagem e usou experiência e qualidade no segundo tempo para administrar e criar situações para liquidar a fatura. Teve até chance de sair com um placar bem mais elástico. Em nenhum momento o Fluminense ofereceu perigo e ameaçou o caminho do título flamenguista.

Esses dois campeonatos mereceram uma atenção maior. Já no gaúcho o Grêmio também administrou a vantagem conquistada no jogo primeiro, como sempre jogo juro e pegado, uma expulsão de cada lado já no primeiro tempo.

Ferreira, moleque abusado fez seu gol, levou o empate e com o colorado se mandando para o ataque, possibilitou ao Grêmio grandes chances desperdiçadas de marcar e liquidar. Acabou segurando o empate, conquistando mais um título gaúcho, agora com o Tiago Nunes no comando técnico depois da saída de Renato “Gaúcho”.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

 

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