Tarifa de água em Itabira pode ficar mais cara

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O diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (Saae), Leonardo Ferreira Lopes, informou em reunião ontem (6/7) com o Grupo da Água, que congrega entidades representativas para tratar da política pública de abastecimento na cidade, que a autarquia pretende substituir 100% dos hidrômetros existentes na cidade nos próximos anos. Obsoletos, em grande parte com mais de 30 anos, segundo ele, esses hidrômetros não fazem a medição corretamente, sempre registrando consumo a menos.

Leonardo Lopes, do Saae, diz que todos os hidrômetros existentes na cidade serão trocados

“Isso não é ruim para o consumidor, mas causa prejuízo financeiro para o Saae”, afirmou. “Já estamos fazendo a substituição de todos os hidrômetros no bairro Pedreira do Instituto.”

Segundo Lopes, a substituição dos hidrômetros fará com que o consumidor pague pelo consumo real, o que certamente ocasionará cobrança de valores mais altos pela água consumida pelos usuários.

De acordo com o presidente do Saae, a água em Itabira é subsidiada pela Prefeitura. “No meu entender, eu que vim da iniciativa privada, todo investimento em saneamento básico, captação e distribuição deve ser bancado pelo Saae e o custo repassado para o itabirano (o consumidor). A água de Itabira é muito barata, é um terço do que é cobrado pela Copasa.”

Perda de água tratada

De acordo com dados do Saae, a cidade perde hoje 38% da água tratada antes de chegar aos domicílios, uma perda que já foi de 44%. Esse prejuízo é ocasionado em parte por vazamentos nas redes antigas, em torno de 18%, e também pela obsolescência dos hidrômetros antigos, por fazerem medições a menos. No país, o menor índice de perda é de 26%. “Pretendemos chegar a esse patamar”, diz o presidente do Saae.

Além disso, a autarquia está fazendo vistorias em toda a cidade para identificar e eliminar os chamados “gatos”, que são ligações clandestinas nas redes e que por isso mesmo não tem o consumo tarifado.

Uma campanha de consumo consciente será desencadeada para que não ocorra, como no passado, crise no abastecimento. É que, com a estiagem a produção, tratamento e oferta de água pode cair para menos dos atuais 430 litros por segundo, que é a capacidade instalada das três estações de tratamento (Pureza, Gatos, Três Fontes e poços do Areão). “A população precisa fazer a sua parte, como deixar de lavar passeios e veículos com água tratada.”

O consumo diário por pessoa em Itabira é de 160 litros, quando o recomendado é de 110 litros, segundo dados do Grupo da Água. Um banho de cinco minutos gasta 60 litros de água. Além disso, só para citar um exemplo de consumo indevido, os lava-jatos da cidade, em sua quase totalidade, executam o serviço com água tratada – e subsidiada pela prefeitura.

 

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