Pelo telefone, Drummond vai declamar poesia no Centro Cultural

WhatsApp Pinterest LinkedIn +

Quer ouvir o poeta Carlos Drummond de Andrade recitar alguns de seus poemas pelo telefone que o vate itabirano tinha em seu apartamento, na rua Conselheiro Lafaiete, 60, Copacabana, no Rio? Pois graça a uma parceria do seu neto Pedro Augusto Graña Drummond com a equipe de robótica Drumonsters, da Unifei/Itabira, isso será possível no mês de março, em uma exposição que será realizada no foyer da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, quando serão reunidos objetos pessoais que pertenceram ao poeta e à sua mulher Dolores Dutra de Moraes.

Pedro Drummond gravou o avô recitando poemas na secretária eletrônica e virou projeto cultural (Fotos: no destaque, Altamir Barros/Cometa, e divulgação)

O telefone que declama poesia foi idealizado pelo neto – e executado pela equipe Drumonsters. Trata-se do projeto Drummond fala, fala, fala. Por ele, a pessoa atende a uma chamada no telefone e ouve poemas recitados pelo próprio poeta. O projeto permite, inclusive, ao ouvinte selecionar qual obra deseja escutar. A participação da equipe Drumonsters foi sugerida pelo próprio neto do poeta, que conta ter passado a admirar e a torcer pela equipe de robótica desde que descobriu o seu trabalho.

A realização do projeto só foi possível depois que, em 1995, Pedro Drummond gravou a voz do avô recitando poemas na secretária eletrônica em seu apartamento. Um jornalista descobriu que havia essa gravação e sugeriu aos leitores que ligassem para o apartamento do poeta para ouvi-lo declamando os seus poemas.

Esse mesmo telefone com a voz de Drummond já foi exposto em Itabira em dois pontos, por ocasião da Semana Drummondiana, realizada no final de outubro do ano passado, quando tradicionalmente se celebra o nascimento do poeta, em 31 de outubro de 1902.

Na avenida João Pinheiro e na Fazenda do Pontal as pessoas ao atenderem o telefone se emocionaram ao ouvir a voz do poeta recitando os seus poemas. “Algumas pessoas ficaram receosas em atender, achando que era algum tipo de pegadinha”, recorda o diretor de eletrônica da Drummonsters, Arthur Müller e membro da equipe de robótica da Unifei.

No Fórum das Letras

Em Ouro Preto, no Fórum das Letras, o público aprovou o projeto

Para Müller, o projeto Drummond fala, fala, fala é também uma oportunidade de aproximar alunos, professores e servidores da Unifei das comunidades onde o projeto é apresentado. Foi o que também ocorreu no dia 22 de novembro em Ouro Preto, no Fórum das Letras, outro projeto cultural que homenageou o poeta itabirano.

O fórum foi promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) com o intuito de valorizar a identidade e a diversidade da literatura dos países de língua portuguesa com shows, peças de teatro e outras atividades culturais.

“Não esperávamos que tantas pessoas se interessassem, até porque ainda não conheciam o nosso trabalho. Para nossa surpresa, a repercussão foi excelente. Encontramos um público que gosta de poesias e nosso projeto foi divulgado nacionalmente.”

Para saber mais

Quem quiser saber mais sobre trabalho realizado pela equipe Drumonsters e conhecer como foi a experiência do telefone drummondiano em Itabira basta acessar os links:

https://www.facebook.com/equipederobotica.drumonsters

https://www.facebook.com/drumonsters/videos/1517369028348888/

Compartilhe.

Sobre o Autor

Deixe um comentário