O coletivo Tô na Praça divulga a criatividade itabirana e promove a arte do encontro

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Mauro Andrade Moura

Já em sua segunda edição do ano, o programa cultural Tô Na Praça é exemplo de economia criativa em Itabira. Teve início no ano passado, nascido de uma necessidade de se ter um espaço livre para expor os trabalhos de artesãos da terra, assim como de outros produtos alternativos e criativos. Já são 38 artistas, artesãos e pequenos feirantes participantes do coletivo.

Programa inovador, foi pensado com o intuito de ocupar as nossas praças com muita arte e criatividade, expondo o que de melhor cada artesão tem a oferecer ao público. E, esse, por sua vez, não só consome as lindas peças artesanais, como também se diverte e entretém com a arte produzida em Itabira – e também de convidados.

Ana Cristina apresentou a História da Arte no Tô na Praça desse sábado, na praça José Máximo Resende, no Campestre (Fotos: Mauro Moura)

Na última edição do programa, por exemplo, quem se apresentou foi a cantora e compositora itabirana Ana Cristina Vieira Coutinho (violão e voz), com a sua História da Arca, direcionado ao público infantil, mas que os adultos também apreciaram e aplaudiram.

Com mais de 30 anos na estrada, a artista iniciou a sua carreira em Itabira em 1980, participando de festivais de música. Após alguns anos distante da terra natal, retornou agora para uma apresentação para crianças e adultos na praça José Máximo Resende Filho, no bairro Campestre, que tem-se tornado palco quase permanente do coletivo Tô na Praça, embora o projeto seja itinerante.

Público crescente no Tô na Praça comprova sucesso do coletivo

Além de expor parte significativa da economia criativa itabirana, o projeto tem-se revelado um palco de encontro marcado entre amigos – e de tantos outros encontros e encantamentos entre as pessoas, que interagem entre si e com os expositores, valorizando a produção desses incríveis artesãos itabiranos. No local se pratica a arte do encontro, como nas antigas feiras com seus alegres feirantes – e compradores ou simples visitantes.

Artesanatos diversos

Alternativa de renda

A idealizadora do projeto, a técnica em edificações Gabriela Assis Guerra, conta que o coletivo surgiu de uma necessidade de se criar uma alternativa de renda, nessa conjuntura recessiva que oferece poucas oportunidades de emprego com carteira assinada.

Vasos com plantas: arte sobre a mesa

“Estava desempregada e percebi que podia sobreviver do meu artesanato”, conta. Hoje empregada, ela não abandonou a ideia – que cresceu e ganhou mais expositores. “É um complemento de renda. E eu amo o que faço”, diz.

De acordo com Gabi, a praça é um espaço livre. Qualquer interessado pode participar do projeto, mas para isso é preciso se cadastrar previamente, para que sejam definidos os espaços para expor os produtos – e também para uma melhor organização da feira “Só é preciso que se achegue, preencha uma ficha de inscrição. E ajude na divulgação das feiras.”

Próxima feira

Embora tenha nascido com o propósito de ser itinerante, e de já ter ocorrido no Largo do Batistinha, no centro histórico, o Tô na Praça encontrou o seu habitat natural na pracinha do Campestre. “A praça já tem uma boa infraestrutura, com palco, banheiros e brinquedos para as crianças. Está pronta para ser ocupada e o público já tem o hábito de frequentá-la aos sábados”, avalia a artesã.

Encontro marcado com a arte criativa itabirana

O próximo encontro do coletivo Tô na Praça já tem data marcada, mas ainda não está definido o local. Será no dia 12 de maio (sábado), com especial em homenagem ao Dia das Mães. Mas já se sabe que não será na pracinha do Campestre, onde haverá um outro evento no mesmo dia.

Com isso, o mais provável é que a feira retorne ao Largo do Batistinha, no centro histórico, onde já ocorreu uma de suas edições. A programação completa do próximo encontro será previamente divulgada pelas redes sociais. Fique atento e não deixe de comparecer.

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