Moradores e comerciantes da rua Ipoema, bairro Pará, reclamam de esgoto estourado há vários dias

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Por toda a cidade tem havido reclamação de moradores com relação a redes de esgoto estouradas e que ficam por muitos dias com o efluente escorrendo a céu aberto. Isso tem ocorrido principalmente no período de chuvas, quando a rede pluvial pode estar se misturando com a de esgoto, que não suporta a forte vazão.

É o que tem reclamado moradores da rua Ipoema, no bairro Pará. Segundo eles, desde antes do Natal que uma rede de esgoto estourou na rua – e nada de o problema ser resolvido pelo Saae.

Local onde deve estar a origem do vazamento do esgoto que escorre pela rua Ipoema (Fotos: Carlos Cruz com moradores)

“A fedentina está insuportável”, diz uma moradora, indignada com o que classifica como descaso da autarquia responsável pelo serviço de manutenção das redes de esgoto na cidade. “Já liguei várias vezes. Falam que irão consertar e fica por isso mesmo”, protesta.

O incômodo causado se agrava uma vez que existem poucas “bocas de lobo” na rua. “Está difícil de trabalhar aqui. Os fregueses chegam e vão embora, pois ninguém suporta o mau cheiro”, conta um comerciário, que atende em um bar da rua Ipoema.

“Os carros passam sobre o esgoto que respinga nas pessoas que estão no passeio”, observa. Segundo ele, na quarta-feira (2), funcionários do Saae estiveram no local, quando constataram a origem do problema. “Ficaram de voltar para corrigir a rede e até a tarde de hoje (3) o vazamento não foi contido.”

O esgoto segue por um longo percurso até cair em uma ‘boca de lobo”

Na rua Ipoema estão instaladas clinicas médicas e odontológicas, bares e residências. “Muitas vezes o telefone do Saae chama e ninguém atende. Até parece que entraram em recesso e o ano novo ainda não começou para eles”, reclama outra moradora.

“E quando atendem fica um jogo de empurra. Pagamos pelo serviço e temos o direito de ser atendidos sem demora.”

Outro lado

O Saae foi procurado pela reportagem para dar uma resposta aos moradores e apontar solução para estancar o esgoto estourado. No entanto, o retorno obtido foi de que somente o diretor-presidente Leonardo Lopes poderia falar sobre o assunto.

Mas como ele estava ausente da autarquia, em visita ao distrito de Ipoema, até o fechamento desta matéria não foi possível obter as explicações necessárias. E o esgoto continua escorrendo pela rua.

“Está sendo péssimo iniciar o novo ano com todo esse mau cheiro”, insiste a moradora, que não entende o motivo de tanta demora na solução do problema.

Desperdício de água nas redes é outro problema apontado

Se a demora no atendimento agrava o problema para os moradores da rua Ipoema com o esgoto escorrendo, em outros bairros a situação não é diferente.

É comum a reclamação de que o Saae não tem corrigido com a necessária agilidade os vazamentos de água tratada. “Falam para a gente economizar água, mas o próprio Saae não tem dado exemplo”, diz uma outra moradora.

Em consequência, o precioso líquido se perde em abundância pelas ruas, enquanto o abastecimento de água é interrompido em muitas residências por problemas ocasionados pelas chuvas nas redes de distribuição.

E quando conseguem estancar o vazamento, ou corrigir uma rede de esgoto, o asfalto que é retirado fica vários dias sem reposição. “Aí o problema é o barro ou a poeira que levanta com o tráfego de veículos.”

Racionamento

Em julho do ano passado, o Saae por intermédio da Prefeitura decretou estado de racionamento de água na cidade, pois, segundo argumentou, os sistemas de abastecimento na cidade estariam sendo afetados pela estiagem.

Entretanto, já em agosto teve inicio o período chuvoso, o que normalmente só ocorre a partir de outubro. Mas mesmo assim o racionamento foi mantido, conforme foi comunicado, na ocasião, à Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG).

A necessidade de se adotar o estado de racionamento foi controversa na própria autarquia. Enquanto o presidente do Saae, Leonardo Lopes, defendia a manutenção do estado de racionamento, o diretor-técnico Jorge Borges não via essa necessidade.

De acordo com Borges, em momento algum houve risco de desabastecimento, uma vez que, no ano passado, o período de estiagem foi curto. “As chuvas caíram até o mês de maio e retornaram em agosto.”

Está certo que economizar água é dever de todos – e deve ocorrer durante todo no ano. Mas é importante que a autarquia responsável pelo atendimento dê exemplo – e aja com celeridade com as medidas necessárias para conter eventuais vazamentos, seja de água potável ou na rede de esgoto.

 

 

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