Por erro do goleiro, Atlético perde para Corinthians mesmo jogando melhor fora de casa

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Luiz Linhares*

Não vi o jogo do Atlético contra o Corinthians em São Paulo. Mas pelo que li e acompanhei em diversos noticiários, o time mineiro fez um belo jogo. Ou melhor, foi um belo jogo, aberto e competitivo, com destaques para as defesas difíceis dos goleiros Cleiton e Cássio, que foram os atletas destacados das duas equipes ao longo dos noventa minutos de bola rolando.

Foi um jogo com ênfase ofensiva de ambos os lados. O Atlético foi corajoso e encarou o timão de peito aberto dentro de Itaquera. Este é o estilo de jogo que qualquer torcedor quer ver. Um jogo ofensivo, um verdadeiro embate pelo final feliz.

Pena que o Atlético amargou sua terceira derrota de forma consecutiva. Perdeu a partida já no final da partida para um concorrente direto na busca pelas posições no bloco de cima da tabela.

Embora o goleiro Cleiton não tenha deixado o torcedor atleticano sentir saudades do Victor, que se recupera de contusão, na partida contra o São Paulo, numa saída de bola infeliz, acabou por entregar a partida, mesmo tendo feito defesas importantes, decisivas até.

Mas por infelicidade, ou excesso de confiança que vinha demonstrando nas saídas de bola, já no final da partida, ao fazer um lançamento, mandou a bola nos pés do adversário, proporcionando a criação do lance do gol do timão. Falha que acontece e que também marca a trajetória de um bom goleiro. Pena que para o goleiro um erro tem muito mais destaque que seguidas defesas.

Reencontrar o caminho da vitória e se posicionar novamente entre os cinco ou seis melhores é a meta que o time alvinegro não pode perder de vista, mesmo que o acesso à fase de grupos da Libertadores esteja próximo pele Sul-Americana.

Mas também nessa competição não se pode perder de vista que o caminho é espinhoso. O Atlético tem os argentinos pela frente, agora decidindo no Mineirão. Não se pode descuidar. O Galo passou com folga pelos colombianos, mas enfrentar os argentinos é sempre uma tarefa complicada.

É notório que o time está numa crescente, não obstante as últimas derrotas no Brasileirão, mesmo não tendo jogado mal. Hoje o Galo é mais intenso e mais forte. E quando Cazares e Vinicius se acertam então fica difícil segurar.

Cruzeiro vence pelo Brasileirão e mantém a esperança de virada em Porto Alegre

Fábio defende pênalti e garante a vitória do Cruzeiro sobre o Vasco (Foto: Ramon Lisboa/EM/DAPress)., No destaque, Corinthians e Atlético (Foto: Bruno Cantini/Divulgação)

Já o Cruzeiro tem partida decisiva no confronto contra o Internacional, em Porto Alegre (RS), valendo para a final da Copa do Brasil.

É a semana do ano em que tudo pode acontecer. Digo isso pelo trabalho do técnico Rogério Ceni, que tem mudado a forma de o time jogar, mais para frente, sem se descuidar da defesa. Tanto o técnico como os jogadores sabem da importância dessa disputa decisiva em Porto Alegre. O Cruzeiro perdeu em Belo Horizonte e jogadores ficam agora obrigados a vencer no Sul sob a pena de tudo se acabar.

O Grêmio já deu mostras que tudo é possível. Fez contra o Palmeiras o que o time azul precisa fazer contra o Colorado. Enfim, as cartas estão sobre a mesa, melhor, no gramado onde tudo se decide. Desde a derrota em Belo Horizonte, muita coisa aconteceu e mudou. Resta a torcida pela superação que se espera do time celeste neste meio de semana.

O Cruzeiro teve muitas dificuldades para vencer o Vasco da Gama no Mineirão. Correu até o risco de perder quando cedeu um pênalti no início do segundo tempo e obrigou o Fabio a mais uma vez fazer a diferença.

O gol do time celeste foi chorado – e chegou no último ciclo do jogo. Acho que, querendo ou não, a má apresentação tem algo a ver com o jogo do Sul. Afinal, é o que se respira. E se quiser dar a volta por cima e escrever mais um capítulo nesta história de Copa do Brasil terá de ser agressivo, jogar para frente sem se descuidar da defesa.

Com Rogério Ceni, foram sete pontos em nove conquistados no Brasileirão. Trata-se de um sinal de que a equipe vem num crescente da equipe, nada anormal pelo time e grupo que o Cruzeiro dispõe.

Vitórias contra Santos e Vasco são credenciais normais para o Cruzeiro. O anormal foi empatar nas Alagoas, um vacilo que destoa da nova história que o time celeste tem condições de reescrever.

Toda a prova de mudança e crescente volta a Porto Alegre na decisão que chega da Copa do Brasil. Com a confiança em alta e a esperança que não pode faltar, o Cruzeiro enfrentará uma pedreira no Sul do país. Vai ser difícil para o Cruzeiro, mas o torcedor não pode deixar de acreditar.

E acredita, mesmo sabendo que o Internacional também não pode errar. Daí que os jogadores cruzeirenses não terão moleza. É vencer e vencer para manter a chance de disputar novamente a Libertadores em 2020.

América tropeça em casa, mas ainda há esperança

Na semana passada escrevi aqui neste site Vila de Utopia da felicidade em ver o América no crescente. Mas, infelizmente o Coelho começa o segundo turno da série B do Brasileiro e já tropeça em casa contra o Operário do Paraná, empatando sem gols.

Não pode dar mole. A meta agora é chegar entre os quatro primeiros e retornar a divisão principal do nosso futebol. Fica aqui a nossa torcida para que a recuperação do coelhão não seja passageira.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-Am

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