Uma luz no fim do túnel

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Rafael Jasovich*

A eleição de 2020 nos permite acreditar que existe uma luz no fim do túnel com 20 vereadores trans, vereadoras negras eleitas, além de 10 cidades que serão governadas por indígenas. E o grande derrotado foi o presidente foi Bolsonaro (sem partido).

Diferentemente do que se tem divulgado e propagandeado pela mídia tradicional e patronal, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) estão entre as siglas que mais cresceram na disputa das prefeituras das 100 maiores cidades do país.

Além de Guilherme Boulos em São Paulo (SP), maior cidade brasileira, o PSOL disputou o 2º turno em Belém (PA), com Edmilson Rodrigues, em 29 de novembro.

Já o PT disputou o segundo turno no Recife (PE), com Marília Arraes, em São Gonçalo (RJ), com Dimas Gadelha; em Caxias do Sul (RS), com Pepe Vargas; em Santarém (PA), com Maria Lima; em Cariacica (ES), com Célia Tavares (PT); em Contagem (MG), com Marília Campos; em Guarulhos (SP), com Elói Pietá; em Feira de Santana (BA), com Zé Neto.

Disputou ainda em Juiz de Fora (MG), com Margarida Salomão; em Diadema (SP), com Filippi; em Anápolis (GO), com Antonio Gomide; em Pelotas (RS), com Ivan Duarte; em Vitória da Conquista (BA), com Zé Raimundo; em Mauá (SP), com Marcelo Oliveira; e em Vitória (ES), com João Coser.

Outro partido do campo progressista, o PCdoB, também disputou o 2º turno em Porto Alegre (RS), com Manuela D’Ávila.

Embora não tendo vencido a maioria dessas disputas, a esquerda demonstrou força nesses municípios, mesmo com toda a propaganda contrária e mentirosa da grande imprensa.

Mas a luz ainda é tênue

Passado o segundo turno percebemos que a luz no fim do túnel é tênue, mas que ela existe, existe. As derrotas eleitorais nas grandes capitais, com exceção de Belém  onde o PSOL consegue uma boa vitória, mostram o quanto ainda falta para a esquerda se tocar e realizar profundas mudanças nos projetos de eleição.

Mas mesmo não vencendo no segundo turno, pode-se afirmar que houve uma vitória política com Boulos, Manuela e Marília em São Paulo, Porto Alegre e Recife respectivamente.

Com os votos apurados, observa-se que nas eleições majoritárias os partidos de esquerda conseguiram seus votos na periferia onde mora a população mais carente.

Isso demonstra que a esquerda precisa se dedicar mais às bases e de maneira democrática e profunda levar a discussão interna nos partidos, para que sejam repensadas as alianças para as próximas disputas eleitorais.

Agora é o momento do rescaldo e de continuar a luta por um Brasil mais democrático e socialmente justo. Para alcançar esse objetivo, a união das esquerdas é imprescindível.

*Rafael Jasovich é jornalista e advogado, membro da Anistia Internacional

No destaque, Duda Salabert (PD), primeira mulher trans eleita em Belo Horizonte e que está sendo ameaçada de morte por grupo neonazista. 

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