Pitacos da rodada esportiva

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Luiz Linhares*

Mais um tropeço vexaminoso do Galo

Mais um vexame proporcionou o Atlético ao seu torcedor na última rodada do campeonato Brasileiro. Ano difícil está sendo este para os atleticanos. Um time que tinha todos os predicados para ser finalista e brigar por tudo no ano, vai acumulando tropeços, insucessos e desastrosas apresentações. E o que é pior, boa parte dos atropelos tem ocorrido junto ao seu torcedor no Independência, justamente no Horto onde a um pouco tempo atrás se lá caísse, morto estaria.

Derrota de ontem foi gota d’agua para a saída do técnico Rogério Micale: bode expiatório (Fotos: Google)

Perder para o Vitória da Bahia em casa poderia ser normal. E neste campeonato até o tão certinho Corinthians já tinha provado – foi este time baiano que venceu a primeira lá em Itaquera, inaugurando uma sequência de tropeços do timão em casa.

O que o Atlético mostrou foi um time totalmente apático, dispersivo, sem criatividade, com excessivo número de passes errados não demostrando nada que pudesse alterar o que se desenhava. O Vitória se comportou como um visitante, bem armado, buscando nos erros o seu melhor papel. E conseguiu muito mais aproveitando-se de falhas infantis até do setor defensivo atleticano. Fez três gols e venceu com méritos ante a incapacidade dos donos da casa. Erros de comando, alterações equivocadas e a derrota humilhante até não garantiram a continuidade do Rogerio Micale, demitido após dois meses no comando. Com saldo inexpressivo, pouca diferença se fez valer.

Dor de cabeça fica por conta da diretoria, em uma semana que fechava e se curtia a aprovação do Conselho Deliberativo do clube para a construção da tão sonhada Arena do Galo a partir do início do próximo ano. Felicidade se foi e se pensar no que fazer, existem poucas opções como manter treinador temporão, com a efetivação até o final do ano do salva vidas caseiro Giacomini. Outras opções seriam trazer um medalhão desempregado como tantos que ai estão: Adilson Batista, Celso Roth, Argel Fuks, Alexandre Gallo, Osvaldo de Oliveira, Doriva, Cristóvão Borges, Gilson Kleina, Fernando Diniz, Rogerio Ceni, Toninho Cerezzo.

No momento, o clube precisa ter serenidade. E não se esquecer que somar pontos passa a ser a meta principal, afastando o temido risco de coisa pior ocorrer. E, daí pra frente quem sabe tentar chegar entre os seis. Para tal, é preciso que se tenha uma sequência improvável de vitórias. É muito pouco para a grandeza do Galo: ainda resta se salvar no Brasileirão e o título da Primeira Liga, se é que de tudo fica um pouco. Muito pouco.

Cruzeiro focado, vence com time alternativo

Já o Cruzeiro vence mais uma com time alternativo

Como de praxe e valorizando a rivalidade, pelo lado azul tudo maravilhoso. A semana começa decisiva com uma vitória importante em Goiânia pelo Brasileiro e a quinta colocação, ficando atrás quatro pontos do segundo colocado. É bom demais, ainda mais usando um time alternativo. Como se observa mais uma vez, o Cruzeiro deste ano não é somente um bom time, é uma equipe, um grupo pronto para disputar e buscar conquistas. Não se pode pensar em outra coisa que não seja a decisão da Copa do Brasil, Mineirão lotado, mais de 50 mil vozes cruzeirenses a empurrar o time. Não tem como ser diferente, muita confiança, momento altamente positivo, time focado num só objetivo, a conquista de mais um título da Copa do Brasil. E que seja assim.

América quase de volta à Primeira divisão

O meia-atacante Renan Oliveira é destaque no América-MG

O Coelhão caminha passo a passo para voltar à divisão principal no próximo ano. O grupo está fechado e tem conseguido bons resultados dentro e fora de casa. Trata-se de um time bem arrumado, reunindo experiência e juventude na medida certa. O Itabirano Renan Oliveira tem-se destacado e a esperança de um final feliz é grande. Amanhã encontro que vale a liderança, o Coelho joga em Porto Alegre contra o Internacional. Líder e vice-líder medem forças, não há o que temer.

E o sonho se esvai

O sonho de mais mineiros disputando a série B do campeonato brasileiro se foi. Os dois times que nos representavam, Tupi e Tombense, não tiveram boa performance nas quartas de final. O time de Juiz de Fora foi batido pelo Fortaleza e eliminado no saldo de gols. Já o time de Tombos perdeu a primeira dentro de casa e nesta data vai ao jogo de volta em Maceió com a missão quase impossível de vencer por diferença de três gols. Sonho adiado.

 

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

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