Mucida lidera corrida eleitoral, mas estaciona. Izael cresce, enquanto cai rejeição de Magalhães, aponta pesquisa DataMG

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Embora oficialmente o processo eleitoral para a sucessão de prefeitos e vereadores dos 5.570 municípios brasileiros só terá início em 20 de julho, quando é aberto o período para realizar as convenções partidárias que se encerra em 5 de agosto, a campanha sucessória em Itabira já se encontra em curso, mesmo que os possíveis candidatos ainda não possam lançar os seus nomes ao escrutínio público.

Em Itabira, no campo da oposição, o ex-vereador Bernardo Mucida (PSB), em entrevista a este site, disse que não pensa em se candidatar a prefeito– e lança como possível candidato a ter o seu apoio o jornalista Marco Antônio Lage, ex-diretor da Fiat Automóveis, hoje diretor da Cemig, empresário em Ipoema. Leia entrevista aqui.

Mas nem um nem outro assumem que um deles irá disputar a ainda cobiçada cadeira do primeiro mandatário desta urbe no paço municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Também nem pode, sob pena de ser indiciado por fazer campanha eleitoral extemporânea (o que todos fazem). Oficialmente, para as eleições de 4 de outubro, a campanha só começa em 26 de agosto, com o início do horário eleitoral gratuito.

A indefinição do ex-vereador, que disse preferir assumir uma cadeira no legislativo mineiro, uma vez que é o primeiro suplente de sua coligação, segundo o diretor do Instituto DataMG, Adilson Simeão, é o que tem contribuído para que a sua intenção de voto se estacione.

Isso enquanto o segundo colocado, o ex-prefeito João Izael Querino Coelho (PR) cresce nas intenções, conforme se verifica na última pesquisa Panorama Político, que avaliou entre os dias 6 e 10 deste mês o humor do itabirano, entre 311 entrevistados com idade acima de 16 anos – e margem de erro de 5,5%.

Comparativos

Na pesquisa de agosto do ano passado Mucida liderava as intenções com 22,1%, João Izael figurava na segunda colocação com 8,5% das intenções.

Já no retrato eleitoral captado pela pesquisa no início deste mês, o ex-vereador continua liderando com 23,5%, mas viu pelo retrovisor se aproximar o ex-prefeito, agora com 19,9% das intenções de voto estimulado.

Isso enquanto cresce também nas intenções de voto o terceiro colocado, o vereador e sindicalista André Viana (10,6%), seguido de Ronaldo Magalhães (8%). Leia resultados da pesquisa anterior aqui.

Enquanto isso o prefeito Ronaldo Lage Magalhães (PTB), mesmo ainda não se assumindo como pretenso candidato à reeleição, já se movimenta em busca do tempo perdido ao lançar sucessivos “pacotes de bondade”, com obras, anúncio de recursos da Vale para a Unifei, doações de áreas públicas para entidades diversas.

Tudo isso além de aparições em ambientes amigáveis com maior constância. Em decorrência, o retrato da presente conjuntura eleitoral em Itabira, revelado na pesquisa do DataMG, é de melhora em sua imagem pública.

Rejeição

Em setembro de 2018, o seu governo só era avaliado positivamente por 13% dos eleitores no universo pesquisado. Naquela época, somou 32% de regular – e mais da metade dos entrevistados avaliaram negativamente a sua performance frente à administração municipal.

Entretanto, com as últimas movimentações governamentais, esse quadro já mudou de forma perceptível.

Na pesquisa de dezembro deste ano, do mesmo instituto, a taxa de rejeição ao seu governo caiu para 32,8%. E o governo municipal é avaliado positivamente por 22,22% (2,6% ótimo, 19,6% bom), enquanto cresce o índice de quem considera a sua administração como sendo regular (40,5%).

“É a melhor avaliação do governo na sequência de pesquisas já realizadas”, analisa o diretor da DataMG, Adilson Simeão. Para uma possível candidatura à reeleição, é a luz verde que acende. O prefeito tem ainda a seu favor o fato de a oposição só existir até aqui por meio de uma minúscula bancada de dois, três vereadores na Câmara Municipal – e com os “aguerridos” ativistas oposicionistas nas redes sociais.

Se a taxa de rejeição desse passado recente persistisse, Magalhães poderia enfiar a “viola no saco” e lançar outro nome de seu grupo à sua sucessão.

É que, segundo especialistas em marketing eleitoral, incluindo o cientista político Antonio Lavareda, um candidato à reeleição se torna inviável quando ultrapassa o temível percentual de 50% de rejeição.

Não é ao que parece a situação do prefeito, caso não esteja fora de foco o retrato do momento pré-eleitoral, ainda sem as campanhas em curso, clicado pela pesquisa DataMG.

Retrato 3X4

Pesquisa eleitoral é instrumento importante para conhecer a conjuntura política, mas é só um retrato momentâneo.

Além disso, as peças ainda não estão devidamente posicionadas no tabuleiro desse jogo político que irá mexer com corações e mentes do itabirano nas próximas eleições.

Eleições essas que são cruciais para o município, que vive o crepúsculo da mineração, com exaustão prevista para 2028.

Outros nomes de pré-candidatos podem surgir. Isso enquanto o ex-vereador Bernardo Mucida deve se posicionar se sai ou não candidato a prefeito, antes que veja o seu recall (que é a lembrança que o eleitor tem de seu nome) se perder com o tempo em que esteve afastado da vida política na cidade.

Ou então que lance logo o nome do candidato a prefeito de seu partido e coligação política. Em política, como também na vida, tudo tem o seu momento certo para acontecer. A corrida sucessória está só começando, ainda nem foi dada a largada. Mas já está em curso.

 

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