Pitacos da rodada esportiva

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Luiz Linhares*

Em domingo de festa, Atlético bate o América e se classifica

Estão enfim conhecidos os finalistas do campeonato Mineiro. Conhecidos e confirmados pelo que aconteceu dentro de campo, ao longo dos cento e oitenta minutos de futebol. Claro que na temperatura da disputa tivemos mais uma vez, e por parte dos dirigentes, uma prova de despreparo, uma falta de definição entre ser torcedor e dirigente, neste tópico com muita bobagem dita e com total desrespeito ao coirmão. Falando até nisso, achei positiva a postura do presidente atleticano Sete Câmara que, após o jogo, e com a confirmação de seu time como finalista, foi à tribuna e contestou declarações do comando americano, pedindo respeito a instituição centenária Clube Atlético Mineiro. Ele quer nomes aos bois, quem é quem nas denúncias apresentadas ou um processo por calúnia.

Fábio Santos brilha na vitória do Atlético sobre o América (Fotos: Divulgação)

Em campo, considero o resultado justo. Concordante com o que foi apresentado no clássico, dou o aval que a simples presença de um árbitro de outro estado já impôs um respeito aos que estavam ali para fazer o espetáculo. Quando se tem muita paridade, erros dão o tom da diferença e neste aspecto o América falhou. Falhou no primeiro jogo por erros individuais, falhou no segundo jogo também por errar quando não podia. Nesses casos, geralmente fatais são. Querer buscar uma reação traz a tona limitações que, no caso americano, se fazem presente no sentido ofensivo da equipe, quando o criar e executar não tem acontecido.

Por outro lado vi crescimento na postura de jogo do Atlético. Jogou bem concentrado e cirúrgico na busca do equilíbrio. No futebol, nem sempre ser dominado é sinal de fraqueza, tem sim que ser eficiente quando a chance aparece. Criou muito, esperdiçou muitas oportunidades e chegou quando o vacilo adversário se fez presente. Time grande, de camisa forte, torcida que cobra é assim, se supera nas adversidades e é decisivo como foi.

As palavras do treinador americano após a eliminação de seu time mostram que saber perder e reconhecer o triunfo adversário faz parte do jogo. O que não se pode é a cada queda desmerecer o objeto, a disputa e jogar para o futuro o que tem que buscar. Parece ser óbvio. Difícil é o reconhecimento.

Tupi demonstra ser de briga e brilha como campeão do interior

Tiago Neves, mais uma vez, foi destaque no time do Cruzeiro

Na outra semifinal fico feliz por ser do interior e ver o Tupi de Juiz de Fora no Mineirão jogar pra buscar a vitória. Foi tão bom ver um time tão aguerrido não se intimidar mesmo jogando contra um adversário que liderou durante todo o campeonato. Eu mesmo, ao longo deste ano, comentei por aqui que muito fraco tecnicamente era o desempenho dos times do interior. Mas, diferentemente do que se esperava, a disputa aconteceu. E fica essa surpresa praticada pelo campeão do interior. Perdeu em casa na primeira partida e quando achávamos que seria uma presa fácil dentro do Mineirão, disputou com brilho, encarou e equilibrou o jogo. Só caiu porque enfrentava o Cruzeiro, um dos melhores do Brasil no momento, superior em todos os quesitos. Foi uma queda com louvor.

Como a classificação celeste já estava encaminhada, e pela dificuldade citada e criada pelo adversário, o Cruzeiro chega à final com todos os méritos. Na decisão, favoritismo existe pelos números apresentados. O resto só com a bola rolando.

Contusão de Fred é oportunidade para o jovem Raniel

Fred contunde…

Raniel é jovem revelação do Cruzeiro

Fato lamentável com certeza foi a contusão do Fred, uma perda com certeza. O artilheiro celeste com certeza viverá momentos difíceis pela frente. Mas, com certeza, com força de vontade, aplicação e a competência dos profissionais do clube daqui a pouco tudo volta a acontecer. Tem um ditado que diz que há males que vem pra o bem. Digo isso por abrir caminho para o jovem Raniel continuar mostrando o seu talento. Joga muito. E a efetivação pra mim é o caminho correto.

Decisão sem surpresas

Cruzeiro e Atlético vão decidir o Campeonato Mineiro. Tomara Deus que os dirigentes não atrapalhem como foi na semifinal. Compreensão e respeito ao torcedor se façam presentes. Por favor, vamos privilegiar o público, o campo cheio, busquem a festa pela disputa.

É difícil entender: o correto seria o Mineirão sediar os dois jogos, pois pra mim time grande joga em qualquer lugar, principalmente quando a casa é a maior e a melhor de Minas.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

 

 

 

 

 

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