Santa Maria reforça pedido de doações em dinheiro para auxílio às famílias atingidas pela enchente. Vacinação contra a hepatite A continua

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O chefe de Gabinete e coordenador da Defesa Civil, Eduardo Martins, pede que as doações voluntárias priorizem depósitos em dinheiro na conta em nome do município de Santa Maria de Itabira, para que as 1.085 pessoas desalojadas, de um total de 2.476 santa-marienses atingidos pela tromba d’água que atingiu o município, na madrugada de domingo (21), possam restabelecer as suas vidas com dignidade.

Para isso, a Prefeitura abriu conta no Banco do Brasil (banco 001, agência 2584-4, conta 20.221-5). “Qualquer valor será bem-vindo para levar dignidade às famílias que perderam tudo com a enchente”, é o apelo que Martins faz às pessoas que generosamente têm contribuído para amenizar o sofrimento dessas pessoas.

Ainda segundo ele, no momento estão suspensas a doação de alimentos, roupas, itens de higiene pessoal e material de limpeza. Mas ainda é grande a demanda por colchões e travesseiros, além de utensílios de cozinha, móveis e eletrodomésticos, principalmente de fogões.

Para quem for fazer essas doações, pede-se para que antes sejam comunicadas pelo WhatsApp (31 989 536481), enviando mensagens por escrito, informando a cidade de origem, previsão de chegada, tamanho e conteúdo da carga. Isso para que haja mobilização de voluntários para fazer o descarregamento e definição do melhor ponto para a descarga.

A demanda continua também por voluntários que ajudem a fazer a gestão dos donativos e entregas às famílias assistidas. Para engajar nessas tarefas, pede-se também que o voluntário se inscreva acessando o mesmo número de WhatsApp, informando os dias que pode participar e o horário. É grande também a necessidade de voluntários com veículos.

Equipes da Prefeitura e de voluntários continuam fazendo o cadastramento dos atingidos, com visitas domiciliares. Participam também agentes Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, que se encontram no município.

A equipe da Unidade Básica de Saúde está realizando as suas atividades em espaço cedido pelo hospital Padre Estevam (Fotos: Reprodução)

Vacinação

Prossegue nesta quinta-feira a campanha de vacinação contra a hepatite A. Devem vacinar todas as pessoas com mais de 5 anos que tiveram contato com a água da enchente.

As equipes estarão aplicando a vacina a partir de 10h no salão ao lado da igreja matriz Nossa Senhora do Rosário, no centro – e também na casa de Ronildo, na comunidade do Morro Queimado.

A Farmácia de Minas também está atendendo a esse público que precisa ser imunizado na rua Nova Era, 45, bairro Poção, no horário de 7h às 16h.

Situações de risco

Já foram interditadas 131 residências em Santa Maria, por apresentarem situações de risco de desabamento ou de deslizamento. “A maioria já se encontrava sem moradores”, conta Martins.

Segundo ele, as pessoas que ainda se encontram em residências avaliadas como sendo de alto risco foram orientadas a sair imediatamente. Elas devem procurar abrigo em casas de amigos e parentes, ou nos abrigos municipais.

São três abrigos instalados nas escolas Trajano Procópio e Agenor Guerra e no centro pastoral da igreja matriz. Um novo abrigo está sendo preparado para receber essas pessoas nas instalações da Apae da cidade.

Avaliações necessárias

Para dar continuidade às avaliações técnicas das residências atingidas, a Prefeitura de Santa Maria está contratando equipe de engenheiros para avaliar outros imóveis que se encontram em situação de risco iminente.

E, também, para proceder a liberação para o retorno das famílias, no caso de imóveis que se encontram em situação de estabilidade.

Quanto às famílias que se encontram com as suas casas interditadas no bairro Poção já podem contar com a equipe da Defesa Civil municipal, que dará suporte para a retirada de pequenos volumes, no horário de 14h às 17h30.

“Infelizmente as casas que se encontram delimitadas pela fita zebrada do Corpo de Bombeiros não foram liberadas para acesso, pois as condições do solo ainda estão instáveis e o risco de deslizamento ou desmoronamento ainda é muito alto”, explica Eduardo Martins.

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