Pitacos da rodada esportiva

0
Compartilhe.

Luiz Linhares*

Com placar magro, Atlético vence mais uma no estilo Levir Culpi

Ao melhor estilo Levir Culpi o Galo venceu mais uma, aliás, uma vitória magra, como a anterior. Como disse o novo técnico, ganhar é a meta principal de momento, o que for além são consequências do momento.

A vitória contra o Bahia foi alcançada com um belo gol de Cazares. Com isso, manteve a equipe na sexta posição e assim continua firme para a Libertadores das Américas no próximo ano.

O Atlético tem algumas paradas pesadas nos três jogos finais: Internacional e Santos fora, Botafogo em casa no jogo final. Equipes que não se diferenciam muito do momento atleticano de instabilidade.

Repetir o feito alcançado contra o Bahia de superação quando esteve com um jogador a menos pode fazer a diferença. É este o estilo atleticano. E, agora, na hora da verdade essa raça e o apoio do torcedor podem fazer a diferença. E assim, quem sabe, garantir um ano seguinte com grandes objetivos.

Cruzeiro deixa de lado o bom futebol e fica tocando bola contra o São Paulo

O Cruzeiro insiste que o ano já se acabou. Esboçou encostar no Atlético e tentar chegar entre os seis primeiros no Brasileirão. E acabou desistindo. Ver o que o time celeste apresentou contra o São Paulo é de duvidar que tenha conquistado, há um mês, a Copa do Brasil pela sexta vez.

Cruzeiro fez uma partida burocrática e perde para o São Paulo. Na foto em destaque, Cazares fez o gol da vitória do Galo (Fotos: Superesportes)

O que se viu na partida de ontem foi um time totalmente descompromissado com o sentido profissional. Falo profissional por serem os jogadores pagos para se jogar futebol. E isso, infelizmente, não ocorreu na partida desse domingo (18).

Brincou de passar a bola quando o jogo não se alterava em placar. Levou o gol e mesmo assim nada produziu ou fez para buscar algo melhor. Não dá para se aceitar um time com tanta improdutividade simplesmente pelo fato de não contar com seu zagueiro titular servindo à seleção brasileira e o meia uruguaio que serve também a seleção de seu país.

É covardia fazer o torcedor acompanhar algo tão inútil diante de uma TV ou mesmo ouvindo pelo rádio, este até aceitável por não se ter a imagem. Restam ainda as partidas contra Vitória e Flamengo, ambos em Belo Horizonte. E por último o Bahia na boa terra.

Conselho se fosse bom à gente vendia. Prefiro sugerir a busca de algo a se fazer em contrapartida aos jogos, é pegar ou correr. De sobra irão restar experimentos para um 2019 com algo a mais que a Copa do Brasil.

América também vence no melhor estilo Givanildo em seu retorno

Às vezes acompanhamos o futebol e muito ou quase nada sabemos do esporte bretão. Interpretamos momentos sem esclarecer ou achar correspondência em algumas situações.

Uma delas é o momento do América. Jogou contra o Santos o fino da bola. Ganhou convencendo na bola e no apito. Foi superior em quase todo o jogo. Com o que se viu na partida de ontem não se entende sua presença entre os piores e com monstruosas chances de não permanecer na elite do futebol brasileiro.

Matheusinho comemora gol contra o Santos no retorno de Givanildo (Foto: Fernando Moreno/Estadão)

Quero ressaltar que com um olhar crítico de cronista esportivo não posso também deixar de ressaltar a fragilidade do time santista da atualidade. Tem bons jogadores individuais, mas faltam conjunto e maturidade. E falta ao treinador, no conjunto geral, ter força máxima que não tem sido aproveitada por vários fatores.

Voltando ao jogo. Com o retorno de Givanildo de Oliveira de volta ao Independência, o que se viu foi o América com vontade e com a aplicação necessária para vencer.

Com ele no comando, o que se viu foi uma equipe comprometida. Fez dois gols, mostrando poder de reação. Mandou duas bolas na trave e criou inúmeras chances, faltando apenas a tranqullidade e perna no final para matar de vez a partida de forma mais elástica.

Uma pena a trajetória do América ter sido tão conturbada. O time mineiro cresce muito contra os grandes do futebol brasileiro e se equipara diante dos pequenos. É nesse ponto, acredito, que está o “x” da questão. Resta agora tentar se salvar numa missão super-difícil, mas não impossível.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

 

Sobre o Autor

Deixe um comentário