Sem inspiração, Atlético amarga a primeira derrota no Independência pelo Brasileiro

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Luiz Linhares*

O Atlético pagou o preço por ter um grupo mediano. É o que defino pela derrota sofrida, a primeira no ano, dentro da Arena Independência, para o Bahia pelo Campeonato Brasileiro.

Daqueles que são considerados apenas o goleiro Cleiton e o zagueiro Igor Rabello foram utilizados na partida. Os demais foram preservados para o embate difícil que o Galo terá nesta semana, decidindo sua sorte na sequência da Copa Sul Americana.

A princípio, acreditava-se que a equipe colombiana era um time qualquer. Não se tinha real conhecimento de seu real futebol. E pelo que mostrou no jogo em Belo Horizonte, não se pode brincar. Daí que está certa a preocupação do técnico Rodrigo Santana de jogar na Colômbia com toda a força de grupo e de vigor físico, que é para não deixar a vaga escapar.

Mas o preço de tudo isso tem sido alto no campeonato Brasileiro, pelo qual o alvinegro vinha (ainda vem?) disputando a liderança. O Bahia que também nada tem de bobo, dominou a partida.

Do lado do Atlético faltou inspiração de muitos atletas, além de maior desempenho e determinação de muitos outros. O Galo tomou um gol no primeiro tempo. E mesmo com todas as deficiências, até que esboçou uma reação, mas foi em vão.

Não posso esquecer de dizer o jogo foi no sábado e às 11h, um horário mais desgastante fisicamente que se fosse à tarde, pelo próprio costume de se atuar neste horário.

Resultado: o time mineiro caiu para a sexta posição, desgarrando-se dos primeiros colocados. Precisa agora retornar a sua atenção neste Brasileirão e acreditar que tem potencial para pelo menos se garantir na próxima Libertadores. Para esta semana, é obvio que Sul-americana é a prioridade para poder seguir em frente.

Zaga vacila e Cruzeiro cede empate quando a vitória já era tida como certa em Maceió

Já o Cruzeiro frustrou seus torcedores, que estavam eufóricos diante da chegada do novo treinador e frente à vitória contra o então líder Santos. Neste domingo já amargou um empate com sabor de frustração sob o comando do novo técnico Rogério Ceni.

Fred abre o placar mas Cruzeiro cede empate no final da partida (Fotos: Vinicius Silva/Cruzeiro e Bruno Cantini/Atlético)

Ceder o empate ao CSA, em Maceió, no minuto final dos acréscimos foi decepcionante. Não que o time tenha feito um jogo ruim, até pelo contrário. Foi superior ao adversário praticamente durante toda a partida. Mas não teve a força, o vigor e a qualidade demonstrada na primeira partida sob o comando de Ceni, em BH, contra o Santos.

Poderia ter liquidado o jogo facilmente, como fez no primeiro tempo. Mas se dosou, não ditou a regra de time bem ofensivo, que é a proposta do novo treinador. Partiu para o jogo cadenciado, abrindo mão de buscar mais gols que lhe daria mais tranquilidade para uma definição favorável na partida.

E assim deixou escapar uma vitória que estava na conta, perdendo pontos de muita importância. E assim, amargou o empate já no final da partida, com a infelicidade do zagueiro, que ao tentar cortar, fez gol contra. Faltou também volante de marcação, que só teve o Henrique ao longo de toda a partida.

Mas mesmo com esse resultado, acredito que o torcedor já ganha um pouco mais de confiança para o que está por vir a partir de setembro, quando o time celeste enfrenta, em Porto Alegre, o Internacional.

É sabido que o time celeste cresce em grandes jogos, o que é bem diferente do que aconteceu em Alagoas. Contra o Inter vai ser a guerra, tem que sair vivo –e revigorado. O desenho que se esboça gera mesmo uma grande confiança de poder chegar, mesmo com a decepção com esse último confronto pelo Brasileirão.

América volta a sonha com o retorno à elite do futebol brasileiro 

Foi muito bom ver o América reagir pela série B do Campeonato Brasileiro. O Coelho vem de uma sequência boa de resultados, vencendo em casa e buscando pontos fora.

No momento é o decimo terceiro colocado a uma rodada de fechar o turno. Agora já pensa no alto, na possibilidade de ficar entre os quatro primeiros colocados e assim retornar à elite do futebol brasileiro. Sonhar é possível e já começa a se delinear como possibilidade real.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da Rádio Itabira – AM

 

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