Mulheres itabiranas fazem manifestação contra Bolsonaro no sábado, na Feira dos Produtores

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Será neste sábado (29), com concentração na Feira dos Produtores (rua Salvino Pascoal, Esplanada da Estação), a partir de 10h30, a manifestação das mulheres itabiranas que se unem ao movimento feminista nacional contra a candidatura do capitão do exército da reserva Jair Messias Bolsonaro (PSL-RJ).

Da Feira do Produtor, a manifestação sairá em passeata da rua Salvino Pascoal do Patrocínio, segue para a avenida João Pinheiro, ruas Água Santa, Dr. Alexandre Drummond, encerrando-se no paredão da rua Tiradentes.

Rachel Coelho Menezes (falecida em 2015) se recusa a cumprimentar o então general-ditador João Batista Figueiredo, em setembro de 1979, no Palácio da Liberdade, Belo Horizonte. (Foto: Guinaldo Nicolaevsky)

Conforme explicam as organizadoras, trata -se de um movimento suprapartidário que tem como objetivo mostrar a indignação das mulheres – e também dos homens comprometidos com a liberdade e com os avanços sociais – contra as declarações e posicionamentos do candidato a presidente, que atua há 28 anos como deputado federal.

Segundo elas, nesse período o parlamentar candidato a presidente da República apresentou apenas dois projetos de lei. E votou a favor do retrocesso dos direitos sociais, pessoais e trabalhistas. Além disso é a favor da liberação do uso de armas para a população.

Bolsonaro é autor da famosa frase: ‘bandido bom é bandido morto”, como também é adepto da lei de Talião, da retaliação pelo uso da força pessoal, do justiçamento com as próprias mãos, da pena de morte sem direito a julgamento. A pena máxima não existe no país, mas que ele é a favor de sua instituição.

O coronel da reserva e deputado é também autor da triste dedicação de voto pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, notório torturador da ditadura militar, ex-chefe do DOI-Codi, morto em 2015. Ustra foi condenado pela Justiça por sequestro e tortura.

“Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, declarou na ocasião, em nome de Deus, da família, da propriedade e das Forças Armadas. A ex-presidente foi torturada com requintes de crueldade por esse coronel nos porões da ditadura militar, de triste memória.

O deputado Bolsonaro é também conhecido por suas posições homofóbicas e racistas. Ele é autor do projeto de Lei 6055/13 que, se aprovado, impede o atendimento médico para vítimas de abuso sexual/estupro pelo SUS.

Votou também contra o fim das aposentadorias para Deputados e Senadores. Posicionou-se contrário ao Fundo de Combate à Pobreza, combateu os direitos trabalhistas para as empregadas domésticas, contra o teto salarial do setor público. E votou contra o fim da pensão para filhas de militares.

Coerente com suas posições ideológicas, votou a favor da reforma da Previdência que vai contra os interesses dos trabalhadores. Posicionou-se favorável à reforma trabalhista, que retira direitos dos assalariados historicamente alcançados.

Votou a favor do aumento dos salários dos deputados, pela terceirização irrestrita. E foi a favor do congelamento dos gastos com saúde, educação e infraestrutura por 20 anos, prejudicando os investimentos sociais no país em favor da população mais pobre.

Contra a sua candidatura cresce o lobby do batom, das mulheres unidas contra o fascismo, preconceito, violência, atraso e ódio. E em Itabira, o movimento nacional convida homens e mulheres para que participem desse ato cívico e político.

Pois é contra a sua candidatura à presidência da República que se organiza a manifestação, uma manifestação livre e democrática contra o que consideram ser uma ameaça às conquistas sociais de última geração.

“Um candidato que se posiciona contra a população pobre, que despreza as mulheres e desrespeita os direitos das minorias duramente conquistados com a redemocratização do país, não merece o voto das mulheres e de todo cidadão que acredita na democracia, que respeita os direitos sociais e também das minorias”, afirma uma das organizadoras da manifestação.

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