Itabira na onda vermelha pode fechar novamente o comércio, diz Marco Antônio Lage, que, no entanto, descarta o lockdown em um primeiro momento

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O prefeito Marco Antônio Lage (PSB), empossado nessa sexta-feira (1) no Centro Cultural, após a posse dos 17 vereadores e eleição do vereador Weverton “Vetão” Andrade, seu correligionário, para a presidência da Câmara, adiantou em coletiva de imprensa que deve endurecer as medidas restritivas ao comércio após Itabira ter regressado à noda vermelha, neste sábado (2).

Pelo programa Minas Consciente, que regulamenta o funcionamento da economia por ondas, tudo que não é essencial no comércio deve ser fechado quando o município e região estiverem na onda vermelha.

Essas restrições devem perdurar com o agravamento da pandemia, como está ocorrendo em Minas Gerais e em todo o país, inclusive com a chegada de uma nova variante do novo coronavírus (Sars-Cov2) que se mostra mais infectante, embora possa ser menos letal.

Em Itabira, segundo boletim epidemiológico de 31 de dezembro, já são 44 mortes por Covid-19 – e que poderiam ser evitadas se houvesse mais rigor com as medidas restritivas e profiláticas, sem privilegiar a economia em detrimento da saúde.

A conjuntura é agravada com mais pessoas sendo infectadas pelo vírus na cidade, que segue em curva ascendente. Já são mais de 5,6 mil casos confirmados, fora as subnotificações que podem ser até dez vezes mais, de acordo com o Painel de Monitoramento Covid-19, além de mais de 4,4 mil casos suspeitos.

Há, ainda, 468 pessoas testadas positivas para a doença em isolamento domiciliar. A projeção é que mais de 6 mil pessoas podem ser contaminadas pelo vírus no município nos próximos 14 dias, embora a maioria não vai aparecer nas estatísticas oficiais.

É que muitas pessoas assintomáticas podem ser vetores do novo coronavírus, principalmente jovens que retransmitem o vírus em casa, nos bares e em outros locais de convivência, no trabalho, nas igrejas, nas academias.

Entretanto, mesmo com o agravamento da situação em Itabira, o ex-prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) optou, no dia 12, no uso de sua prerrogativa assegurada pela autonomia municipal, por manter o comércio não essencial funcionando mesmo com Itabira ingressando na onda vermelha. Isso para que não fosse prejudicada as vendas de Natal.

Medidas restritivas

Cabe agora à caneta do novo prefeito tomar as medidas necessárias, e imprescindíveis, para o enfrentamento à nova onda, e assim assegurar a saúde e a vida da população itabirana.

“Vamos analisar os protocolos e ver, em um primeiro momento, como está o atendimento hospitalar. Mas os protocolos da onda vermelha nos induzem às medidas mais restritivas ao comércio”, adiantou o prefeito, que pretende, na segunda-feira, conversar com profissionais de saúde, médicos e infectologistas, para saber que medidas mais restritivas devem ser adotadas.

“Vamos tomar uma decisão técnica e não política.” Lage disse ainda que vai ouvir também cada setor da economia antes de tomar qualquer decisão em relação ao comércio. “Não podemos deixar a economia sofrer, mas prioritariamente vamos salvar vidas”, assegurou.

Marco Antônio Lage, no entanto, descartou para um primeiro momento a adoção do lockdown, que além das restrições ao comércio, inclui a proibição de as pessoas saírem às ruas a não ser por justificadas e comprovadas necessidades.

“Compra de vacinas pela Prefeitura não está descartada e Vale pode contribuir”, diz prefeito

Com o futuro deputado Bernardo Mucida, a ser empossado na ALMG  nos próximos dias, Marco Antônio Lage negocia com a Vale o fornecimento de vacinas às populações onde opera as suas atividades (Fotos: Carlos Cruz)

Outra gestão imediata que Marco Antônio Lage promete fazer, já na segunda-feira, é para que o itabirano possa ser imunizado o mais rápido possível, sem depender da morosidade do Ministério da Saúde.

Para isso, o novo prefeito de Itabira conta que tem conversado com dirigentes da mineradora Vale, que pretende adquirir lotes de vacinas para imunizar os seus empregados no país.

“Entendemos que assim sendo, a minha sugestão à empresa é para que forneça vacinas também para imunizar as populações das cidades onde ela opera. Seria um desastre vacinar os seus empregados e deixar a população desassistida”, alertou.

Além disso, Marco Antônio Lage disse que a sua equipe já entrou em contato com o Instituto Butantan, em São Paulo, para ver a possibilidade de a Prefeitura adquirir lotes de vacina CoronaVac – e dar início, o mais rápido possível, à imunização da população itabirana.

“Queremos ter uma vacina mais rápida e segura para o atendimento da população de Itabira e da região”, comprometeu o prefeito na entrevista coletiva após a posse. Ele disse que a sua equipe está também mantendo contatos com a Secretaria de Estado de Saúde para se ter, desde logo, um cronograma e planejamento da campanha de imunização em Itabira.

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