Sem vencer em casa pelo Brasileiro, Cruzeiro amarga a sua pior campanha no campeonato  

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Luiz Linhares*

O Cruzeiro completou um ano e meio sem conseguir uma vitoria sequer fora de Belo Horizonte em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. A vitória em cima da Chapecoense, que ficou no quase, fugiu aos cinquenta minutos do segundo tempo.

São pontos que, com certeza, podem fazer muita falta nesta batalha que trava o time celeste na luta contra as últimas colocações na tabela.

Não está nada fácil, as coisas vão acontecendo a passos curtos e a resposta do time não tem sido satisfatória, Na semana, o torcedor acompanhou a demissão do diretor de futebol, conforme este colunista adiantou, e a entrada de Zezé Perrella respondendo pela pasta, procurando dar respaldo ao grupo e com promessas de saneamento do lado financeiro.

A partida contra a Chapecoense foi o seu primeiro convívio com o time em jogos. E ficou na quase vitória, pois o rendimento continuou o mesmo. O Cruzeiro até criou boas jogadas, mas desperdiçou as chances, não conseguindo a vitória, mesmo contando com a eficiência do goleiro Fábio com as suas defesas arrojadas.

Ainda tem tempo para a reação. Mas o que não se pode mais é esperar, é deixar para a próxima partida, pois vão diminuindo os jogos e a distância vai se fazendo preocupante em relação aos seus oponentes. O Cruzeiro precisa de vitória imediata. Terá essa possibilidade no meio desta semana contra o São Paulo, no Mineirão.

O time tem até demonstrado uma melhora de produção, mas continua faltando autoconfiança na finalização das jogadas. O que se observa em campo é muita ansiedade e vontade de acertar.

Que venham logo as vitórias e que se tenha a paz no lado administrativo, que as pendências sejam imediatamente acertadas. Que o time celeste comece a buscar pontos para a tão esperada virada, para que se possa manter entre os vinte melhores clubes de futebol do país.

Atlético é goleado no Independência, demite técnico e precisa reagir para não viver dias piores

Rodrigo Santana já não é mais técnico do Atlético (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press). No destaque, Cruzeiro empata e vive a sua pior crise (Foto: Sirli Freitas/Chapecoense)

Terminou o ciclo Rodrigo Santana no comando atleticano. Já tinha a carga bastante pesada, não gozava mais da confiança do torcedor. No Brasil, oito derrotas em dez jogos com certeza não seguram emprego de ninguém. Rodrigo Santana foi só mais uma que interrompeu o seu trabalho.

Um time que iniciou o campeonato como uma grata surpresa passa a ser um pesadelo para seu torcedor. Vive uma apatia em grau superior, com oscilação constante entre produção e conduta que traduziram uma grande sequência de derrotas.

Não dá mais para contratar ou tentar um novo plano. Resta sacudir e dar a volta por cima. E assim o Atlético vai seguir nas próximas quatorze rodadas até o seu final.

A Libertadores das Américas bateu na porta com a Sul-Americana e também com o começo arrasador. Agora é lutar e muito para se reencontrar com vitórias e pensar em algo mais que não seja a Sul-Americana.

Ao que parece o lado financeiro também faz diferença no Galo, que tem um time mediano e de idade avançada, formado e alimentados em função de um ou outro atleta que, não correspondendo, joga toda a equipe pra baixo.

Este é o contexto que estamos vivendo, com auto dependência em momento de baixas, seja por contusão ou suspensão. E, ainda, sem contar com um equilíbrio de grupo para a sustentação do bem jogar.

Certo é que ainda o time se encontra em posição de controle, Mas requer também imediata reação para não ter dias piores neste último terço da disputa. 

América perde de virada e interrompe sequência de vitórias

Tem coisas que só tem acontecido este ano com os times mineiros. Andam de mal a pior. Vejam o que aconteceu com o América.

Jogou com o Figueirense em Belo Horizonte no primeiro turno e sofreu uma goleada de quatro gols. Neste ultimo sábado enfrentou o Figueirense, em Florianópolis, que estava há dezessete jogos sem vencer e lanterna da disputa.

Moral da história: o Figueira venceu o jogo de virada e parou a crescente do Coelho, que precisava da vitória para se manter entre os quatro melhores da segunda divisão e assim retornar à elite do futebol brasileiro.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

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