Sujando a água que bebemos em locais fechados

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Veladimir Romano*

Ambientes fechados e níveis contaminados preocupam as autoridades europeias, que têm tido idênticas conclusões com relacao às médias diferentes de poluição tecnológica em ambientes onde limites de espaço possam provocar problemas de saúde agudos.

Isso embora, num primeiro olhar, não pareça, há o efeito pandemia, com a recente obrigação do confinamento em muitos países. Foi essa conjunção de situacoes que despertou nos cientistas o interesse em conhecerem as ações colaterais desse isolamento.

Também em termos normais, quase 90% das populações passam a maior parte do tempo confinadas ao seu habitat doméstico, no escritório ou em diversas situações de recinto fechado. Com isso, não deixam de revelar problemas sérios e adversos na saúde respiratória, não se esquecendo ainda de recintos igualmente isolados onde boa parte do lazer é praticado.

Na questão doméstica, mais jovens se sujeitam a todo tipo de alergias. Logo, para alguma coisa servirá tantos milhões de financiamento público [em certos casos até com apoio privado]gastos em averiguações que já levam estudos avançados para melhor conhecer essa situação.

Ainda sobre ambientes, muito se tem falado sobre atos e atuações indevidas, dividindo no presente a comunidade humana entre inexplicáveis atitudes, com abusos de uns contra outros… sujando a água que todos bebemos.

O volume de problemas que afetam atualmente o planeta, tanto quanto a vida jumana, impressiona pelo realismo, transpiração moral, elevando o planeta a laboratório ao vivo.

Situações que parecem inofensivas se transformam na seiva maliciosa, destemperada, exemplo venenoso em cozedura lenta, produzindo unicamente inflorescência ao seu último ressalto, numa ramificação estritamente dicotómica complicando determinações ecológicas.

 

Junte-se a tudo isso a questão da água, nuclear, florestas, recursos desbaratando, incêndios consumindo matas e regiões protegidas, inundação de produtos plásticos invadindo oceanos, rios e lagos.

Some-se mais a perda das calotes polares, lençóis freáticos poluídos, costa marítima ocupada por construções desordenadas, saturação dos solos, quebras na qualidade do ar até no ambiente doméstico, acumulando falhas como em locais fechados quer laborais ou lúdicos.

O certo é que nos últimos anos aumentou a perda dessa essência qualificada com requinte de “ar puro”.

A razão derradeira perdeu para o conflito gerado em torno do interesse por recursos naturais, sempre tendo à frente a ambição predadora do homem capitalizado, ilusionista, profano, que revela ego pró-satânico, transformado no fermento vivo, desejo sufocante a tudo e todos até ao limite.

Usando e abusando das ofertas tecnológicas, cada sociedade, no presente, bem que podia expandir sua conscientização com demandas esclarecidas, reduzindo os riscos de contaminações em recintos fechados, para que nao se tenha a realação colateral na saúde.

É preciso encontrar modelos para um uma melhor gestão no  uso e na aplicação da mesma tecnologia e seus aderentes. Pois, ao consolidar tecnologia sem cuidar na defesa do bem-estar e da saúde, isso tem sido um grande risco. Estão matando o paciente em vez de combater a doença. Ou como se diz na sabedoria popular: estão sujando a água que bebemos.

*Veladimir Romano é jornalista e escritor luso-cabo-verdiano.

 

 

 

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Sobre o Autor

3 Comentários

  1. Cristina Silveira on

    Aqui no Brasil o Covid não deu conta da necropolítica e foi embora….
    as máscaras são enfeite de pescoço…
    todos os dias tem festas por aí…
    mas ninguém se importa…
    este é um país que vai pra traz….
    este é um país que não aprende com os erros, permanece nele, orando a Jesus que voltará em 2070.
    O que vai ter de polícia evangélica nas câmaras municipais será avassalador.
    Vejamos em Itabira: o melhor candidato – sabe ler e interpretar texto (o mínimo que se espera de um candidato) e tem conhecimentos de vários assuntos importante pra governar mas o vice é crente bolsonarista – aquele tipo que fala de Deus como se fosse a salvação ou seja vende, caro, imaginativas, falsas ilusões…. então é uma suruba geral…..
    Não compreendi ainda as razões do candidato Marco Antonio para escolher um vice intelectualmente inferior à ele, muito a baixo em tudo. um vice CrenteBozo é perigoso para a democracia, para um país laico…
    E finalmente, o povo brasileiro venceu o Covid, é um povo feliz!
    E aguardemos ano de 2021…. o bicho vai pegar e os CRENTES evocarão Deus que não virá pra suruba de governos.

    • Mauro Andrade Moura on

      Muito bem posto, Cristina.
      Estranhei também essa ligação do Marco Antônio, esperava uma chapa mais positiva e progressista.
      Quanto à suruba da terra aqui, basta ir nas esquinas e conferir o público amontoado nos pontos de venda de churrasquinho de gato todas as tardes.

  2. Mauro Andrade Moura on

    No Brasil, nos locais fechados e com sistema de condicionadores de ar, no inverno, os operadores não sabem ligar somente a parte de exaustão do ar e simplesmente não ligam o sistema.
    Com essa novidade do COVID-19, aqueles locais com uma parte fechada, terão de se adaptar ao novo tempo e instalar pelo menos exaustores de ar.

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