Novamente sem técnico, Cruzeiro vê reduzida, a cada partida, sua probabilidade de retorno à primeira divisão do Brasileiro

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Luiz Linhares*

Mesmo no Dia das Crianças e da padroeira Nossa Senhora Aparecida, em qualquer rodinha o assunto em pauta era a situação catastrófica em que se meteu o Cruzeiro Esporte Clube.

O que fizeram com o azul celeste mineiro, a que ponto chegou de se tornar a verdadeira casa de mãe Joana. A impressão que se tem é que estão todos perdidos.

O presidente Sergio Santos Rodrigues não demonstra, não pode em hipótese nenhuma jogar a toalha ou aceitar já o pior de todos os cenários. Se fosse meu amigo, saberia com certeza o que está passando, que abacaxi tem em mãos e o que fazer.

O cenário de hoje é o que já foi plantado há um bom tempo. Tenta se evitar o pior. O time chega à décima quinta rodada do turno do brasileiro ocupando a penúltima posição. Já vive uma condição vulnerável para obter pontuação e conseguir acesso de volta ao grupo principal na próxima temporada.

Pela situação atual, o Cruzeiro se encontra mais próximo de uma catástrofe ainda maior, que é de ser rebaixado para a terceira divisão.

Dentre tudo isso e com somatório de derrotas em todas as esferas, sem dinheiro para nada, sem condições de registrar novos contratados ante a punição lhe imposta pela FIFA e outras tantas coisas negativas, tenta-se mais uma troca de treinador como se isso fosse a panaceia geral.

Há pouco chegava o Nei Franco para substituir o Enderson Moreira. Passados sete jogos nada de diferente foi percebido e sentido. Ao contrário, o que se apresenta parece pior daquilo que já acontecia.

Um time amontoado dentro de campo, sem criação nenhuma, inoperante quase por completo e, como consequência, vem obtendo resultados adversos que colocaram o time no fundo do poço ou da tabela.

Verdade que com o plantel atual um novo treinador tem que ser quase um mágico. Precisa transformar tudo que de momento acontece em algo promissor, tem que ser pai, amigo, gestor, professor, psicólogo e talentoso em montar, armar e fazer um grupo acontecer.

Passei esse 12/10 esperando as coisas se definirem, antes de escrever essa crônica semanal aqui na Vila de Utopia. Lisca parece que foi procurado, mas ele não topou deixar o América para assumir esse desafio.

Falou-se em Felipão que também não demonstrou interesse em ser bombeiro. E assim permanece a dúvida de quem será o novo técnico do Cruzeiro. Será o  Dorival Junior que sempre é lembrado em tais situações ou o Tiago Nunes que se deu mal no Corinthians e se encontra na praça?

Uma coisa é certa: sexta feira próxima tem jogo no Mineirão e não há lugar para outra situação que não seja vencer, independentemente de quem no comando se colocar.

Que os bons cruzeirenses possam se unir para salvar o clube celeste. A situação é séria e o perigo é de altíssimo grau. É preciso abraçar a causa sem vaidade e de pensar apenas no Cruzeiro e em toda sua história.

Que o time deve ficar no ano do Centenário batalhando de novo na série B parece não ter volta. Mas é preciso consertar tudo para se ter um amanhã de mais brilho.

Atlético se mantém na liderança e busca novos reforços para conquistar o Brasileiro

Matias Zaracho, meia argentino e revelação do Racing, deve ser anunciado como novo reforço do Galo (Foto: Javier Gonzalez Toledo/AFP). No destaque, o Cruzeiro tem 1,5% de chance de retorno à série A, segundo cálculos do Departamento de Matemática da UFMG (Foto: Juarez Rodrigues/EM D.A Press)

Já para o outro lado, segue tudo bem. Para o Atlético, uma derrota em Fortaleza serviu de alerta. O time voltou ao Mineirão e venceu fácil o Goiás, mantendo-se na liderança com vantagem de três pontos em relação ao segundo colocado na tabela.

Poderia ser melhor. Mas em jogos fora de BH o time tem dado muita liberdade ao adversário para colocar seu jogo. É fato também que ainda faltam ajustes e melhor aplicação para decidir o jogo.

Foi o retrato de Fortaleza, quando faltou explosão para ganhar. O time achou que poderia vencer a qualquer momento e se esqueceu que o adversário também busca a sua afirmação e vitória.

É verdade que as eliminatórias da Copa provocaram baixas na equipe: Junior Alonso, Alan Franco e Savarino serviram a seus países e o conjunto se perdeu. A derrota foi também por merecimento do adversário que jogou boa parte da partida com um jogador a menos.

Pela frente o Galo enfrenta agora o Fluminense, no Mineirão. Será um bom teste para o real momento atleticano, que será, daqui para a frente, sempre um time a ser batido. Portanto, todo cuidado é pouco, bem sabe o treinador Sampaoli que sem inventar sabe muito.

Reforçar é preciso e assim segue o Atlético. Matias Zaracho, meia atacante de 22 anos do Racing, da Argentina, parece certa a sua vinda com a abertura da janela de transferência. Além dele, novas caras devem chegar e assim tornar o Galo ainda mais forte para levantar o caneco do Brasileiro. Que assim seja.

América retorna ao G4 e com o técnico Lisca ganha inspiração para retornar à elite do futebol brasileiro

O técnico Lisca comanda mais um treino do América, confiante nos bons resultados do time neste ano (Foto: João Zebral/América)

Por fim o América chega ao G4. O Coelho ocupa agora a terceira colocação e precisa manter uma boa produção dentro do Independência para buscar a real afirmação.

Com a permanência do técnico Lisca, que recusou convite para ir para a toca da Raposa, o time mineiro já se prepara para o retorno à serie A do Brasileiro.

Que assim seja, também. Amém.

*Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-AM.

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2 Comentários

  1. Cristina Silveira on

    Caro Luiz Linhares, você é o nosso Tostão colunista municipal. Fui influenciada pelo jornalista e teatrólogo Armindo Blanco a ler a coluna do Tostão e é uma leitura ótima até pra quem nada de futebol entende. Prefiro ler boas crônica a ssistir a uma partida inteira… homem demais num campo só. E Viva a Marta!
    Eu era Valeriodoce, mas um amigo me convenceu do erro, dado que o VEC era da CVRD. Agora eu só sou fluminense . O Romário por exemplo, gamei no futebol dele depois de ler uma crônica do Armindo Blanco, que aliás entreguei pessoalmente ao Romário lá no São Januário, em troca de um autografo na camisa de um portugues que só tem olhos pro futebol brasileiro.
    Beijoca, Tostão da Vila de Utopia

  2. Luís Linhares, venho acompanhando suas crônicas, ou “Pitacos da Rodada” aqui no Villa de Utopia. São recheadas de uma realidade fantástica, não importando se é A, B ou C.. Parabéns pelas matérias. Parabéns pelo seu trabalho na Rádio Itabira, principalmente em jogos no Mineirão em companhia do Renato Martinho. Fazem um Belo trabalho, na 770

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