Pitacos da rodada esportiva

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Luiz Linhares*

América é campeão, mas a grana é curta

Aconteceu a festa, título, volta olímpica e taça na mão, todos os méritos para o Coelhão que sofreu como sempre. Mas venceu em campo e conseguiu o recorde de público no Independência, 22.441 pagantes, superando em quarenta torcedores o público de 22.411 que pertencia a Atlético e Cruzeiro em maio deste ano pelo Campeonato Mineiro.

Agora é pensar no que vem pela frente. Sabe-se que a cota de Tv do América não ultrapassa os quinze milhões, muito abaixo dos 80 milhões recebidos por Cruzeiro e Atlético e bem longe dos 150 milhões de Corinthians, Flamengo, São Paulo e por aí a fora.

Difícil com certeza manter o mesmo padrão, qualidade de atletas. É isso que provoca o sobe e desce. Sabe-se que na Liga Americana de Basquete, a NBA todos os times que disputam têm cotas fixas por participação, a diferença de valores a receber vai pelo pague para ver, o nosso Pay per View que quem compra o pacote se direciona ao seu clube de coração. Assim, quem vende mais passa a receber por tal. Lógico que isto não é Brasil e dificilmente por aqui vai acontecer, tipo duplicação total da 381. É viver para crer.

Atlético foi apenas um time de futebol no Brasileirão

 Participar da festa do hepta Campeonato Brasileiro com certeza não foi algo esperado pelo atleticano e nem mesmo o melhor dos caminhos. Muito ruim ser coadjuvante em algo de terceiros apesar de que, para o Galo, uma vitória seria muito interessante e necessária.

Com time irregular, Atlético timidamente só reagiu no fim do campeonato

Não deu, a vitória esteve perto e poderia ser de virada. Infelizmente, o empate se tornou um ótimo negócio para o que se traduziu o jogo. Mas em termos de objetivo de obter a classificação foi algo muito ruim para o Atlético, que agora precisa vencer o Grêmio na última rodada e secar os adversários que estão à sua frente, além de torcer para o G-7 virar G-9.

Essa ampliação acontecerá se o Grêmio e o Flamengo conquistarem, respectivamente, a Libertadores e a Sul-Americana. Resumindo: os raios terão que cair algumas vezes no mesmo lugar. Tudo isso certamente é o reflexo de um ano que se imaginava promissor, de conquistas. Mas na prática frustrante fica, com estrelas que não brilharam o suficiente, um grupo que não se tornou equipe e foi sempre apenas um time de futebol.

Cruzeiro perde e Gilvan de Oliveira se sente traído                      

Gilvan Tavares se sente traído e time precisa melhorar

A partida contra o Vasco da Gama foi sem dúvida o verdadeiro apagar das luzes, laboratoriais como tem sido ao longo das últimas rodadas. Encontrar algo que possa ser útil no ano vindouro e acertar no planejamento que se tem buscado. Neste último jogo acabou perdendo e deixando de encostar de vez nos demais buscando o vice-campeonato. Como tudo neste ano, as chances aconteceram, faltando certamente vontade e o querer aquele algo mais.

A semana cruzeirense foi marcada por desabafos do atual presidente Gilvan de Pinho Tavares, que se sente traído pelo sucessor que ajudou a eleger, tendo como pano de fundo o novo diretor de futebol Itair Machado, que carrega percalços do passado, seja com loterias regionais ou com o Ipatinga, clube que dirigiu e teve recursos em grande escala e por vários períodos. Preocupação sim, do torcedor e mesmo de gente graúda dentro do clube, o que será que vai acontecer? O que será de 2018?

A Ponte caiu

Cenas mais uma vez lamentáveis são mostradas pela Tv. Torcedores inconformados da Ponte Preta com a má campanha de sua equipe, tomando uma virada dentro de casa de seu adversário, invadindo o campo para agredir jogadores, instalando o caos. Foram cenas de violência que comprova, mais uma vez, o despreparo brasileiro, seja de seus atletas, seus torcedores ou vândalos e da própria polícia e seguranças. Lamentável que ainda aconteça.

Aniversário do Valério, nada a comemorar

Eu me esqueci na semana passada de mencionar o dia 22 de novembro, quando o Valério completou 75 anos de existência. Ótimas lembranças e muita saudade. O time itabirano fez e faz parte de minha vida. Infelizmente apenas uma data a lembrar, nada a comemorar, por sinal, ao estilo de nossa cidade.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM

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