Pesquisa epidemiológica da Covid-19 em Itabira tem início na segunda-feira com apoio da Vale e participação da Unifei

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A Prefeitura de Itabira espera receber, nesta sexta-feira (10), um lote de dez mil kits rápidos para detecção do novo coronavírus (Sars-CoV-2), que causa a doença Covid-19.

Os kits foram doados pela mineradora Vale em mais uma parceria público-privada com a administração municipal para o enfrentamento dessa pandemia que assusta todo o mundo.

A doação da mineradora inclui, ainda, equipamentos de proteção individual (EPIs), necessários para a ampla investigação epidemiológica a ser realizada em todo o município.

O objetivo da pesquisa é identificar também possíveis casos de pessoas assintomáticas com o vírus, para que possam ficar isoladas em domicílio, além de outras restrições, para impedir uma maior propagação do vírus no município.

E, claro, para que os que estão com sintomas recebam o tratamento adequado nas unidades de saúde aparelhadas para o enfrentamento à pandemia.

Apoios imprescindíveis  

Técnicos e profissionais da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), campus Maria Casemira Andrade Lage, em Itabira, irão coordenar a pesquisa epidemiológica, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde.

Com esse raio X da situação epidêmica no município, espera-se obter uma avaliação mais precisa de como está a disseminação do novo coronavírus e a sua evolução no município.

Com esse diagnóstico será possível adotar mais medidas apropriadas para mitigar a sua disseminação entre a população itabirana.

A assessoria de imprensa da Vale informa ainda que serão disponibilizados veículos e equipe técnica que irão coletar os dados. A pesquisa será realizada por ciclos, com intervalo de 15 dias.

Em cada ciclo serão realizados 2.352 testes. Pela Secretaria Municipal de Saúde participarão 32 equipes do Programa de Saúde do Programa de Saúde da Família (PSF) desse mutirão de testagens. Mais de 13 enfermeiros irão integrar as equipes, além de outros profissionais de saúde.

Público-alvo

O público-alvo da pesquisa será selecionado por meio eletrônico, devendo ser contatado por profissionais dessas equipes. “Faremos a testagem em amostras randomizadas (com as pessoas testadas escolhidas aleatoriamente, mas de forma controlada), incluindo todos os grupos etários”, explica a secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares.

Medidas preventivas são adotadas em todos os ambientes de trabalho, assegura mineradora

A mineradora Vale assegura que, além da testagem em larga escala, reduziu significativamente o seu quadro de empregados administrativos e operacionais em seus complexos mineradores.

Adotou o trabalho remoto desde 16 de março para os empregados diretos e terceirizados que podem executar as suas funções em domicílio (home-office). E afirma que segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para proteger a saúde de seus empregados e terceirizados.

Com isso, trabalhadores com idade acima de 60 anos e dos grupos de risco estão mantidos em casa. Além disso, nas portarias de suas unidades operacionais foram instaladas câmeras térmicas para aferir a temperatura de quem chega para o trabalho.

Ao ser identificado qualquer sintoma gripal, por meio de uma checagem rápida de vários itens, o empregado é orientado a ficar em isolamento domiciliar por 14 dias. E passa a ser monitorado pela equipe médica da empresa.

O uso de máscaras é obrigatório em todas as unidades operacionais. Para manter o distanciamento social entre os seus empregados e terceirizados foi aumentada a frota de ônibus, reduzindo a lotação.

Essa mesma condição de distanciamento é obrigatória nos restaurantes, que tiveram alteração dos horários de entrada e saída, como meio de se evitar aglomeração de pessoas.

Foi também reforçado o protocolo de limpeza e desinfecção de equipamentos em todas as unidades operacionais.

E as obras não essenciais foram suspensas, entre outras medidas de prevenção, proteção e profilaxia para o devido enfrentamento à pandemia.

Testagens de empregados

A Vale informa também que continua realizando as testagens entre seus empregados e terceirizados, medida que teve início na segunda quinzena de maio. Os testes são repetidos em ciclos de 21 dias.

Segundo informa a empresa, o teste rápido sorológico é capaz de apontar se a pessoa teve contato com o vírus, mesmo que não apresente sintomas. “A medida permite que as pessoas sejam orientadas quanto a quarentena, isolamento social e demais cuidados necessários, o que contribui para evitar o contágio do vírus no ambiente de trabalho e na comunidade”, afirma o médico Paulo Lima, líder de saúde e bem-estar da Vale.

As informações relativas à essa testagem são repassadas aos órgãos de saúde. “As pessoas identificadas como casos suspeitos ou confirmados são isoladas para evitar a contaminação de colegas de trabalho e familiares. E são monitoradas por profissionais de saúde.”

Já os profissionais da mineradora que não são testados positivos permanecem em seus postos de trabalho. “Devem continuar se cuidando, praticando as medidas de higienização e distanciamento social”, assegura o médico da Vale.

 

 

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