Livros picantes para expandir as leituras e conhecer diferentes narrativas

WhatsApp Pinterest LinkedIn +

Já sabe quais livros vai ler nos próximos meses? Com ajuda da jornalista, psicanalista e escritora Érica Toledo, preparamos uma lista com cinco livros picantes

Por Jaiane Souza *

Culturadoria – Semanas de recesso chegando, listas sendo preparadas para 2021. Você já sabe o que vai ler nos próximos meses? Nós te ajudamos a construir! Depois de uma lista de filmes picantes, chegou a vez da literatura.

A seleção é da jornalista, psicanalista e escritora Érica Toledo. Você pode acompanhar o trabalho dela no site Sanguínea, nome do seu livro de crônicas sobre assuntos como, filhos, amor, condição feminina, sexo, política e cotidiano.

As dicas da escritora passam por contos, poesia e romance. “São formas diferentes de erotismo que estão aí na literatura”, ressalta. Confira!

Delta de vênus, de Anaïs Nin 

Recheado com os mais diversos personagens explorando a sexualidade. De acordo com Érica Toledo, “é um livro muito importante para a literatura erótica porque foi, talvez, a primeira mulher que teve coragem de escrever sobre erotismo”, destaca.

Para além disso, a narrativa difere de abordagens já tradicionais. “Ela até fala da diferença da escrita erótica feminina, que valoriza muito o contexto, o que está em volta do sexo e não apenas o genital. Os cheiros, os jogos que envolvem a sexualidade. É um livro com riqueza de sentidos e significados. É o que eu mais gosto porque, inclusive, inaugura esse erotismo escrito por mulher”, destaca Toledo.

Compre aqui. 

Da poesia, de Hilda Hilst

“Ela escreveu muita coisa erótica, mas esse livro reúne todos os poemas que estavam dispersos em vários livros. Também escreveu prosa, romance, mas o melhor do erotismo, na minha opinião, está nos poemas. Nesse livro a gente tem a reunião dos poemas que estavam espalhados em outros livros. Acho que são poemas muito sensuais”, explica Érica Toledo. O título reúne 45 anos de produção de Hilda Hilst.

Compre aqui. 

A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro

“É um livro que não é exatamente escrito por mulher, apesar do autor dizer que foi uma mulher que contou essa história pra ele. É muito bom, muito sexy e picante”, diz Érica.

O título faz parte da série Plenos Pecados, promovida pela Editora Objetiva. Autores convidados escreveram sobre os pecados capitais. Dessa forma, João Ubaldo escreveu sobre a luxúria.

A obra narra a história de uma mulher que decide contar sobre as suas experiências eróticas. As vivências quebram paradigmas impostos pela sociedade. Domingos de Oliveira adaptou o livro para o teatro em 2004. O monólogo foi estrelado por Fernanda Torres por mais de dez anos nos palcos.

Compre aqui.  

Milan Kundera, autor de A insustentável leveza do ser. (Foto: Elisa Cabot). No destaque, a escritora  Hilda Hilst. (Foto: Fernando Lemos)

A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera

“Um romance no qual os personagens vivem um pouco de tudo que o erotismo tem em busca dessa leveza do ser. Também é um livro muito bonito”, conta Toledo.

A narrativa é composta por quatro pessoas que estão dispostas a tudo para vivenciar o erotismo. Com isso, descobrem que nem tudo que parece leve de fato é.

Em 1988, foi adaptado para o cinema, dirigido por Philip Kaufman. Recebeu indicações aos Oscar de fotografia e roteiro adaptado. Além disso, venceu o BAFTA de Melhor roteiro adaptado. Também foi indicado ao Globo de Ouro.

Compre aqui. 

Lolita, de Vladimir Nabokov

“É um livro brilhantemente bem escrito. É muito sexy, mas também perturbador porque o narrador é um pedófilo. Em determinados momentos, pelo fato de ser muito bem escrito, a gente se envolve com o desejo dele. Mas, em outros momentos, a gente vai recusando o desejo porque é criminoso”, destaca Toledo.

Mesmo com essas implicações, Érica defende que o livro ajuda a entender a própria sexualidade. Além disso, também faz pensar sobre a relação entre o que é fantasiado e o que é colocado em prática.

“Na fantasia sexual podemos tudo o que na vida não podemos. Ou seja, é melhor fantasiar do que fazer quando a fantasia não for, por exemplo, ética. Essa é uma perspectiva importante para a psicanálise”, pondera.

Compre aqui.

 

Compartilhe.

Sobre o Autor

Deixe um comentário