Mudança na jornada de trabalho proposta pela Vale enfrenta oposição do sindicato Metabase

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Segundo o presidente do Sindicato Metabase, André Viana, nos últimos dias a mineradora Vale vem acenando com a proposta de mudar o atual turno de revezamento de seis horas, passando a jornada de trabalho para 12 horas ininterruptas.

“A empresa diz que quer implantar jornada de 11 horas, mas é na verdade de 13h, pois tem uma hora para o almoço, além do horário em trânsito”, explicou o sindicalista em coletiva de imprensa nessa quinta-feira (28).

De acordo com Viana, a empresa já implantou o turno de 12 horas entre os técnicos, que não integram a base do sindicato Metabase.

“Nos últimos dias ela (a Vale), de forma insidiosa, tem abordado os trabalhadores acenando com o turno de 12 horas. Não podemos aceitar essa mudança em nome do combate à pandemia, pois pode virar permanente e causar demissões.”

“Não temos interesse em discutir essa pauta com a empresa, nada que altere o regime de seis horas”, acentuou o vice-presidente do Metabase, Carlos Estevam Barroso, o Cacá, para quem a empresa está procurando tirar vantagem da situação de pandemia para retirar direitos dos trabalhadores.

“Não vamos discutir mudanças nas jornadas de trabalho com a empresa. Queremos discutir questões de segurança e saúde. A proposta da Vale não resolve a situação de risco de contágio dos trabalhadores nas áreas operacionais. Não podemos deixar que essa mudança ocorra”, disse André Viana.

Nova escala

A assessoria de imprensa da Vale confirma que a empresa está avaliando a implantação temporária do turno de 11 horas em várias de suas áreas operacionais.

Confirma também que a nova escala já foi aprovada pelos técnicos industriais – e que os demais empregados estão sendo consultados.

“O turno de 11 horas assegura dois dias de folga a cada dois dias trabalhados. Muitos empregados estão pedindo essa mudança.”

 

 

 

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