Otimista, prefeito de Itabira projeta para abril o retorno às aulas presencias nas escolas públicas e privadas

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O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) é, sobretudo, um otimista. Mesmo com as variantes do novo coronavírus vindas do Amazonas já disseminando pelo país – e pelo mundo – e ainda com a tímida campanha de vacinação em curso, ele acredita que as aulas presenciais nas escolas de Itabira, públicas e privadas, podem retornar em abril.

Para isso, ele impõe uma condicionante a ser cumprida em um mês e meio. Segundo ele, o retorno às aulas só vai acontecer após todos os profissionais da educação (professores, diretores, vices, monitores, auxiliares de serviços, vigias, motoristas) serem imunizados.

“A vacinação dos profissionais da educação será fator decisivo para a volta às aulas presenciais”, condicionou o primeiro mandatário itabirano, conforme nota distribuída à imprensa.

Segundo informa a Prefeitura, são mais de 3,5 profissionais de ensino, das redes pública e privada, que precisam ser imunizados antes de se dar o sinal verde para os estudantes itabiranos retornarem às salas de aula. A esse número é preciso acrescentar os educadores que devem ser contratados pelo município e Estado para preenchimento de vagas nos respectivos corpos docentes.

Em Itabira, só na rede municipal são 27 escolas, com cerca de 8,1 mil alunos, incluindo os do ensino fundamental e das creches. Em todo o país, não está prevista a imunização contra a Covid-19 para quem tem menos de 18 anos, assim como também para gestantes e lactantes, por falta de estudos específicos sobre os riscos para essas faixas e segmentos.

Ritmo lento

Pelo ritmo lento, gradual que se desenvolve a campanha, por falta de imunizantes e dos insumos necessários, nada indica que esse propósito de retorno das atividades presenciais nas escolas aconteça no prazo estipulado, caso cumpra-se a condicionante.

Mas se o prefeito é otimista e que assim seja, é o que esperam pais e alunos. “Até essa retomada, idosos e aqueles com comorbidades já estarão vacinados”, acredita o prefeito, que projeta o retorno com base em projeções realizadas pelas secretarias de Educação e Saúde.

Entretanto, pelo andar da campanha, não vai ser fácil. É que Itabira só deve iniciar a vacinação de idosos, com idade acima de 89 anos, nesta quinta (18) e na sexta (19), por meio de drive-thru, sem que precise sair do carro, no pátio da Funcesi – e também em domicílio para os que não podem se locomover.

Na sequência será observada uma escala pré-definida para que todos idosos acima de 60 anos sejam imunizados. Em seguida virá a imunização das pessoas com comorbidades – e só depois é que terá início a imunização dos profissionais da educação.

E ainda falta fazer a repescagem entre os profissionais de saúde que já deveriam estar imunizados, além da vacinação de outros profissionais de saúde com idade abaixo de 45 anos.

Ou seja, haja grupos prioritários para tão poucas vacinas até que chegue a vez dos educadores e demais profissionais nas escolas públicas e privadas. Ainda bem que o prefeito faz a ressalva:

“Sou totalmente favorável ao retorno das aulas, desde que com a devida segurança e com os profissionais vacinados”, volta a condicionar o prefeito, na expectativa, que é geral, para que os estudantes não tenham mais um ano letivo sem aulas presenciais no município.

“Estamos trabalhando muito para definir os melhores protocolos, com pareceres técnicos, acompanhamento de especialistas, além da participação de toda a gente envolvida nesse processo”, assegura o prefeito.

Parcerias e protocolos

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o plano de retomada é construído em parceria com a Associação das Escolas Particulares de Itabira (AEPI), que reúne 26 instituições privadas.

A nota da Prefeitura distribuída à imprensa não cita a participação do sindicato e ou de associações dos professores e demais profissionais da educação.

“Altruísta”, a AEPI repassou à Secretaria Municipal de Educação o protocolo desenvolvido pelos profissionais das instituições para a volta às aulas presenciais. E se propõe até mesmo colaborar com a estruturação física das escolas municipais, como se estivesse faltando recursos financeiros na Prefeitura de Itabira.

Esse protocolo tem por base documento de orientação distribuído pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), em setembro, que define as diretrizes pedagógicas, estruturais e sanitárias.

“Temos ainda que seguir a ficha técnica do Ministério Público, as regras sanitárias e de distanciamento a partir do croqui de cada escola”, adianta a secretária municipal de Educação, Luziene Lage.

Debate amplo

Para a efetiva volta às aulas presencias, ainda que mistas em rodizio com o ensino virtual, é importante também envolver nos debates a participação da comissão que está sendo criada pela Câmara Municipal, conforme propôs a vereadora veadora Rosilene Félix Guimarães (MDB).

Ela defende a inclusão também dos sindicatos e das associações das diferentes categorias profissionais envolvidas. E enfatiza, da mesma forma, a necessidade de se cumprir na íntegra a nota técnica do Ministério Público de Minas Gerais para que a volta às aulas presenciais ocorra em segurança, sem contaminações.

O vereador Júlio “do Combem” Rodrigues (PP) defende que o retorno das aulas presenciais nas escolas privadas devem ocorrer simultaneamente com as públicas, sob pena de, se isso não ocorrer, agravar a desigualdade social.

“A pandemia reforçou essa desigualdade que tende aumentar com as aulas presenciais retornando nas escolas particulares sem que aconteça o mesmo na rede municipal”,  preocupa o vereador, que é também professor. Que o retorno seja simultâneo, mas com toda segurança para os profissionais de educação e para os estudantes.

No destaque, a escola municipal Cornélio Penna (Foto: Carlos Cruz)

 

 

 

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