“O nosso sentimento é de sucesso”, avalia o coronel Rodrigues, mesmo com participação de 49,9% do público esperado no simulado em Itabira

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Embora tenha havido uma participação menor que a prevista, de 7.770 moradores de 27 bairros de Itabira, correspondentes a 40,9% do público esperado de 19 mil participantes, segundo a Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec), o treinamento simulado realizado nesta tarde de sábado (17), entre 15h e 16h, foi um sucesso.

Coronel Rodrigo Souza Rodrigues, chefe do Gabinete Militar e coordenador-geral da Defesa Civil de MG (Fotos: Carlos Cruz)

E se mantém, na avaliação dos coordenadores, como o maior treinamento preventivo de situação de catástrofe com rompimento de barragem de rejeitos de minério de ferro já realizado no país.

Os participantes saíram de suas residências quando ouviram as sirenes e se dirigiram a um dos 96 pontos de encontros, localizados em áreas seguras, onde a lama não alcança.

“O nosso sentimento é de sucesso”, frisou o coronel Rodrigo Souza Rodrigues, chefe do Gabinete Militar e coordenador-geral da Cedec. Segundo ele, a primeira pessoa que chegou ao ponto de encontro bateu o recorde de 15 segundos, enquanto o tempo máximo de chegada foi de 45 minutos e dois segundos.

Essa pessoa, caso não estivesse participando de um simulado, mas fosse um caso real, teria sito atingida pela lama de rejeitos. Isso porque o tempo previsto para os rejeitos descerem e atingir às chamadas zonas de autossalvamento (ZAS) é de menos de 30 minutos.

Suporte

Priscila anunciou a inclusão da cultura da prevenção, no currículo do ensino fundamental, nas escolas municipais

Durante o simulado, foram feitos 154 atendimentos à saúde. Desses, apenas duas pessoas precisaram de atendimento médico, sendo que uma por dor de cabeça. E uma senhora, hipertensa, moradora do bairro Gabiroba, se assustou ao ouvir a sirene. E teve um ataque cardíaco, mas foi atendida, sem sofrer consequências graves.

Para garantir a ordem e a segurança, 150 PMs fizeram a ronda na cidade, além de um batalhão de choque da própria PM que veio a Itabira, mas que felizmente não precisou entrar em ação. Ocorreram apenas cinco intervenções policiais, duas antes do evento e as outras durante o simulado. “Nada grave”, foi o que informou o coronel Sérgio Túlio Mariano Salazar.

Além desses policiais, participaram também 45 bombeiros militares, sendo 22 do pelotão de Itabira, e os demais reforços vindos de Ipatinga e Governador Valadares. “Foi um simulado para a população ter a percepção do risco que leva à cultura da prevenção”, definiu o tenente-coronel Alexandre Casarim, comandante do Corpo de Bombeiros.

Priscila Braga Martins da Costa, secretária municipal de Meio Ambiente, a quem está subordinada a Defesa Civil de Itabira, também avaliou positivamente o simulado. Isso mesmo admitindo que houvesse a expectativa de uma maior participação de moradores das áreas de autossalvamento e secundárias.

Rodrigo Chaves, da Vale: aprendizagem

“A nossa segurança é feita por antecipação. A partir de 2020 iremos iniciar a cultura dos simulados, não só de barragem, com inclusão na nossa grade curricular do ensino fundamental no município”, anunciou a secretária.

Para o gerente-executivo de Operações da Vale, Rodrigo Chaves, a participação das 7.770 pessoas no simulado representou um exercício de cidadania. “Para nós (da Vale) foi um sucesso por aprender, como também pela oportunidade de melhorias e aperfeiçoamento dos nossos planos de emergência”, acentuou.

No prelo

Aguarde nas próximas postagens mais informações sobre o simulado, com avaliações e opiniões a respeito de sua realização em Itabira, cidade onde estão localizadas as maiores barragens de contenção de rejeitos de minério de ferro do país.

 

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3 Comentários

  1. Cristina Silveira, A Velha Vermelha em

    Sucesso!!!!!!!!!!!!!!
    “O nosso sentimento é de sucesso”
    “O nosso sentimento é de sucesso”
    “A nossa segurança é feita por antecipação”
    Teve todynho, guaraná?

  2. Aguilay Silveira em

    Parece que estamos no Japão e que temos que aprender a conviver com as catástrofes naturais , tusunani, tufão, vulcão e outros. As barrangens foram construídas e daí nao são os cidadãos que devem aprender a conviver e se prevenir com os possíveis crimes.

  3. Cristina Silveira, A Velha sem Esperança em

    Simulado Dissimulado
    O Povo todo, a população geral de Itabira deveria ter comparecido no Simulado. Começou errado, portanto, o que deu certo é o que deu errado.
    A população precisa saber da Possibilidade que a VALE da Morte tem a oferecer para se fugir pelas Rotas de Fugas na possível derrama da lama mineral.
    Não se devia ignorar Ninguém, Nenhum Cidadão que vive na Cidade. 100% da cidade deveria se fazer presente, mas não foram. 49,9%, segundo a Vila de Utopia, compareceram ao evento, no entanto 60,1% ignoraram o chamado da Vale. Faltou empatia com o conclame amedrontador da Cia?
    O que a Vale fará com o resultado do evento de “sucesso”?
    Não é telenovela, é a realidade brutal como o “sucesso” em Mariana e Brumadinho. Estes Povos cruelmente destruídos e aqueles que sobreviveram são os Desabrigados das Barragens, são tratados pela Cia e pelo Estado como restos incômodos da Derrama da Lama.
    “Foi um acidente”, sentencia o oprimido.
    “A Vale é a Joia brasileira”, mente o opressor.
    A Cia tem poder absoluto sobre a cidade, determina como viver. O Povo da cidade acredita que a Vale de Morte é única economia para sobreviver os Pobres e avolumar as rendas dos ricos. O Povo da cidade não quer ver que o grande capital de Itabira é a sua gente, o que acumulou de conhecimento antes e depois da CVRD/Vale.
    O Povo não acredita em si mesmo.
    Os Homens de Ferro construíram a maior mineradora a céu aberto do mundo, e o que ficou é a tristeza do oprimido.
    O Simulado deu certo, um “sucesso” para a Cia, agora despreocupada com a possibilidade da arrebentação. Fez a sua parte….
    No feicebuk eu li e infelizmente não copiei uma procopada anarquista que é o melhor resumo do Simulado, o sonho e a realidade como o nada para o nada.
    Agora, já Passou! A normalidade voltou com aquelas partículas de minério em suspensão no ar acima do tolerável: “701 microgramas por segundo (µg/m³). Essa magnitude é considerada péssima até mesmo pela resolução nº 49, de novembro de 2028, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que é mais condescendente com o agente poluidor”, Vila de Utopia; “As partículas de minério que o vento sopra da Mina. Entra pelas frestas das janelas dos casarões”, Marconi Ferreira, o lúcido.
    Agora, já passou.
    Agora, Foda-se!

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