Tudo igual na Copa do Brasil, menos na disputa entre Cruzeiro e Atlético no Mineirão

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Luiz Linhares*

A bola enfim rolou no Brasil após a disputa da Copa América, com a fase de quartas de final da Copa do Brasil. Após um bom e generoso período de preparação os times foram para os embates pré-definidos – e a paridade marcou sua vez com exceção apenas no confronto mineiro.

Jogo apenas de ida nesta fase de mata-mata, o Atlético do Paraná fez três gols em casa contra o Flamengo e nenhum deles foi validado por erros apontados pelo Var. Com isso, Flamengo e Atlético do Paraná ficaram apenas no empate no Maracanã lotado de flamenguistas.

O Grêmio também não encontrou facilidade em Porto Alegre. E não passou de empate em um a um com o Bahia. Vai decidir sua sorte em Salvador e tem que ficar atento para não ser surpreendido.

Já o Palmeiras teve uma apresentação mediana em termos de rendimento e venceu pelo placar mínimo o Internacional dentro de sua arena, em São Paulo. E leva para a partida a ser realizada no Sul a possibilidade de empate para seguir na disputa.

Foram todos esses jogos equilibrados, Tudo normal na forma de equilíbrio de forças. Equipes que na teoria são melhores não luziram, como esperado na prática. E com isso, qualquer resultado final se torna normal e aceitável.

O único confronto que fugiu do equilíbrio foi à vitória do Cruzeiro para cima do Atlético, no Mineirão. Foi uma vitória elástica, com três gols de vantagem, o que torna o jogo de volta bem mais fácil de ser administrado pelo time celeste.

Antes de a bola rolar, confesso que apostava no imprevisível, na determinação daquele que se tornaria favorito. E cravava que no encontro desses fortes concorrentes. a paridade sobressaria.

Tenho para mim que a atuação do meio atacante Pedro Rocha, do Cruzeiro, fez a diferença, inicialmente pela indicação de sua titularidade. E, posteriormente, por dois lances capitais praticados no tempo inicial, na casa de treze minutos de jogo, quando o Atlético se mostrava melhor assentado em campo.

Foi quando o jogador cruzeirense desfere um arremate de longa distancia e faz um belo e surpreendente gol. Começou ai a minar a boa postura de concentração e posicionamento do time atleticano em campo.

Dez minutos depois, Pedro Rocha intercepta um lançamento de Rever, abre um contra ataque, mostra qualidade e deixa Tiago Neves na cara do gol para marcar o segundo, ainda no tempo inicial.

Esses dois gols mudaram a história. Quebraram o equilíbrio atleticano e alimentaram a tranquilidade e a confiança que vinha faltando ao Cruzeiro em jogos anteriores.

O terceiro gol foi resultado de tudo isso e da busca de reação a qualquer custo mostrada pelo Galo. O Cruzeiro venceu e abriu vantagem, tornando-se difícil – e muito difícil – a missão atleticana. Mas como em embates anteriores, nada é impossível, digamos quase isso.

No futebol não podemos cravar o certo ou o errado. Melhor esperar pelo que nos reserva o segundo jogo, mesmo sabendo que o favoritismo passou para o time do Cruzeiro ante a tudo que no primeiro jogo foi visto.

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Está de volta também o Brasileirão. E o Cruzeiro, nessa disputa, continua sem mostrar a qualidade que o grupo tem. Tropeça em casa contra o Botafogo, apenas empatando em uma disputa sem gols, mesmo tendo o jogo sobre domínio, mas sem conseguir em gols esta superioridade.

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Pode ser que a cabeça do grupo esteja voltada para a situação decisiva na Copa do Brasil. Produzir mais é de suma importância, brigar por melhor posição classificatória se faz necessário e de forma urgente até.

Já o Atlético foi a Chapecó com time reserva e voltou com uma vitória importante, superando a fraquíssima equipe catarinense. É o que ocorre no futebol, quando muitas vezes se vence sem grande merecimento pela produção.

Entendo que na partida em Chapecó a falta de entrosamento definiu as limitações que são aceitáveis. Méritos sim pela vitória, que foi guerreira como a própria historia atleticana.

Diante de tantas dificuldades que se espera, manter-se na quarta posição na classificação pelo Brasileirão dão ânimo e não deixa o astral cair como era de se esperar diante da derrota na Copa do Brasil.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

 

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