Pitacos da rodada esportiva

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Luiz Linhares*

Por merecimento, Palmeiras é campeão do Brasileirão

Foi à rodada final com as últimas definições do Brasileirão 2018. O Palmeiras em casa fez a festa. Recebeu a taça de Campeão e chegou aos 80 pontos. Foram 23 vitórias, 11 empates e apenas quatro derrotas em 38 rodadas.

Campanha irretocável, digamos brilhante. E fazendo toda justiça a um clube que investiu, formou um elenco diversificado e mostrou boa estabilidade ao longo de toda a disputa. Teve o melhor ataque, a defesa menos vazada e tendo o meia Dudu como o craque do campeonato. Tudo justo e merecido. Eficiência conquista titulo.

Nos demais jogos, nada de surpresas. Com mais Flamengo, Internacional e Grêmio, os quatro primeiros colocados conquistaram o direito e estarão no próximo ano como representantes legítimos do Brasil na Taça Libertadores, já direto na fase de grupo pelo desempenho no Brasileiro.

A última rodada serviu para definição do Grêmio superando o São Paulo pela quarta posição. O tricolor gaúcho ganhou em casa do Corinthians sem grandes problemas. Já o tricolor paulista teve queda de produção no segundo turno, despencando da liderança para a quinta posição. Conquista vaga na pré-Libertadores, mas terá de passar, como o Atlético, por dois obstáculos até chegar à fase de grupos, para a disputa da cobiçada taça de Libertadores da América.

Na briga pela permanência, os cariocas Vasco e Fluminense sofreram mas permanecem na elite. Isso graças à fragilidade de América e Sport, que se juntaram ao Vitória e Paraná. Esses são agora do grupo dois do futebol brasileiro, a temida e difícil série B.

Galo sofre para vencer o Botafogo, mas garante vaga para a pré-Libertarores

O torcedor atleticano sempre diz que com o Galo é tudo mais difícil e sofrido. Para não fugir à regra, a rodada final a história não foi diferente. O Botafogo jogou no Independência sem nenhuma aspiração, mas foi muito profissional e vendeu caro a derrota.

Cazares mais uma vez foi decisivo na vitória do Atlético sobre o Botafogo (Foto: Superspores). No destaque, Palmeiras campeão (Foto: Marcos Riboll/Estadão)

O Atlético começou bem o jogo. Fez um belo gol com Cazares, criou algumas outras oportunidades, mas sumiu no tempo complementar. Jogou pela pequena vantagem conquistada, tomou pressão e por milagre não cedeu o empate, o que seria trágico diante da vitória do Atlético Paranaense sobre o Flamengo.

Se tudo é sofrido para o atleticano, pode-se dizer também que Deus é atleticano. No último minuto de jogo, uma cabeçada a queima-roupa do centroavante botafoguense Kieza por pouco punha tudo a perder. A boloa seguiu para fora, passando rente à trave.

Final feliz para o Atlético, que ficou com um merecido sexto lugar. O time alvinegro superou seus próprios limites e chega a pré-Libertadores. Tem que mudar muito e se reforçar para a competição sul-americana. O treinador Levi Culpi passa confiança e garante time forte.

É tudo o que o torcedor espera, após uma rodada final de alívio e expectativa de um ano melhor. Já no início de fevereiro disputa o primeiro dos dois duelos eliminatórios que terá de enfrentar para chegar à fase de grupo da Libertadores.

Toda a preparação terá de ser bem rápida, entremeada de férias e contratações para se ter um time competitivo. Essa é meta de atleticano para 2019.

Cruzeiro só cumpre tabela depois de se sagrar campeão da Copa Brasil

Cruzeiro venceu o Mineiro e a copa Brasil, dando-se por satisfeito (Foto: Superesportes)

O time celeste fechou o ano em Salvador dando férias antecipadas ao goleiro Fábio. Como nas últimas rodadas, jogou sem grande comprometimento.

Acabou empatando sem gols e fechou a temporada em oitavo lugar. Foi muito aquém do que se previa, pois o Cruzeiro tem time para muito mais.

Mas o certo é que o ano ficou marcado pela sexta conquista de Copa do Brasil, com presença garantida no próximo ano na principal competição sul americana.

Agora é viver uma reformulação e esperar tudo ainda melhor para 2019

América não consegue superar o fraco Fluminense e retorna à série B                   

Fluminense se safa do rebaixamento e o América retorna à segunda divisão (Foto: Alexandre Durão/Estadão)

O América, infelizmente, não teve competência para vencer o fraco Fluminense dentro do Maracanã. Teve um pênalti a seu favor no início do jogo. O batedor oficial é o Rafael Moura, mas quem cobra é Luan – e perde. Nada de explicações e no final a “vaca”, quero dizer, o Coelho foi para o brejo.

Certo é que um time que perde em casa para um adversário que há quase 20 jogos não vencia e um time que toma gol de outro que tem quase 800 minutos que não fazia gol, esse time não tem força e qualidade para permanecer na série A do campeonato brasileiro.

A maioria dos mineiros, incluindo atleticanos e cruzeirenses, bem que queriam ver o América na principal disputa nacional. Ma observo que os dirigentes americanos não têm essa receita. E o time fica sempre no bate e volta.

Não sei precisar o que está errado. Mas o que sabemos ao certo é que jogadores já rodados e renegados dos grandes clubes não comprovaram o seu valor, não tendo sido o melhor que podiam ter sido. Agora é começar tudo de novo.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

 

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