Nino e Pantoja em concerto são imperdíveis amanhã na igrejinha do Rosário

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Em Itabira tem uma expressão antiga que serve muito bem para o concerto “Raízes da Música Brasileira” a ser apresentado amanhã, às 19h, na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos: “quem perder é mulher do padre”.

Nino Coutinho, violonista (Fotos: Divulgação)

Antonino Coutinho, o Nino (violão) e Daniel Pantoja (flauta) estarão resgatando um repertório com alguns dos mais expressivos compositores brasileiros. São peças consagradas com arranjos e improvisos originais, especialmente preparados para essa apresentação no 43º Festival de Inverno de Itabira.

O repertório consta de peças que mostrarão a versatilidade da cultura musical brasileira, com seus ritmos e estilos bem variados. O público irá apreciar representantes de várias etapas da nossa música, com o virtuosismo desses dois versáteis músicos já conhecidos e residentes em Itabira.

Nino e Pantoja são ex-professores da Escola Livre de Música de Itabira e já convivem musicalmente há cerca de cinco anos, selando uma parceria musical apurada. “Tocar com o Nino é muito especial pela nossa amizade e afinidade musical de muita convivência”, considera Daniel Pantoja.

“Apresentar esse concerto na igrejinha do Rosário, essa pérola da arquitetura e da história de Itabira, da mineração e da escravidão, é uma honra para nós”, diz o flautista, que espera ser o concerto também “um momento de confraternização dos itabiranos e de encontro com as nossas raízes musicais”.

Biscoito fino

No concerto, o público irá apreciar algumas peças especialmente selecionadas e ensaiadas pela dupla. Constam do repertório clássicos de Heitor Villa Lobos, passando pelo choro contemporâneo de Luciana Rabello, como também por um repertório mais tradicional com mistura de jazz do compositor e arranjador Moacyr Santos, que viveu por muitos anos nos Estados Unidos até a sua morte em 6 de agosto de 2006.

Daniel Pantoja, flautista

Ou ainda, o público poderá auscultar com especial atenção uma peça do também maestro, compositor e arranjador Radamés Gnatalli, como representante da fase inicial da bossa-nova. Gnatalli foi professor de Tom Jobim, presente no repertório na fase mais brasileira.

A versatilidade do violão de Baden Powell estará presente, assim como Pixinguinha com Rosa e Carinhoso, um momento especial que certamente será de grande interatividade com o público. O nascimento da música brasileira estará muito bem representado com a polca, o choro e o maxixe de Chiquinha Gonzaga.

O momento histórico que os compositores viveram e as circunstâncias que desenvolveram as suas obras serão contextualizados. “Será um concerto para todas as idades, um passeio pela música brasileira desde o seu surgimento até os dias de hoje”, promete Pantoja.

Será, enfim, um concerto com algumas peças representativas do que há de melhor da música de raiz, em consonância com o tema do festival de inverno deste ano. Noel Rosa, por exemplo, estará presente com Feitiço da Vila.

“Infelizmente não tivemos como ter no repertório todos os compositores e estilos que fazem sucesso aqui e no exterior. Quem sabe em um outro concerto podemos apresentar alguns clássicos de Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Dorival Caymmi e tantos outros para celebrar o compositor brasileiro”, acena Daniel Pantoja, feliz com a possibilidade de apresentar alguns dos “biscoitos finos” da música brasileira para o público itabirano.

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