OMS cita sinais de esperança no combate à pandemia de COVID-19

WhatsApp Pinterest LinkedIn +

ONU – Embora o número de casos da COVID-19 esteja próximo de atingir 20 milhões no mundo esta semana e 750.000 mortes, o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou sinais de esperança em meio à crise global. Mas instou governos e pessoas para continuarem trabalhando para suprimir o novo coronavírus.

“Sei que muitos de vocês estão de luto e que este é um momento difícil para o mundo”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (10).

“Mas gostaria de deixar claro que há sinais de esperança, não importando aonde esteja o país, a região, a cidade ou a vila – nunca é tarde para reverter o surto ao redor”.

Tedros destacou dois elementos para responder a pandemia de forma eficaz: “os líderes devem intensificar a ação e os cidadãos devem adotar novas medidas”.

O chefe da OMS elogiou a Nova Zelândia como um “exemplo global” na pandemia. Neste fim de semana o país celebrou 100 dias sem transmissão comunitária do vírus. Ainda assim, a primeira-ministra Jacinda Adern destacou a necessidade de a população manter-se cautelosa.

Tedros também mencionou a situação de Ruanda: “o progresso do país se deve a uma combinação semelhante de liderança forte, cobertura universal de saúde, profissionais de saúde bem apoiados e comunicações claras de saúde pública”.

O chefe da OMS também elogiou as nações do Sudeste Asiático, Caribe e Pacífico, que tomaram medidas precoces para suprimir o vírus.

Países como França, Alemanha, República da Coréia, Espanha, Itália e Reino Unido, que enfrentaram grandes surtos, também foram capazes de suprimir o vírus de forma significativa, depois que agiram.

Medidas fortes e precisas

Durante toda a pandemia, a OMS recomendou medidas como identificação rápida de casos, rastreamento de contato, distanciamento físico, uso de máscara e lavagem frequente das mãos.

Tedros disse que os países que enfrentam novos picos da doença “agora têm todas as ferramentas disponíveis”.

Ele citou medidas recentemente implementadas no Reino Unido para ficar em casa, bem como a decisão da França sobre o uso obrigatório de máscaras em espaços ao ar livre movimentados em Paris.

“Medidas fortes e precisas como estas, combinadas ao uso de todas as ferramentas disponíveis, são fundamentais para prevenir qualquer ressurgimento da doença e permitir que as sociedades sejam reabertas com segurança”, disse ele. “E mesmo em países onde a transmissão é intensa, ela pode ser controlada através de uma resposta do governo e de toda a sociedade”.

“Suprimir, suprimir e suprimir”

O chefe da OMS enfatizou que a supressão do vírus é crucial para que as sociedades se reabram com segurança, inclusive para que os alunos voltem às aulas.

“Minha mensagem é clara: suprimir, suprimir e suprimir o vírus. Se suprimirmos o vírus de forma eficaz, poderemos abrir sociedades com segurança”, disse ele.

Apoio ao Líbano

A OMS destacou seu apoio ao Líbano após a explosão devastadora na semana passada, que destruiu grande parte da capital, Beirute, deixando cerca de 200 mortos, mais de 6.000 feridos e centenas de milhares desabrigados.

A OMS lançou um apelo de US$ 76 milhões para o Líbano, enquanto a equipe está trabalhando ao lado dos libaneses e de outros parceiros da ONU para avaliar o impacto no setor da saúde.

A agência está enviando US$ 1,7 milhão de itens de equipamentos de proteção individual (EPI) para ajudar na resposta à COVID-19, além de suprimentos humanitários que foram destruídos pela explosão.

“Nós também estamos trabalhando em estreita colaboração com as autoridades nacionais de saúde para melhorar o atendimento ao trauma, inclusive por meio da implantação e coordenação de equipes médicas de emergência qualificadas”, disse Tedros.

“Nós estamos mitigando o impacto da COVID-19, atendendo às necessidades psicossociais e ajudando a restaurar com rapidez as unidades de saúde que foram danificadas”, explicou o chefe da OMS.

No destaque, proteções de acrílico foram instalados para garantir o distanciamento social em um hospital em Bangkok, Tailândia. (Foto: Alin Sirisaksopit /OIT)

 

Compartilhe.

Sobre o Autor

Deixe um comentário