Metabase pede informações à Vale sobre riscos de Itabiruçu que está acima de seu clube Campestre

WhatsApp Pinterest LinkedIn +

Após a decisão firmada em acordo com o Ministério Público Estadual de desativar o presídio de Itabira, e também pela sua imediata interdição parcial pela juíza Cibele Mourão, a diretoria do Sindicato Metabase solicita à Vale que informe mais detalhes sobre os riscos advindos do alteamento e dos problemas construtivos encontrados pela empresa de consultoria Aecom do Brasil na barragem do Itabiruçu.

É preciso que se esclareçam também sobre como foram solucionados, ou não, os problemas estruturais relacionados pelo engenheiro Antônio Carlos Felício Lambertini, apresentados em artigo técnico publicado em parceria com a engenheira Carla Schimidt (leia aqui).

André Viana, presidente do sindicato, cobra explicações da Vale sobre situação do clube, no destaque (Foto aérea: Esdras Vinicius)

O sindicato cobra da mineradora um posicionamento específico sobre o clube campestre frequentado pelos seus associados, localizado na barragem do rio de Peixe, que fica abaixo de Itabiruçu.

“São questionamentos que temos recebidos dos associados, principalmente depois que a empresa deixou de lançar rejeitos em Itabiruçu. Precisamos de uma urgente resposta que só a Vale pode responder”, disse o presidente do sindicato, André Viana, em nota encaminhada à imprensa itabirana.

O pedido de esclarecimento já foi encaminhado ao gerente-geral do Complexo de Itabira, Rodrigo Chaves. O quadro é de apreensão geral não só entre os associados, mas de toda população que teme pelo colapso dessa estrutura.

No caso do clube, a sua localização se encontra na chamada zona de autossalvamento (ZAS), ou do salve-se quem puder. “Os frequentadores do clube estão apreensivos”, endossa o diretor social José Alberto Miguel.

De acordo com André Viana a elevação do risco para o nível 1 não é motivo de alarde, não sendo necessária a remoção de pessoas residentes abaixo dessa estrutura, como também do próprio clube.

Mas há que se destacar que uma portaria da Agência Nacional de Mineração determina que sejam removidas, até 15 de agosto de 2023, todas as estruturas com trabalhadores que estão abaixo das barragens de rejeitos. Por analogia, não seria o caso de se pensar no risco da permanência do clube no local? Leia mais aqui.

Além disso, a condicionante 46 da licença de Operação Corretiva (LOC) também prevê a remoção de moradores que se encontram em áreas de riscos pela vizinhança com a mineração, e por consequência, com as barragens.

Porém, no caso do clube campestre do Metabase, André Viana não vê essa necessidade. “Conhecemos o níveis de risco e sabemos que a população não precisa ficar alarmada. Mas precisamos de um laudo técnico, uma informação oficial da empresa para tranquilizar as pessoas que nos procuram

Compartilhe.

Sobre o Autor

Deixe um comentário