Sanidade mental vai virar artigo de luxo no Brasil

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Bolsonaro não foi eleito por todos nós. Mas foi eleito e está na presidência do nosso país, brincando de eliminar gente, florestas, direitos, ideais e sonhos de futuro.

Desde a campanha eleitoral anunciou seus planos terríveis para os trabalhadores, mas esses mesmos não foram unânimes na rejeição ao perverso e agora talvez acordem da fascinação.

Mas acordarão em agonia, quando receberem do próprio patrão o comunicado de que terão apenas um domingo de folga durante cada mês.

Ilustração: Vitor Flynn

Quando aquele esforço sobre-humano para fazer horas-extras não for mais remunerado.

Quando a saída com a família e os amigos, o churrasco, a praia, a igreja, enfim, o parco lazer ao qual tinha direito semanalmente pesar na consciência, o que mais restará a este mortal?

Trabalho e pouco salário, nenhum direito.

Uma nação adoecida, além de analfabetizada, inculta e empobrecida.

Espetáculo social de horror!

O caos não afetará apenas os vermelhos, comunistas, esquerdistas (que tanto avisaram). A partilha da escravidão já pode começar a ser feita.

Bolsonaro, seus filhos, os milicianos de estimação, ruralistas, empresários, membros do MPF, Judiciário e aqueles falastrões que nada entendiam de política e foram eleitos deputados e deputadas porque odiavam o PT, passam muito bem e continuarão enriquecendo.

Já a sanidade mental será artigo de luxo.

*Rafael Jasovich é jornalista e advogado, membro da Anistia Internacional

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