Times mineiros vivem situações opostas: enquanto Cruzeiro amarga momentos de incertezas, Hulk já é do Atlético

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 Luiz Linhares*

O futebol mineiro nunca viveu uma situação de mundo tão distintos como a que presenciamos agora em relação ao que acontece com Atlético e Cruzeiro.

Um ostenta momentos de grandiosidade ao revés, enquanto o outro amarga um sofrimento sem fim, um buraco sem fim, um dueto entre o rico e o pobre.

A semana que fechou foi marcada com o anúncio pela diretoria atleticana da contratação do paraibano Hulk, jogador que vinha atuando no futebol chinês e que faturava mensalmente o equivalente a mais de R$ 12 doze milhões.

Separado dos filhos, que vivem em São Paulo com sua ex-esposa e com uma vida financeira mais que definida, o jogador de 34 anos tinha muitas propostas por clubes espalhados pelo mundo.

Mas acabou abrindo mão de muita coisa e ante o desejo de voltar a viver e a jogar no Brasil, fecha contrato com o Atlético por dois anos, com possibilidade de ser renovado por mais um ano.

Chega ao Atlético ganhando um décimo do que faturava na China, em torno de R$ 1,2 milhão mensais entre salários e e luvas bancados pelo parceiro atleticano Rubens Menin.

Que Hulk é um grande jogador, já se sabe. Se dará certo no Atlético, terá de provar na próxima temporada. Problema bom para Sampaoli, que terá à disposição também Savarino, Keno, Vargas e outros mais que ainda podem chegar.

Faltando cinco rodadas para o fim do Brasileirão, Hulk ainda não pode jogar. Sem ele, mas na disputa, o Galo segue na cola de Inter, pouco a frente do Flamengo, que tem uma partida a menos, acreditando que pode ainda ser campeão, diante das partidas que têm pela frente, sem confronto direto, diferentemente de seus principais concorrentes.

Dos cinco jogos que restam três serão disputados na casa do adversário, ocasiões em que o Atlético tem deixando escapar oportunidades. Focar em vitórias e acreditar sempre, este é o caminho mais real.

Voltando ao Hulk, o projeto do novo estádio, cuja construção está a todo vapor, foi um dos pilares de grandeza que ajudaram a convencer o atleta a jogar no Galo.

Um vencedor no futebol se faz por disputas e conquistas em toda grande competição. Com certeza, a construção do novo estádio, e tudo que representa, foi um cartão de apresentação que o Atlético levou até o paraibano. A expectativa é de muitos gols e de um garoto propaganda que atrairá mais sócios torcedores para a nova arena futebolística mineira.

Felipe Conceição assume como técnico do Cruzeiro para diminuir crise que ainda se arrasta em campo

Felipe Conceição é o novo técnico do Cruzeiro (Foto: Daniel Hott/América)

Uma temporada se encerrou para o Cruzeiro e com ela o fim do triste ciclo com o Felipão. Poucos dizem abertamente, mas é patético que o badalado treinador tenha sido contratado apenas para livrar o time celeste de uma terceira divisão.

Assim, missão cumprida e adeus. A terra arrasada não faz parte do projeto do ex-treinador cruzeirense. Afinal, querer não é poder e de agora em diante vale viver o presente, suas limitações que são enormes, simples como nunca o foi.

Este é o desenho do Cruzeiro para este ano, agora com o novo técnico Felipe Conceição, que já fez bonito no América, teve início do Red. Bull Bragantino e por último melhorou por demais o Guarani, de Campinas.

O Cruzeiro do passado é para temporariamente ser esquecido, O agora, o tempo presente, requer treinador barato com atletas a se mostrar e com perfil de guerreiros.

Sem muitas opções e condições, é hora do trabalho pé no chão. Para isso é preciso ter a compreensão do torcedor e muita sorte em decisões. São conceitos que vão povoar o Cruzeiro de agora em diante, com o sonho de voltar a divisão principal e de se equilibrar novamente.

América deixa de ser campeão por um gol de diferença nos acréscimos

América busca reforços para a primeira divisão e deve aproveitar mais “pratas da casa” (Foto: Divulgação/América)

O América se acomodou no momento final, deixou a competição de lado em algumas rodadas e acabou tendo dificuldades se fazer presente ante a conquista do tri campeonato brasileiro pela série B do Brasileiro.

Virou vice, deixando de ser campeão pela diferença de um gol no saldo que ficou positivo para a Chapecoense, que foi também merecedor do título pelo que fez e lutou no campeonato, mas que acabou sendo favorecida pela CPF e pelos crassos erros da arbitragem em várias partidas.

Daí que tem toda razão o técnico Lisca em seus veemente protesto contra a arbitragem, que teve erros alguns erros escandalosos que tiraram vitórias e pontos do América.

Mas o objetivo principal, que era voltar para a primeira divisão, foi alcançada. Se de tudo fica um pouco, fica um ano fantástico para o América, que fez bonito também na Copa do Brasil.

Resta agora se preparar com boas reformulações para suportar  a pressão que será a temporada na elite do futebol brasileiro.

Partida final melancólica da Libertadores foi de dar sono

A final da Libertadores entre Palmeiras e Santos no Maracanã foi de dar sono. Esse negócio de imitar time europeu em jogo decisivo só não combina com o Brasil, empobrece nosso futebol.

O Brasil é ainda o país do futebol, que é arte, é paixão, é emoção a toda hora. O que se viu na partida decisiva foi de um time com medo do outro. Ambos sabiam que qualquer vacilo, tudo correria água abaixo.

E foi o que acabou acontecendo. O Santos se perdeu em um caso com seu treinador. Palmeiras lança bola nos ares e faz o gol dos milhões no último minuto do jogo e já no tempo complementar.

Baita castigo para o Santos, que já se preparava para a prorrogação e caiu. Deu Palmeiras nem sei se com tanta justiça. Certo que é o time brasileiro que vai ao Mundial de Clubes.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

 

 

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