Repúdio ao racismo no futebol e em sociedade

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Luiz Linhares*

Se não bastasse as complicações em que vivemos relacionadas a pandemia, tendo que abrir mão de tantas coisas para ficar em isolamento, com a finalidade de nos proteger, tivemos uma semana em que na esfera do futebol nos deparamos com dois casos deploráveis de racismo em seu mais baixo calão.

O primeiro caso atingiu uma criança de 11 anos e partiu de um professor que tem a missão de ensinar, de guiar esse garoto e que teve o descalabro de incitar algo tão nojento.

Já o outro caso, tão deplorável como o anterior, partiu de um atleta colombiano com ofensas ao meia Gerson, jogador do Flamengo, em disputa pelo Brasileirão.

Um ato condenável se comprovada a insinuação racista. E que desses dois casos se tenha a punição. É preciso acabar com o preconceito, esse mal que nem deveria mais existir. Racismo nunca mais, seja no esporte ou em sociedade.

Atlético vê chance de título mais distante após derrota contra o São Paulo no Brasileirão

Atlético joga mal, perde de goleada para o São Paulo e vê chance de título como missão quase impossível (Foto: Marcos Ribolli). No destaque, o jogador Gerson, do Flamengo, vítima de racismo (Foto: Thiago Ribeiro-AGIF)

O Atlético foi a São Paulo e acabou engolido pelo tricolor, que ampliou a vantagem, tirou banca anulando o Galo. E deixou muitas ações sem resposta.

Pelo que se viu na partida, está claro que o Atlético tem de ser repensado, o Sampaoli tem que ser cobrado. Será que ele é mesmo o super poderoso, aquele que diz o que tem ser feito e não aceita interferência seja de presidente, diretor ou seja lá quem for?

Foi mais um revés sobre um time sem forças de reação dentro da partida. O sonho de novamente se tornar Campeão Brasileiro ainda existe, apesar de ter se tornado mais difícil, sem depender apenas de si, já tendo à frente o São Paulo e o Flamengo também passou e outros time que vem chegando juntos.

Certeza se tem que, após se gastar quase R$ 300 milhões em contratações, o direito de sonhar e caminhar para tal era real. A empolgação do atleticano tomou forma e tem sido destruída a cada ação.

O time mineiro decepciona quando mais se espera dele. O certo que no momento é melhor focar em um planejamento para o ano que vai chegar – e que será inteiro e intenso, jogando todas as fichas, sem atropelos.

Cruzeiro só empata e cenário não é favorável para celebrar o centenário em 2021

Para retornar a série A, Cruzeiro terá que vencer todas as partidas que tem pela frente (Foto: Gustavo Aleixo)

No Nordeste, o Cruzeiro foi disputar seis pontos importantíssimos em relação a sua situação de tabela na série B do Brasileirão. A esperança real era buscar duas vitórias e se colocar entre aqueles que almejam figurar na divisão principal do próximo ano.

Não perdeu é bem verdade. Mas só empatou de forma tola em Maceió contra o CSA, em uma partida em que faltou gana do buscar o êxito. E, em Florianópolis, teve a vitória até o tempo complementar, mas acabou cedendo o empate.

Nesse jogo o medo de perder inibiu a vitória. O time celeste achou um gol de cabeça ao fim do tempo inicial e passou todo o segundo tentando destruir o adversário. Com isso, abriu mão de jogar quando poderia ter feito o segundo e o terceiro gols.

Enfim mostrou incapacidade. O Cruzeiro é apenas um time mediano para não se dizer muito fraco. Uma verdade o torcedor já sabe; não tem o Cruzeiro time para figurar entre os melhores neste ano da série B.

E assim sendo, terá de amargar mais um ano fora da elite do futebol brasileiro. A série B será certamente o caminho azul no ano de seu centenário.

Que se faça tudo de agora em diante para que neste 2021 se comemore o centenário com meses de atraso. Planeje um time para fazer acontecer, para subir, fazer valer. Que siga o exemplo do América. Só dessa forma o próximo ano será menos sofrível para o torcedor cruzeirense já viveu tantas glórias.

Arbitragem prejudica o América que deixa de assumir a liderança

Lisca detona arbitragem que tira vitória e liderança do América contra a Chapecoense (Foto: Mourão Panda)

Já o América só não é o líder do Brasileirão por conta da arbitragem. Fez um belo jogo contra a Chapecoense. eve o Coelho que correr atrás por duas oportunidades e mostrou força para tal.

Reagiu, empatou e virou no minuto final. Aí veio o assistente do árbitro, a antiga bandeirinha e fez o trabalho errado. Tirou a liderança do Coelho ao marcar um impedimento totalmente inexistente.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM.

 

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