No Corinthians, mais um técnico sucumbe após ser goleado pelo Flamengo

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Luiz Linhares*

O que escrevi aqui na semana passada a cada rodada vai se fazendo profecia. Ligo a televisão e acompanhando os programas esportivos de cunho nacional deparo a todo instante com os comparativos do Flamengo dos anos 80, em especial dos comandados pelo galinho de Quintino, Zico – e este atual time que vem sobrando no Brasileirão 2019.

Mais uma vítima sucumbiu na rodada da semana passada, o que se tem tornado rotina. Para o Flamengo, é vencer – e de goleada. O magrelão Bruno Henrique com suas passadas firmes e velocidade em direção de gol é garantia de goleadas. É mais um mineirinho que daqui saiu para brilhar nos grandes centros.

Quem diria que o idolatrado Fabio Carille tivesse seu time humilhado? E ele não suportou o momento e deixa o comando do Corinthians, time que há pouco tempo o fez merecer o rótulo de gênio no comando técnico – e que depois de fazer fortuna rápida na Arábia, retornasse para o desfecho de ontem.

Nunca na história o Corinthians foi tão humilhado no jogo das multidões. É assim que o Flamengo a cada partida está mais perto do título antecipado de campeão brasileiro.

Na base do empate com muito sofrimento, o Galo segue no Brasileiro já sem grandes expectativas

Com empate no final com um jogador a menos, o Galo sofre no Brasileiro (Foto: Bruno Cantini/Atlético)

O Atlético tem que comemorar muito o ponto conquistado em Fortaleza. Vi todo o jogo e tenho esta ideia de tudo que aconteceu na partida: times fracos, planteis medianos e treinadores de segunda linha.

O Fortaleza foi medroso e covarde. Fez vantagem e passou mais da metade do jogo querendo garantir resultado. Sempre soube que a melhor defesa é o ataque.

Foi assim que pelo menos o empate o Galo conseguiu, por mérito, quem diria, dos tão criticados Patrick e Fábio Santos. E nada mais disso, pela imensa limitação de qualidade que o grupo tem.

Pelo visto o time só escapa do rebaixamento ponto a ponto, com sofrimento até o fim do campeonato. Para um time que pretendia disputar a Libertadores em 2020, que levante as mãos para o céu se uma Sul-Americana cair no colo.

Esta semana será uma daquelas decisivas. O Galo pega o Goiás no Mineirão e no fim de semana o rival Cruzeiro no mesmo estádio. Na primeira partida da semana, o time não pode nem pensar em tropeço. E no encontro caseiro nada de ficarem abraçados um ao outro, é o que se espera.

Cruzeiro mantém falso domínio em campo e só empata no Mineirão contra o Bahia        

Cruzeiro tem domínio de jogo contra o Bahia, mas frustra a torcida com empate (Foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA/Press)

Confesso que já conheci muitos treinadores hilários neste mundo do futebol e muitos até acompanhei de perto quando tínhamos o Valeriodoce Esporte Clube na primeira divisão do Mineiro e as saudosas disputas de campeonato. Juro que já vi de tudo, charlatões, sonhadores e um monte de aproveitadores.

Abel Braga se fez no futebol como zagueiro. E, após abandonar as chuteiras já passou por quase todos os grandes clubes do Brasil , tendo ficado também por muito muito tempo  em clubes árabes.

Fez história com certeza. E conquistou muitos títulos importantes. Acho que hoje, e em especial nesta sua passagem pelo Cruzeiro, tem uma função mais de psicólogo, de paizão da moçada, de dar força e levantar o astral do time e de seus principais jogadores.

Ontem o Cruzeiro teve mais uma vez a oportunidade de vencer em casa, subir na tabela e ficar um pouco mais folgado em relação aqueles com iminente chance de rebaixamento.

Outra vez, o que se viu foi falso domínio em campo. O time celeste até que vai bem até a criação final, mas nada acontece. Insistências com atletas como David irritam o torcedor. E quando mexe muda a essência de criação – e entendo que não faz por preceito, justificável. Mexe no time para tentar alguma coisa, sem sucesso.

Empatar em casa com o Bahia é o péssimo dos péssimos. Com todo respeito, o Cruzeiro é um time bem armado e só. Um time comum com força que chegou, levou sufoco e chamou reza para os cruzeirenses no segundo tempo, quando criou as melhores chances.

Culpar erros de arbitragem passou a ter um cunho de força no Cruzeiro. Abel Braga e Zezé Perella transferem ao árbitro o resultado do não vencer.

Como na arbitragem e com a ajuda do VAR tudo tem sido interpretativo, resta-nos acreditar que tudo vai melhorar.

A semana é de tensão para o time azul, que jogou de amarelo marca texto no domingo contra o Bahia, no empate por um a um. Na quarta-feira o Cruzeiro pega o Furacão em Curitiba. E pode ocorrer a volta para a posição indesejada e com clássico pressão no final de semana.

Luiz Linhares é diretor de Esportes da rádio Itabira-Am

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