Retrato do Cauê

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Crosta do Cauê, 1936 (Acervo: Cristina Silveira)

Cauê invicto, aprumo varonil.

Que vive quedo namorando os ceus,

Coberto, às vezes, de gelados véus,

 

Poetas poetastros a mil e mil

Já cantaram na lira, qual Orfêu,

A tua silhueta, o teu perfil,

E finalmente tudo quanto é teu.

 

Hoje, o Arp, porém cinicamente

Mente dizendo que, diariamente,

Bosqueja duas vezes teu postal.

 

Quatro eu creio: as duas da refeição

E mais duas após a digestão

Escondido no fundo do quintal.

 

*Pseudônimo de Oswaldo Alvarenga

Publicado originalmente no Jornal de Itabira, 6 de agosto de 1933

(Do acervo de Cristina Silveira)

 

 

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