Tirar carteira de identidade em Itabira leva pelo menos 15 dias, diz delegado

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A reclamação da comerciante Gioconda Drummond sobre a dificuldade para se tirar carteira de identidade em Itabira repercutiu nas redes sociais. “É uma vergonha”, indignou-se. “São apenas dois funcionários e pouquíssimas senhas. E (o serviço de identificação) funciona apenas até o meio-dia.”

Questionadora, ela quer saber o motivo dessa demora em Itabira: “Por que em João Monlevade e em Belo Horizonte conseguimos ser atendidos tanto na delegacia, quanto na Câmara municipal? Alguém pode-me dizer o motivo desta morosidade e da falta de respeito com os itabiranos. Isso é aceitável e correto?”

Ainda segundo postou a comerciante, como ela tinha urgência, se viu obrigada a sair de Itabira para obter uma segunda via da carteira de identidade em Belo Horizonte. “Indignação, vergonha, tristeza, raiva”, protestou. “Na minha cidade, com mais de 100 mil habitantes, não consigo ter acesso ao que me é de direito e dever do município. Acorda Itabira! Quando vamos deixar de ser apenas um retrato na parede?”

De fato, segundo Paulo Tavares Neto, delegado regional de Itabira, essa situação vem se arrastando desde o governo anterior. É que, diante da dificuldade financeira do governo de Minas Gerais, e que é também de Itabira, o serviço de identificação em cidades do interior só ocorre por meio de convênios com as prefeituras.

“Estamos com apenas dois funcionários para atender uma demanda reprimida desde o início do governo de Damon.” Para agilizar o atendimento em Itabira, a prefeitura teria que ceder pelo menos mais dois funcionários, que se somariam aos que já prestam serviços no setor. “No ritmo atual, excetuando casos excepcionais como menores e idosos, levam-se pelo menos 15 dias para a pessoa ter a carteira em mãos”, afirma o delegado.

Conforme ele explicou, o serviço não se restringe ao momento da identificação datiloscópica (das digitais) e à conferência dos dados da documentação. Essa etapa é executada pela manhã. Já na parte da tarde, os funcionários dedicam ao serviço mais trabalhoso da identificação, que é a classificação manual de cada linha contida nas digitais dos dez dedos.

Só depois disso a documentação segue para o Instituto de Identificação, em Belo Horizonte. “Estamos ainda na idade da caverna, da pedra lascada”, compara o delegado.

Para diminuir a demanda reprimida, no ano passado foram realizados dois mutirões em Itabira, com participação de funcionários do Instituto de Identificação, quando foram emitidas mais de 600 carteiras.

Porém, em pouco tempo, a demanda voltou a crescer – e não há previsão de se realizar novos mutirões. “O prefeito Ronaldo Magalhães entende o problema e está com boa vontade. Acredito que até julho teremos mais dois funcionários cedidos pela prefeitura”, é o que espera o delegado regional de Itabira.

 

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