No exterior, parte do mercado e socialistas concordam sobre Lula

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‘É estranho que o mercado brasileiro não goste’, diz Mobius, ‘porque ele presidiu alguns dos tempos mais felizes do Brasil’

Por Nelson de Sá*

Folha de S.Paulo – Na chamada do Financial Times (abaixo, com fundo azul), para análise assinada por seu editor de América Latina, “Lula está de volta: O velho inimigo de Bolsonaro retorna para assombrá-lo”.

E na chamada da revista socialista Jacobin, “Lula está de volta – E ele pode salvar o Brasil de Bolsonaro”. A convergência se repetiu noutras partes.

Em entrevista ao canal Bloomberg, o célebre investidor Mark Mobius, que critica Joe Biden desde a campanha, foi questionado sobre a volta de Lula, da qual “os mercados não gostaram”. Resposta do especialista em economias emergentes:

“É estranho que o mercado não goste, porque Lula presidiu alguns dos tempos mais felizes do Brasil. Não creio que a volta seja necessariamente ruim para o mercado brasileiro. Acho que ele aprendeu a lição, no que diz respeito a corrupção. Estou surpreso em saber que o mercado não gostou.”

E por mídia social o senador socialista Bernie Sanders, que preside a poderosa comissão do orçamento, saudou:

“Como presidente, Lula fez um trabalho incrível para diminuir a pobreza no Brasil e defender os trabalhadores. É uma ótima notícia que sua condenação, altamente suspeita, foi anulada. Esta é uma importante vitória da democracia e da justiça no Brasil.”

No Drudge Report, abrindo foto do ex-presidente, “Lula agora está livre para concorrer à Presidência. Pode ser THE END para Bolsonaro…”.

EUA VS. EMERGENTES

No Wall Street Journal, sobre a previsão da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), “Salto do crescimento nos EUA pode desequilibrar a frágil economia mundial”.

Logo abaixo, mais especificamente, “O aumento nos juros, em resposta ao crescimento e às expectativas de inflação, pode desencadear fuga de capitais dos emergentes, onde a vacinação mal começou e cuja recuperação deve demorar mais”.

EUA & CHINA

WSJ e South China Morning Post destacaram, respectivamente, que “EUA e China se comprometem tentativamente em torno da mudança no clima” e “China e EUA negociam encontro de alto nível para recomposição das relações”.

No primeiro caso, eles vão dividir a presidência de um grupo dentro do G20 voltado aos riscos financeiros ligados ao clima. No segundo, as duas principais autoridades chinesas em relações exteriores, Yang Jiechi e Wang Yi, devem se reunir com os congêneres americanos no Alasca.

*Nelson de Sá é jornalista, publica a coluna Toda Mídia e cobre imprensa e tecnologia

Foto: Leonardo Benassatto – Reuters

 

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